quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Continuação do Conto - Serviço de hotel 5 estrelas



 VI

Foram para o hotel, e mal entraram o clima de tensão começou a aumentar. Cada lufada de ar que inspiravam e expiravam aumentava a velocidade a que o sangue circulava nos seus corpos, sobretudo o de Sofia. A adrenalina subia e o coração batia cada vez mais forte.  

De um momento para o outro, ela perdeu o pensamento, e ficou ali parada, até que a mão dele lhe tocou na face, e ele lhe beija. Um beijo delicado, que depressa começou a ganhar vida própria e se tornou um beijo voraz, onde as línguas se contorciam entusiasticamente, e o coração acelerava cada vez mais. Parecia disparar no peito de Sofia, e a qualquer momento, ela podia levantar voo. As mãos dele seguravam no seu rosto, a sua trança desmanchava-se e fios de cabelo ficavam presos entre os dedos fortes dele.

 - Ah...Sofia. Como te quero.  – Disse-lhe ao ouvido

Sabia-lhe tão bem ouvir o seu nome com tanto desejo.
Os olhos dele também brilhavam, e o rosto dela estava subitamente mais rosado. Respiravam mais fundo, para tentar recuperar o fôlego, após aquele beijo tão intenso, em que iam ficando sem ar para respirar, ao mesmo tempo que os olhares se fixavam um no outro em silêncio.

Era como se ela estivesse a flutuar no ar, sentia um arrepio que subia pelas costas até à nuca, e um sorriso transparência no seu olhar.
Ele confiante, sorriu para ela e pega-lhe na mão esquerda, e põe sobre as suas calças, dizendo:
 - Oh Sofia, nem sabes o quanto te quero.

Ela risse-se com um jeito malandro.

 - Quero sentir essa boca outra vez.

Beijam-se outra vez vagarosamente. Ele coloca as mãos na cintura dela, e ela com as mãos nas costas dele. Tudo aquilo era tremendamente delicioso. As mãos deles subiam pelas costas delas, e ela mergulhava sobre seus braços sem pensar se aquilo estaria certo ou errado. Ela sentia uns arrepios deliciosos que era como se estivesse deitada numa nuvem a flutuar no céu. Tudo era maravilhoso, um sonho lindo.

Quando o beijo parou, já a trança de Sofia tinha desaparecido, e o seu cabelo longo deixa-a mais selvagem. Seu olhar cintilante cruzava o olhar de Jorge, que sorria para ela. Ele pegou no braço dela levemente e a levou para frente do espelho que estava no quarto de frente para a cama. Ele atrás dela, ambos voltados em direcção ao espelho.

 - Quero que sejas minha.
 - Mas quem é que te disse que eu vou ser tua? – Disse ela intrigada

De um momento para o outro ela começou a pensar, e deu por ela a imaginar que homem era aquele, como é que podia mesmo confiar nele, se o mal conhecia. Imediatamente disse logo:
 - Como é que eu sei se posso confiar em ti?

 - Não sabes. Eu entendo o teu medo, sobretudo quando alguns homens só sabem se aproveitar. Tu és uma mulher que alguns poderiam pensar que é uma oferecida, mas eu sei que não. És uma mulher simples, que age com o coração, uma mulher forte.

 - Não sou forte, no fundo sou uma fraca.

 - Não digas isso. Eu vejo em ti uma mulher forte. Mas tu é que quando pensas começas com os teus medos. Tens que confiar em ti. E confia em mim, que não te quero mal nenhum. Bem sei que existem muitos homens em que não se pode confiar, mas acredita que não te quero mal ok.

 - Vou tentar…
 Ele virou-a contra ele, e abraçou-a com força. 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Quem sou eu?


Alguém também me perguntou quem sou eu, ou melhor para falar sobre mim. É complicado falarmos de nós, acho que nada melhor que os outros para dizerem quem somos de verdade. Porque eu posso dizer que sou isto e aquilo e depois não ser nada disso. Posso exagerar para melhor como para pior, conforme a minha auto estima, ou noção de realidade, e nem sempre isso é verdade. Eu acho que sou boa pessoa, talvez às vezes boa demais pois passam-me a perna. Já me enganaram em dinheiro, muito dinheiro, que enfim...é melhor nem pensar nisso. Pessoas do mal, que acham que elas é que estão certas e correctas, e que eu é que sou a ingrata. Irónico não é. Mas isso do dinheiro é algo onde aprendi, ou acho que aprendi. E depois pior é que sou eu que sinto vergonha porque fui enganada com uma pinta.

Eu sou daquelas pessoas que acha ridículo esta mania de guardar a informação para nós, e não ensinar nada, pois não vai na volta vou roubar o emprego do outro. Somos um povo com essa mania infelizmente. Existem pessoas que gostam de dizer tudo o que sabem, é verdade, mas tem outras pessoas que não. E pior são pessoas que decidem ser chefes, eu estou abaixo, e eles não ensinam nada, eu fico por mim conta e risco, mas depois qualquer coisinha mal feita, ou melhor que não seja feita à maneira do chefe leva-se nas orelhas. Mas ensinar que é bom, nada! Para mim é porque algumas vezes não sabem. Uma vez uma colega minha perguntou ao patrão uma dúvida, que ninguém ali sabia, ele vai na volta dá-lhe na cabeça e responde - mas você não sabe isso!? E prontos! ficou por ali, deu à língua e não respondeu nada. Não sabia, mas não tinha humildade para dizer - olhe também não sei, mas vou pesquisar. Falta de humildade é um defeito que muita gente tem, e que é ensinado que deve ser assim. Pois a mim já me disseram que não fica bem dizer ao cliente que erramos, é melhor inventar outra coisa, pois depois vão sempre pensar que só erramos, e isso demonstra um mau profissional. Eu não concordo muito com isso, pois penso como se tivesse no outro lugar, e gostava que fossem honestos e humildes. Toda a gente erra. Claro que há erros e erros.

Tenho montes de defeitos, e um deles é que ainda não consegui combater é a falta de auto-estima. Enfim...é como uma bola de neve, se todos pensam que não prestamos como vamos pensar que prestamos né. Pelo menos no trabalho sinto-me uma porcaria. Até sei, que sou boa, ou melhor, tanto ser boa, mas depois nada disso é visto. Só sabem olhar apontar defeitos, que eu seja mais submissa. Que raiva que isso me dá, porque não se pode trabalhar em equipa. Nem hora de refeição agora tenho, no fundo acho que querem é que eu me despeça. Mas sempre tenho alguns clientes que me dão valor.



segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Deus é amor


Alguém me perguntou se tudo o que escrevia era algo em que acreditava mesmo. Eu digo que sim, e para que não haja mais pessoas a pensarem o mesmo, e para que fique claro; tudo o que escrevo no blog são coisas em que acredito, baseando-se na minha experiência de vida e aprendizagem. É óbvio que certos textos que escrevo, não tenho experiência total, mas é a minha opinião sempre que está ali, e não algo que fica bem escrever ou que vou pensar que é o que querem ler.


Acho que pensando bem sempre foi um pouco diferente, mas não no mau sentido acho eu, não sei. Sei que não sou nenhum exemplo, mas prontos sou o que sou. Ainda ando a aprender, e não sei tudo, há conceitos que ainda ando a explorar, e acho que mesmo quando for velhinha ainda não vou saber a verdade toda. Ou melhor, a verdade não é o mais importante, mas sim sermos verdadeiros e felizes. Mas é bom tentar saber mais, pois estamos aqui e é bom sabermos ou procuramos saber as razões ou objectivo da vida.


O meu pai diria talvez que o objectivo da vida é trabalhar, trabalhar, ser honesto e prontos. Só que ele pensa pequeno, e nem goza a vida, não passeia, nada. Uma vida de trabalho, de sacrificio para nada, para ambicionar ainda mais, sem gozar. Gozar a vida tem todo o sentido para mim. Gozar não no sentido de me meter na droga ou andar de bebedeiras, mas de gozar mesmo a vida. Passear, viajar, beber e comer bem, conviver, etc. Se eu ganho é para gozar também, para eu ir a um sitio, ficar num hotel, comer uma boa comida. E posso ser económica. Claro que isso para o meu pai, que não é único no mundo a pensar da forma como pensa, isso é algo mau, desperdiçar o dinheiro. 


Bem o meu pai é um radicalista e se falar em amor isso é tabu, pois mesmo a amizade ele diz que não existe. Quando eu era pequena, cerca de 6 anos e estava na catequese fazia-me confusão. Porque eles ensinavam algo que para mim fazia sentido, mas depois em casa via o oposto e entrava em choque na minha cabeça. Tanto que desisti da catequese, mas voltei mais tarde, tudo por iniciativa própria ao 11 anos. Verdade seja dita voltei porque uma amiga me influenciou, e que sem isso não podia casar. Ok! sou uma interesseira. Mas não sou má pessoa. O certo que é depois andei até aos 15 para aí sempre de seguida na catequese, e gostava pelo convívio e o que se aprendia também. Mas certas regras faziam-me confusão, e a existência de Deus também. Por isso não fiz a crisma, porque vi que era falso para mim, pois eu não acreditava em Deus. Quem é que me ia fazer acreditar que Deus existia se o meu padrinho que era bom tinha morrido nessa altura?!


Hoje sabem o que penso sobre Deus?! Que se Deus existe é o amor no coração das pessoas, essa energia que o amor emana. Isto porque tenho uma avó que é muito crente em Deus, uma vez disse uma passagem e de repente se fez luz na minha cabeça. Era algo como, alguém estava em apuros, e iam ajudar, mas essa pessoa não aceitava ajuda, porque dizia que Deus o ia ajudar. Pessoa após pessoa ele recusava, e cada vez se afogava mais, mas sempre pensando que Deus é que o ia ajudar. A lição era que Deus tinha enviado aquelas pessoas para ajudar, ele é que não viu isso, pois esperava por Deus mesmo. Eu vi um pouco mais além, e interpretei da seguinte forma, que Deus é amor, como ensinam, logo Deus não enviou ninguém, Deus simplesmente está no coração das pessoas que querem o bem. E acho que é isto que vou ensinar aos meus filhos. Simples e eficaz. Essa de dizer que Deus vai-nos recompensar ou ajudar ou castigar, que o povo diz, não tem sentido. Toda a gente sabe que nós pessoas é que podemos fazer, é que agimos. O algo supremo são energias, e o amor é uma delas, uma energia positiva. Só com 30 anos é que cheguei a esta conclusão que para mim faz todo o sentido e tira-me muitas dúvidas que tinha. Ah, e por inacreditável que pareça também me baseie no Dragon Ball, em que o Son Goku reunia a energia na natureza e pessoas para vencer o mal lol.





Pintura de Jeremy Lipking

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Poema: Adoro ser desejada


Na praia, no campo
Na terra ou dentro do mar
Quero ser sempre despida
Quero que adivinhem meus desejos ocultos
Não aceito destratos
Quero fazer amor sem fronteiras
Quero ser saciada
Quero ser amada
Quero um homem ao meu lado
Que ele venha como amante
Que se torne amigo e cúmplice
Que me ame todos os dias
E sempre que o fizer que seja por inteiro
Que sua ausência me cause suspiros
Não quero sofrer
Pois isto muito me entristece
Só quero viver de paixão
Seguir a minha estrada
Vivendo o amor e a sedução.

Escrito por Sónia Santos


Nota: Este é um poema que não foi eu que escrevi, mas quando o li, parece que foi escrito para mim. É esta a magia da poesia, da escrita. Sinto-me tão retratada aqui, e parece que foi eu que escrevi. Contudo nunca consegui escrever algo tão belo. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dá-me com prazer

Esta era a imagem de um blog que tive antes de ter este ou o Secreta Floresta. Mas foi um blog que eliminei. Eu era a Nefertiti, uma personagem mais forte e vivida que eu. Pois eu escrevia sobre assuntos que não sabia, como o sexo. Isto porque na altura nem um beijo tinha dado. Se calhar porque não merecia, por ser feia ou má pessoa, só pode. Enfim...embora o título seja muito sugestivo, a escrita era mais simples, embora tivesse os poemas que tenho aqui, um pouco mais picantes. Impressionante como um poeta não precisa de viver na realidade para saber como sentir se algo acontecesse. Basta pensar, basta escrever com alma. Estes textos aqui foram escritos antes disto tudo, eram daqui do Dá-me com prazer. 

Uma vez alguém me disse que era uma caixinha de surpresas, nessa altura era nova 17 anos para aí. Não conhecia este mundo da internet ainda. Mas era porque escrevia outra poesia e outras coisas, e desenhava. Passava o tempo com outras coisas que não eram disciplinas, porque no fundo aquela área não era para mim, mas não quis mudar, e continuei sempre e consegui passar sempre com sorte. Enfim...

Aqui fica algo de mim, pois um dia posso morrer, mas isto nunca vai morrer. =)





No campo a fazer pão caseiro


O vento sopra e no céu as nuvens nos cobrem com tons cinza. Ouvem-se os pássaros, as ovelhas ao longe e alguns cães que ladram às vezes sem motivo aparente.

Estou aqui neste sítio onde ainda vamos vivendo antigas tradições, como fazer pão. Sim! Pão caseiro que é tão bom. Seria melhor se fosse trigo nosso e moído num moinho aqui, como era antigamente.

Já caem gotas de chuva das nuvens que escondem o sol, e o fogo do forno já está a arder com todo o seu esplendor. Lembro-me de quando era pequena ficar a olhar o fogo. Perigoso, mas lindo, com as suas cores que fascinam, e o calor que emana e nos aquece.

O pão repousa no tabuleiro, enquanto a lenha arde dentro do forno.

Com um lenço na cabeça e um avental tendi o pão com a minha mãe. Aqui está algo simples que gosto de fazer. E esta ideia queria também para o meu turismo rural. Um espaço que não tenho dinheiro para construir, mas que quando tiver, vai ser moderno, e com internet claro, mas em sintonia com a natureza.

Há tempos atrás criávamos porco para matar. Hoje em dia já não temos isso. Tradições que se vão perdendo. Tradições que fazem de nós quem somos. As coisas caseiras são muito melhores, mais saudáveis, mais saborosas. E talvez por hoje em dia haver tanta industrialização, tantos aditivos, conservantes, etc, que hajam mais doenças como cancro. Se as coisas fossem cultivadas mais ao natural, tudo seria melhor. Mas quiçá com a crise não venham coisas boas no meio disto tudo.

Infelizmente há pessoas que não valorizam estas coisas, e sim desvalorizam. Há pessoas que acham que a vida do campo é suja, degradante. Só pode, pois não tenho outra explicação. Tenho uma vizinha que quando estávamos na apanha da alfarroba perto da casa dela, não me falava, mas quando eu começei a trabalhar num escritório  já me falava. Hoje já desci de trabalho, logo deixou me de falar outra vez. Que coisa, só interesses, e não é só comigo. Mas depois eu é que sou doida varrida. 

O pão que é colocado na pá, e depois no forno, e passado uma hora, voalá um cheirinho de pão tão bom. 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Personagens de coração fechado


De vez em quando aparecem umas quantas personagens que nos desiludem profundamente. Mas uma pessoa se vai habituando. Enfim…

Uma certa personagem que trabalhou comigo, quando a conheci parecia ser outra pessoa mesmo. Mas afinal é alguém que tem o coração fechado, e por tal é daquelas pessoas que parecem felizes, mas no fundo é infeliz. Se assim não fosse não fazia a vida dos outros num inferno. Se calhar estou a exagerar um pouco a parte do inferno, mas ela pisava em cima de mim.

Quando a conheci a conversa dela parecia ser boa. Mas afinal era tudo tanga. Ela dizia algo como, que achava mal aquelas mulheres que estavam juntas só por estar, e que ela não era assim, que não precisava de um homem assim. Algo que em parte também penso parecido. Mas afinal, ela está com um homem que a trai. Ah pois é! E eu pergunto-me que mulher é ela?! Que foi ter um filho, que mais parece, para agarrar um homem. Que ironia da vida. Ora uma mulher que diz ser independente e que diz que não precisa de um para ser feliz, ficou agarrada a um. Podia ser porque o ama. Mas sinceramente acho que não. Acho que é mais interesses. Por ele ser bonito e ter um negócio. Porque isso se nota pela maneira de falar, e pelo nariz empinado dela. E ela é daquelas que não gosta de ser amiga de colegas. Claro que é para pisar não é para ser amiga.

Não sei o que as pessoas ganham em não partilhar?! Em fechar seu coração?! Em humilhar os outros, em mandarem e usarem o sentido de superioridade sobre os outros?! O que ganham em não ser amigas?! A vida é curta demais, e devíamos pelos menos ser sinceros e não falsos. Sim! Porque eu não preciso que todos sejam meus amigos, como é óbvio, mas agradeço honestidade e sinceridade, e que não falem mal de mim nas minhas costas para me estragar a vida profissionalmente. É que há pessoas que confundem o pessoal com o profissional. 


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