Foram para o hotel, e mal
entraram o clima de tensão começou a aumentar. Cada lufada de ar que inspiravam
e expiravam aumentava a velocidade a que o sangue circulava nos seus corpos,
sobretudo o de Sofia. A adrenalina subia e o coração batia cada vez mais forte.
De um momento para o outro, ela
perdeu o pensamento, e ficou ali parada, até que a mão dele lhe tocou na face,
e ele lhe beija. Um beijo delicado, que depressa começou a ganhar vida própria
e se tornou um beijo voraz, onde as línguas se contorciam entusiasticamente, e
o coração acelerava cada vez mais. Parecia disparar no peito de Sofia, e a
qualquer momento, ela podia levantar voo. As mãos dele seguravam no seu rosto,
a sua trança desmanchava-se e fios de cabelo ficavam presos entre os dedos
fortes dele.
- Ah...Sofia. Como te quero. – Disse-lhe ao ouvido
Sabia-lhe tão bem ouvir o seu
nome com tanto desejo.
Os olhos dele também brilhavam, e
o rosto dela estava subitamente mais rosado. Respiravam mais fundo, para tentar
recuperar o fôlego, após aquele beijo tão intenso, em que iam ficando sem ar
para respirar, ao mesmo tempo que os olhares se fixavam um no outro em
silêncio.
Era como se ela estivesse a flutuar
no ar, sentia um arrepio que subia pelas costas até à nuca, e um sorriso
transparência no seu olhar.
Ele confiante, sorriu para ela e
pega-lhe na mão esquerda, e põe sobre as suas calças, dizendo:
- Oh Sofia, nem sabes o quanto te quero.
Ela risse-se com um jeito
malandro.
- Quero sentir essa boca outra vez.
Beijam-se outra vez
vagarosamente. Ele coloca as mãos na cintura dela, e ela com as mãos nas costas
dele. Tudo aquilo era tremendamente delicioso. As mãos deles subiam pelas
costas delas, e ela mergulhava sobre seus braços sem pensar se aquilo estaria
certo ou errado. Ela sentia uns arrepios deliciosos que era como se estivesse
deitada numa nuvem a flutuar no céu. Tudo era maravilhoso, um sonho lindo.
Quando o beijo parou, já a trança
de Sofia tinha desaparecido, e o seu cabelo longo deixa-a mais selvagem. Seu
olhar cintilante cruzava o olhar de Jorge, que sorria para ela. Ele pegou no
braço dela levemente e a levou para frente do espelho que estava no quarto de
frente para a cama. Ele atrás dela, ambos voltados em direcção ao espelho.
- Quero que sejas minha.
- Mas quem é que te disse que eu vou ser tua? –
Disse ela intrigada
De um momento para o outro ela
começou a pensar, e deu por ela a imaginar que homem era aquele, como é que
podia mesmo confiar nele, se o mal conhecia. Imediatamente disse logo:
- Como é que eu sei se posso confiar em ti?
- Não sabes. Eu entendo o teu medo, sobretudo quando
alguns homens só sabem se aproveitar. Tu és uma mulher que alguns poderiam
pensar que é uma oferecida, mas eu sei que não. És uma mulher simples, que age
com o coração, uma mulher forte.
- Não sou forte, no fundo sou uma fraca.
- Não digas isso. Eu vejo em ti uma mulher forte.
Mas tu é que quando pensas começas com os teus medos. Tens que confiar em ti. E
confia em mim, que não te quero mal nenhum. Bem sei que existem muitos homens
em que não se pode confiar, mas acredita que não te quero mal ok.
- Vou tentar…
Ele virou-a contra ele, e abraçou-a com força.













