quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Ficar com o apelido do homem


Hoje vou falar sobre algo que para mim não faz sentido nenhum, que é a mulher depois de casar ficar com apelido do homem. Para mim é o mesmo que dizer que a mulher passa a ser do homem, mas este não será dela, pois não muda o nome. Porquê?! Aqui em Portugal agora não somos abrigados a tal. Mas sei que no Romênia ainda é pior, a mulher perde o seu apelido e fica com o apelido do marido. Afinal qual é o sentido disso?! Tem pessoas que não vêem grande mal nisso. Mas se não existe mal, então porquê que o homem não fica com o apelido da mulher também? Porquê que o homem tem mais importância que a mulher?!

Durante muitos anos, décadas, séculos a mulher tem vindo a ser descriminada, para servir o homem. Era de bom tom que a mulher não tivesse muitos estudos e não tivesse o seu próprio sustento, isto para não pensar muito, para não se tornar rebelde, e para ficar dependente do homem. Acho que o amor é algo que mesmo há anos atrás não existia muito, pois muitos casamentos aguentavam por imposição e não por amor genuíno. Mesmo agora acho que existe pouco.

Será que não podemos ser conhecidas/os pelo que somos individualmente!? Sim! Porque algumas mulheres parece que são conhecidas como a filha de, a mãe de, a esposa de, e não como ser individual. Infelizmente a mulher tem sido aprovisionada e por tal ficou amarga, mas felizmente estamos a ganhar liberdade, e o estudo, leituras, viagens, etc, fazem com que nos tornemos mais autónomas, com pensamento próprio.

Existem mulheres que sei que acham bem ficar com o apelido do marido. Para mim é uma maneira inconsciente de mostrar ao homem que ela é dele, que lhe pertence. Isto porque ainda há mulheres que acham que as mulheres estão abaixo do homem. Ou então para mostrar aos outros que são casadas, ou que fica bem. Existem coisas que são feitas por tradição, porque sempre foi assim. Mas porque não mudar?! Vou fazer uma comparação parva, mas é como trair, o homem pode, mas a mulher não. Aqui o homem não precisa do nome da mulher, mas ela já precisa do homem dele. Humm…a mim soa-me a possessividade  E depois a mudança de papeis. E quando ficar viúva?! E quando se divorciar?! É só complicações. Mas é assim, porque quando se casa, diz-se “até que a morte nos separe”, mas devia ser até que o fim do amor nos separe. Pois o casamento devia ser uma celebração de amor.

Mas, embora eu não veja sentido nisso, se calhar há mulheres que aceitam o apelido dele, como uma prova de amor. Mas enfim…o próprio conceito de casamento para mim é muito quadrado, e eu vejo de outra maneira. E para mim cada vez vejo menos sentido no contrato. O amor é que devia ser valorizado.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

7

Hoje é dia 7. Diz a bíblia que Deus fez o mundo em sete dias, logo o sete tem por si só um significado grande. 

O tempo passa, e parece que ainda há pouco tempo era um criança. Hoje aparentemente sou adulta, embora viva na alçada dos meus pais. Parece que não consigo ser livre, e não posso dizer a realidade. A realidade é que todas elas, sou eu. 



Hoje não sei porquê fico um pouco nostálgica, mas nada que não passe. Fiquei na moleza, como se fosse uma gatinha. Miau


Pergunto-me, será que o amor é assim tão complicado de entender?! Ou pior, de sentir?! Fernando Pessoa, dizia num dos seus poemas, que não é para compreendermos, mas para sentirmos, apreciarmos, ou algo assim. :P


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O que leva uma mãe a matar os seus próprios filhos?


Hoje vou falar sobre um assunto importante, que tem vindo a ser falado.

Será que existe mesmo algo que justifique matar os próprios filhos?
Será a depressão a causa da falta de vinculo de uma mãe ou pai que mata seus filhos?


Nas noticias apareceu o caso de uma mãe que matou os dois filhos adolescentes, e depois se suicidou. Envenenou assim os filhos, tudo pensado, pois tinha deixado cartas de despedida, a explicar o porquê que tinha feito o que fez.

A maioria das pessoas não compreende este acto, e eu sinceramente acho mesmo muito complicado compreender algo tão mau, tão anti-natura, tão cheio de egoísmo. Mas é bom tentar perceber, pois faz parte da realidade, e temos que conhecer a realidade para nos prevenir de males maiores.

Neste caso já esta mulher já tinha tido episódios de violência com os filhos, e o próprio pai dela chegou a chamar as autoridades porque não dava conta de filha. Logo é visível que esta mulher sofria de perturbações mentais graves, e talvez por vingança e raiva tenha feito isso.

Pelos vistos existem mulheres que têm um filho e foi feito para o homem. Tipo hoje ouvi por alto o Quintino Aires na televisão, e ele falou algo sobre isso. A dizer que certas mulheres não têm vinculo algum com seus filhos. Inclusive disse que existem pessoas que lidar com o copo de água e lidar com um ser humano é igual. Ou seja se partirem o copo de água será o mesmo que matar um humano, e acredito.

Neste caso esta mulher, que estava divorciada, perdeu o direito aos filhos, e quando fosse os ver, tinha que ser acompanhada. Por tal isso poderia ser uma vergonha para ela, e por raiva, vingança fez tal acto de malvadez. Segundo o psicólogo Manuel Coutinho, "São pessoas que têm uma enorme frieza afectiva, geralmente muito impulsivas e com uma rede social e familiar muito fraca. São, em regra, mulheres muito isoladas."

Se por um lado existem pessoas que acham atroz este acto, tem pessoas que até parece que percebem, pois colocam-se no lugar da mãe, justificando que é uma depressão. O mal é que pensamos que os outros serão como nós, mas não. Dizem ou pensam que por causa da pressão, separação, e ter ficado sem a guarda dos filhos, então teve este acto de desespero. Mas nisso sou da opinião do Quintino, que pelo que percebi discorda que ela tivesse uma depressão, mas sim que tinha uma perturbação que já durava há muito tempo. Se ela ficou sem a guarda dos filhos, foi em parte porque matratava-os. Que mãe é esta que se vinga nos filhos? Só mesmo uma mãe que não tem nenhum vínculo com os filhos, que mais são algo do que alguém.

Mas sinceramente acho piada a certos comentários, se fosse um homem que matasse era isto e aquilo, mas como foi uma mulher, uma mãe então coitadinha, devia sofrer muito. Mas afinal que raio de mundo é este?! Que depois se diz…quem sou eu para julgar?! Eu digo sinceramente que nunca faria algo assim, e infelizmente tem muitas pessoas que têm filhos pelos motivos errados, que mais valia nunca terem filhos.

                                    

vejam mais aqui:

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Queques em fuga



Não sei se já ouviram falar nos Queques em Fuga, eles estão no facebook. Vi pela primeira vez no programa da Conceição Lino. São dois amigos, uma rapariga e um rapaz que vão passear pela Europa. Já pelas fotos que estiveram em Barcelona e em Paris. E estava a ver que Paris está com neve. Acreditam que ainda não vi neve ao vivo. 

A Maria e o Tito, dos Queques em Fuga, são de Cascais, e têm como objectivo andar pela Europa, dizem eles deixar migalhas por Espanha, França, Alemanha, Eslovénia, Croácia, Hungria, Áustria, Repuplica Checa, Polónia e Lituânia. Eles contam com a ajuda de pessoas para que a viagem se torne mais barata, como eventuais pessoas que posso oferecer estadia, ou então somente a partilha de conhecimentos, e ter novas amizades; isto pelo que eu entendo. 

Acho que é muito bom este tipo de atitudes, e esta partilha. Amigos que decidem viajar pelo mundo a fora :) Muito bom mesmo. Deve ser das melhores coisas da vida, é passear. 



sábado, 19 de janeiro de 2013

Anónima na cozinha


Gosto muito de cozinhar, mas é com paz, à minha vontade, não é com o meu pai ali a atormentar e a querer coisas como ele quer. Parece, desculpem a expressão, que todos temos que ter o cú aberto para ele, e quando não acontece, nós é que somos maus. Ai meu Deus! Que paciência é preciso para aturar certas pessoas. O meu pai diz que não vivemos sem ele, mas mais parece ao contrário. Para um dia ter um homem assim quantas vezes é melhor estar sozinha, a sério.

Seja como for, fiz um bolo com queijo de cabra fresco, que a minha avó fez, mesmo bom, e com amêndoa e noz. O bolo até ficou bom, mas um pouco queimado. E fiz uma espécie de pastéis com massa filo, com uma mistura de frango desfiado, cogumelos, rebentos de soja e legumes. E até ficou bom, embora ligeiramente queimado. Culpa do forno e do meu pai que estava ali e não consigo estar em paz e sintonia com a comida.
Por um lado não vejo a hora de sair de casa, mas as coisas não são muito simples. Por um lado tenho que sair a bem, ter a desculpa perfeita, porque para o meu pai eu tenho que ficar aqui para sempre, se calhar, ou até casar. Que ideia mais antiga, mas pensando bem o meu pai ficou congelado no tempo há décadas atrás, logo. Por outro doí-me o coração por deixar a minha mãe, e não a poder a ajudar da mesma forma. E sei que a minha mãe vai ficar triste por eu me ir embora, o que me deixa mal também, enfim…coisas da vida. É que já tive dias aqui maus, e depois uma pessoa fica com medo.

Se eu pudesse levava a minha mãe e avó materna para umas férias, coisa que nunca tiveram. Era maravilhoso, mas enfim…a prisão que vivemos aqui não deixa. Nem todos compreendem isto, e talvez em parte seja da minha mãe que casou com o meu pai sem o conhecer bem. E deixou que ele dominasse. Enfim…mas sei que a minha mãe é boa mãe, isso eu sei.

Por isso é algo que não compreendo, isso de casar virgem, para quê?! Para ser mais inocente, e mais fiel?! Enfim….existem coisas que não cabem dentro de uma pessoa um pouco vivida. Não estou dizendo que esse foi o problema, mas em parte ajudou. 


Trai-se mais para elevar o ego, do que pelo sexo?


Por vezes existem relações onde o sexo é bom, mas que apesar disso existem traições. E porque será? Há quem defenda que seja por encontrar outra pessoa que alimente o seu ego mais que o parceiro ou parceira. Mas também pode ser uma atracção fatal que aconteça, onde mais parecem ser almas gémeas. Seja como for, há que pensar muito bem nas consequências dos actos que tomamos.

Aqui vai um testemunho de uma mulher;

Passou-me pela cabeça trair pela primeira vez na minha vida, porque efectivamente adorei aquele rapaz. Inimaginável ir para a cama com um homem por ir. Parecia a dita "alma gémea". Não era preciso palavras para saber o que ia na cabeça um do outro. A química era tanta! Ao contrário de mim, ele não é casado. Quando percebeu que eu era casada, ficou "chocado". Passou algum tempo sem falar comigo. Ainda bem que o destino separou os nossos caminhos, pois ambos sabemos que era difícil aguentar tal tentação. A carne é fraca! Nunca imaginei sequer "pensar em trair". Mas, é facto, que imaginei 1001 cenários de autêntica entrega e paixão.

Apeteceu-me imenso ir na "onda" da paixão e sexo, mas talvez nunca me perdoaria, pois o meu marido não merece tal resposta. A partir daí percebi a facilidade com que se pode cometer uma traição. Não porque não ames a tua esposa ou marido, não porque não tenhas sexo 5*, mas simplesmente porque alguém provoca em ti sensações difíceis de explicar!

Não trai, e contei tudo ao meu marido, sobre essa fulminante paixoneta! Mas, acho que uma sensação assim vale a pena viver uma vez na vida!

O mais estranho desta história toda é que uns meses antes de o passar a ver regularmente, tinha o visto pela primeira vez numa estação de serviço e disse para o meu marido: "Já viste que homem! é este o único homem com quem posso trair-te"! Aprendi a lição! Não atiro mais pedra nenhuma.

Pintura de Zhaoming Wu

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Diálogo aberto é um passo largo para o sucesso



Vou escrever aqui uma história verídica, resultante de partes de conversas que tive com um rapaz/homem aqui na internet. E sendo eu anónima e ele também é fácil falar e contar tudo com sinceridade, pelo menos eu penso assim.


É muito fácil criticar e condenar os outros, pois às vezes achamos que sabemos tudo. Mas acreditem que nem sempre criticar de forma menos construtiva é o melhor, e não vai fazer com que o outro mude ou melhore seu comportamento, pelo contrário só vai provocar o afastamento e com que a pessoa se feche em copas. Por isso vamos ler com a mente aberta, e tentar compreender os dois lados da moeda, por assim dizer.

Ambos na faixa dos 30, sendo que ela é mais velha 5 anos. Namoram á 6 anos, e moram juntos. Actualmente estão a tentar ter um filho, mas ainda sem sucesso. Ele diz que gosta muito dela, inclusive diz que a ama, mas sente que tem um problema, falta de sexo, e por tal já a traiu. Ela, claro que não sabe de nada. Mais do que ele ter necessidade de sexo, tem necessidade que o desafie, e de experimentar coisas novas na relação. É que com a namorada tem uma vida muito pacata em relação a sexo, ou melhor monótona e sem brilho.

Ela não tem medo de mostrar o corpo, contudo tem receio de o explorar, tanto o dela como o dele. Não se masturba, nem faz ou deixa fazer sexo oral. Ela recusa-se a falar abertamente sobre o assunto, argumentando que ele só pensa em sexo. Não explicando assim o porquê de tanta reticência em relação a novas experiências no sexo, e o porquê de não se masturbar. Chegando a dizer que ele queria era uma prostituta ou então que queria que fosse como nos filmes porno, onde é tudo mentira.

Apesar disso, é óbvio que têm relações sexuais, que para ela são suficientes. Basicamente têm preliminares e o coito por assim dizer, e depois do serviço feito, do orgasmo atingido, vira-se para o lado. Mas para ele é insuficiente, e eu até o compreendo. Pois eu também sou exigente e gosto de experimentar coisas novas e explorar o corpo de cada um é essencial, não existe o porquê se sentir vergonha ou medo, é uma partilha. Mas atenção, não estou defendendo aqui ninguém.

Ele diz ser possível amar alguém, mesmo procurando aventuras. Pois não tem sexo suficiente. Embora realce que não queria todos os dias, que não é essa a questão de quantidade, mas talvez de qualidade. E com estas coisas todas, vai escrevendo fantasias, que nunca mostrou à namorada.

Por um lado ele faz mal em a trair, mas se ela não lhe dá o que ele quer, sendo que ele já tentou várias vezes falar com ela, e acabam discutindo, não me admira que ele o faça. Embora eu, seja contra isso, pois sou favor que era melhor ser sincero e terminar tudo. Mas o que aqui pretendo, é que as mulheres em vez de andarem desconfiadas, é que cuidem do que têm em casa e valorizem o que têm, e falem sem medo, abram o coração e façam muitas loucuras por amor. 

Bem, vou corrigir, tanto pode ser mulheres como homens, pois há homens muito descuidados e que não dão à mulher o que ela precisa. Ah pois é também há mulheres carentes lol.  Acima de tudo, saber dialogar com o companheiro e sem discussão. Há que saber compreender o parceiro, e se o parceiro fala sobre sexo, não é que porque é tarado. Sexo faz parte de uma relação, e é importante para que a relação funcione. Porque senão, eles ou elas vão procurar fora o que não têm em casa, e aí é muito pior.

Conheci uma colega de trabalho, que corria o boato que o namorado lhe traia. Ela é linda, mais do que eu, e ele também. Mas eu já imaginava que com o feitio dela, aquilo em casa seria complicado, porque é uma mulher teimosa, dominante, que é capaz de dizer não só por picardia. Pois ela no trabalho fazia-me a vida meio negra. E achando que dominam as coisas, são enganadas com uma pinta. Regra geral os homens gostam de uma mulher bem comportada, mas que na cama seja selvagem, sem pudores. Uma mulher gosta de ser cortejada, mas acho que não deve fazer-se de difícil. Mas isto, sou eu a pensar claro. E para o sexo ser bom, nada como abrir o coração e sentir tudo de forma intensa. Ah essa colega engravidou, e espero bem que não seja para tentar agarrar o marido/namorado, pois isso é algo que nunca resulta. E quem sofre são as crianças.

Mas como tudo na vida, há quem traia e não é por falta ou variedade de sexo, mas apenas pela adrenalina talvez de mudar. Mas vamos no concentrar no nosso caso. Pensem moças e moços, façam amor, como deve ser. eheh 


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