sábado, 23 de fevereiro de 2013

Dá-me com prazer

Esta era a imagem de um blog que tive antes de ter este ou o Secreta Floresta. Mas foi um blog que eliminei. Eu era a Nefertiti, uma personagem mais forte e vivida que eu. Pois eu escrevia sobre assuntos que não sabia, como o sexo. Isto porque na altura nem um beijo tinha dado. Se calhar porque não merecia, por ser feia ou má pessoa, só pode. Enfim...embora o título seja muito sugestivo, a escrita era mais simples, embora tivesse os poemas que tenho aqui, um pouco mais picantes. Impressionante como um poeta não precisa de viver na realidade para saber como sentir se algo acontecesse. Basta pensar, basta escrever com alma. Estes textos aqui foram escritos antes disto tudo, eram daqui do Dá-me com prazer. 

Uma vez alguém me disse que era uma caixinha de surpresas, nessa altura era nova 17 anos para aí. Não conhecia este mundo da internet ainda. Mas era porque escrevia outra poesia e outras coisas, e desenhava. Passava o tempo com outras coisas que não eram disciplinas, porque no fundo aquela área não era para mim, mas não quis mudar, e continuei sempre e consegui passar sempre com sorte. Enfim...

Aqui fica algo de mim, pois um dia posso morrer, mas isto nunca vai morrer. =)





No campo a fazer pão caseiro


O vento sopra e no céu as nuvens nos cobrem com tons cinza. Ouvem-se os pássaros, as ovelhas ao longe e alguns cães que ladram às vezes sem motivo aparente.

Estou aqui neste sítio onde ainda vamos vivendo antigas tradições, como fazer pão. Sim! Pão caseiro que é tão bom. Seria melhor se fosse trigo nosso e moído num moinho aqui, como era antigamente.

Já caem gotas de chuva das nuvens que escondem o sol, e o fogo do forno já está a arder com todo o seu esplendor. Lembro-me de quando era pequena ficar a olhar o fogo. Perigoso, mas lindo, com as suas cores que fascinam, e o calor que emana e nos aquece.

O pão repousa no tabuleiro, enquanto a lenha arde dentro do forno.

Com um lenço na cabeça e um avental tendi o pão com a minha mãe. Aqui está algo simples que gosto de fazer. E esta ideia queria também para o meu turismo rural. Um espaço que não tenho dinheiro para construir, mas que quando tiver, vai ser moderno, e com internet claro, mas em sintonia com a natureza.

Há tempos atrás criávamos porco para matar. Hoje em dia já não temos isso. Tradições que se vão perdendo. Tradições que fazem de nós quem somos. As coisas caseiras são muito melhores, mais saudáveis, mais saborosas. E talvez por hoje em dia haver tanta industrialização, tantos aditivos, conservantes, etc, que hajam mais doenças como cancro. Se as coisas fossem cultivadas mais ao natural, tudo seria melhor. Mas quiçá com a crise não venham coisas boas no meio disto tudo.

Infelizmente há pessoas que não valorizam estas coisas, e sim desvalorizam. Há pessoas que acham que a vida do campo é suja, degradante. Só pode, pois não tenho outra explicação. Tenho uma vizinha que quando estávamos na apanha da alfarroba perto da casa dela, não me falava, mas quando eu começei a trabalhar num escritório  já me falava. Hoje já desci de trabalho, logo deixou me de falar outra vez. Que coisa, só interesses, e não é só comigo. Mas depois eu é que sou doida varrida. 

O pão que é colocado na pá, e depois no forno, e passado uma hora, voalá um cheirinho de pão tão bom. 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Personagens de coração fechado


De vez em quando aparecem umas quantas personagens que nos desiludem profundamente. Mas uma pessoa se vai habituando. Enfim…

Uma certa personagem que trabalhou comigo, quando a conheci parecia ser outra pessoa mesmo. Mas afinal é alguém que tem o coração fechado, e por tal é daquelas pessoas que parecem felizes, mas no fundo é infeliz. Se assim não fosse não fazia a vida dos outros num inferno. Se calhar estou a exagerar um pouco a parte do inferno, mas ela pisava em cima de mim.

Quando a conheci a conversa dela parecia ser boa. Mas afinal era tudo tanga. Ela dizia algo como, que achava mal aquelas mulheres que estavam juntas só por estar, e que ela não era assim, que não precisava de um homem assim. Algo que em parte também penso parecido. Mas afinal, ela está com um homem que a trai. Ah pois é! E eu pergunto-me que mulher é ela?! Que foi ter um filho, que mais parece, para agarrar um homem. Que ironia da vida. Ora uma mulher que diz ser independente e que diz que não precisa de um para ser feliz, ficou agarrada a um. Podia ser porque o ama. Mas sinceramente acho que não. Acho que é mais interesses. Por ele ser bonito e ter um negócio. Porque isso se nota pela maneira de falar, e pelo nariz empinado dela. E ela é daquelas que não gosta de ser amiga de colegas. Claro que é para pisar não é para ser amiga.

Não sei o que as pessoas ganham em não partilhar?! Em fechar seu coração?! Em humilhar os outros, em mandarem e usarem o sentido de superioridade sobre os outros?! O que ganham em não ser amigas?! A vida é curta demais, e devíamos pelos menos ser sinceros e não falsos. Sim! Porque eu não preciso que todos sejam meus amigos, como é óbvio, mas agradeço honestidade e sinceridade, e que não falem mal de mim nas minhas costas para me estragar a vida profissionalmente. É que há pessoas que confundem o pessoal com o profissional. 


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Amor nada é sem amizade

"Tive a ver o teu post e achei interessante...também eu já me enchi de teorias sobre o que é o amor e a paixão, e trinta por uma linha, com o diabo à sete, por enquanto cheguei a esta conclusão: as pessoas não ficam amigas, porque na maioria das vezes não existe amizade, então não vale a pena tentar manter uma coisa que não existe, só para parecer bem.
A paixão é de facto uma doença e, por isso como todas as doenças passa. Amor, cheira-me que mais de metade da população mundial não saiba o que é (nem amizade quanto mais amor) e as pessoas mantêm-se juntas porque têm necessidades que precisam de satisfazer, nomeadamente segurança, sexualidade, realização de objectivos, promoção da auto-imagem, todos os que quiseres cabem aqui (um meio para atingir um fim como outro qualquer).
E esse é o motivo do porquê de tanta coisa que se especula sobre relações. Amor, amor, acho que poucas pessoas sabem realmente o que é, ou já sentiram por outra pessoa que não é família; porque acho que se se amar realmente alguém não se farta, não se necessita de trair e muito menos de magoar para atingir "objectivos". Eu tenho a sorte de conhecer um casal assim: é o tal querer estar preso por vontade de que falava o poeta."

Escrito por Lou


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ficar ou não amigos depois do fim do namoro

Vou falar sobre algo, que me faz confusão. Por vezes existem namoros que terminam e as pessoas depois deixam-se de falar como se fossem estranhos. Dizem que isso de ficar amigos depois do fim do namoro não tem sentido. Mas não sei, eu acho que é é estranho depois agirem como estranhos. Porque ser eram namorados havia amizade, mas depois do namoro terminar a amizade terminou também?! E o amor!? Será que o amor não é para perdoar. Não digo que se continuo o namoro, mas que sejamos maduros, e que aceitemos as coisas como naturais. Ou será que é o medo, o orgulho que não nos deixa continuar amigos?!

Parece que as pessoas têm dificuldade em falar, comunicar. Porque para mim, se as coisas ficarem bem esclarecidas não existe por onde ter problemas. No fundo ninguém possui ninguém, e um namoro só existe se os dois quiserem, basta um não querer para terminar, e resta só aceitar isso. Afinal aquela era uma pessoa que beijávamos  que fazíamos amor, e depois simplesmente deixamos de falar como se nada tivesse sido, só para não pensarmos mais naquilo. 

Eu percebo que certos namoros são um engano, porque existem pessoas que enganam só para se aproveitar da outra pessoa. É outra coisa que não percebo, se querem só sexo, sejam honestos e digam que é só isso que querem, porque existem mais pessoas que querem o mesmo. Se todos fossem sinceros e honestos isto tudo andava melhor. Mas não! existe uma mania de possuir, de iludir, e ter ciumes, de controlar, e claro que no meio disto tudo se esquecem, ou nunca souberam o que é amar. 

Pintura de Mia Bergeron



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Conhecer uma pessoa

Nem sempre é fácil conhecer uma pessoa,
Compreender seu coração, seu âmago,
Nem sempre é fácil saber se é má ou boa,
E entender se é formosura ou amargura
As intenções das suas acções.

É fácil julgarmos o que os outros fazem,
O que os outros dizem, o que os outros pensam,
É fácil usarmos palavras e gestos falsos
Para enganarmos almas carentes e frágeis.

Por vezes, eu mesma não sei quem sou,
Sou uma mistura de seres,
Entre uma simples rapariga tímida,
Sonhadora que vive no campo onde estou,
E entre uma mulher cheia de desejos
Que anseia ser amada e saciada.

Anseio o teu toque, os teus beijos,
Tua luz dentro do meu corpo,
Teu amor verdadeiro feito música
Que embala meu coração para um perfeito orgasmo.

Sou confusa, cheia de medos,
Pressões e preconceitos que me fazem mentir,
Esconder o meu verdadeiro eu.
Contudo todas elas sou eu de verdade,
Alguém que só quer ser livre e feliz.


Pintura de Brad Kunkle

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ficar com o apelido do homem


Hoje vou falar sobre algo que para mim não faz sentido nenhum, que é a mulher depois de casar ficar com apelido do homem. Para mim é o mesmo que dizer que a mulher passa a ser do homem, mas este não será dela, pois não muda o nome. Porquê?! Aqui em Portugal agora não somos abrigados a tal. Mas sei que no Romênia ainda é pior, a mulher perde o seu apelido e fica com o apelido do marido. Afinal qual é o sentido disso?! Tem pessoas que não vêem grande mal nisso. Mas se não existe mal, então porquê que o homem não fica com o apelido da mulher também? Porquê que o homem tem mais importância que a mulher?!

Durante muitos anos, décadas, séculos a mulher tem vindo a ser descriminada, para servir o homem. Era de bom tom que a mulher não tivesse muitos estudos e não tivesse o seu próprio sustento, isto para não pensar muito, para não se tornar rebelde, e para ficar dependente do homem. Acho que o amor é algo que mesmo há anos atrás não existia muito, pois muitos casamentos aguentavam por imposição e não por amor genuíno. Mesmo agora acho que existe pouco.

Será que não podemos ser conhecidas/os pelo que somos individualmente!? Sim! Porque algumas mulheres parece que são conhecidas como a filha de, a mãe de, a esposa de, e não como ser individual. Infelizmente a mulher tem sido aprovisionada e por tal ficou amarga, mas felizmente estamos a ganhar liberdade, e o estudo, leituras, viagens, etc, fazem com que nos tornemos mais autónomas, com pensamento próprio.

Existem mulheres que sei que acham bem ficar com o apelido do marido. Para mim é uma maneira inconsciente de mostrar ao homem que ela é dele, que lhe pertence. Isto porque ainda há mulheres que acham que as mulheres estão abaixo do homem. Ou então para mostrar aos outros que são casadas, ou que fica bem. Existem coisas que são feitas por tradição, porque sempre foi assim. Mas porque não mudar?! Vou fazer uma comparação parva, mas é como trair, o homem pode, mas a mulher não. Aqui o homem não precisa do nome da mulher, mas ela já precisa do homem dele. Humm…a mim soa-me a possessividade  E depois a mudança de papeis. E quando ficar viúva?! E quando se divorciar?! É só complicações. Mas é assim, porque quando se casa, diz-se “até que a morte nos separe”, mas devia ser até que o fim do amor nos separe. Pois o casamento devia ser uma celebração de amor.

Mas, embora eu não veja sentido nisso, se calhar há mulheres que aceitam o apelido dele, como uma prova de amor. Mas enfim…o próprio conceito de casamento para mim é muito quadrado, e eu vejo de outra maneira. E para mim cada vez vejo menos sentido no contrato. O amor é que devia ser valorizado.


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