Hoje vou falar sobre algo que
para mim não faz sentido nenhum, que é a mulher depois de casar ficar com
apelido do homem. Para mim é o mesmo que dizer que a mulher passa a ser do
homem, mas este não será dela, pois não muda o nome. Porquê?! Aqui em Portugal
agora não somos abrigados a tal. Mas sei que no Romênia ainda é pior, a mulher
perde o seu apelido e fica com o apelido do marido. Afinal qual é o sentido
disso?! Tem pessoas que não vêem grande mal nisso. Mas se não existe mal, então
porquê que o homem não fica com o apelido da mulher também? Porquê que o homem
tem mais importância que a mulher?!
Durante muitos anos, décadas,
séculos a mulher tem vindo a ser descriminada, para servir o homem. Era de bom
tom que a mulher não tivesse muitos estudos e não tivesse o seu próprio
sustento, isto para não pensar muito, para não se tornar rebelde, e para ficar
dependente do homem. Acho que o amor é algo que mesmo há anos atrás não existia
muito, pois muitos casamentos aguentavam por imposição e não por amor genuíno. Mesmo
agora acho que existe pouco.
Será que não podemos ser
conhecidas/os pelo que somos individualmente!? Sim! Porque algumas mulheres
parece que são conhecidas como a filha de, a mãe de, a esposa de, e não como
ser individual. Infelizmente a mulher tem sido aprovisionada e por tal ficou
amarga, mas felizmente estamos a ganhar liberdade, e o estudo, leituras,
viagens, etc, fazem com que nos tornemos mais autónomas, com pensamento
próprio.
Existem mulheres que sei que acham
bem ficar com o apelido do marido. Para mim é uma maneira inconsciente de
mostrar ao homem que ela é dele, que lhe pertence. Isto porque ainda há
mulheres que acham que as mulheres estão abaixo do homem. Ou então para mostrar
aos outros que são casadas, ou que fica bem. Existem coisas que são feitas por
tradição, porque sempre foi assim. Mas porque não mudar?! Vou fazer uma
comparação parva, mas é como trair, o homem pode, mas a mulher não. Aqui o
homem não precisa do nome da mulher, mas ela já precisa do homem dele. Humm…a
mim soa-me a possessividade E depois a mudança de papeis. E quando ficar
viúva?! E quando se divorciar?! É só complicações. Mas é assim, porque quando
se casa, diz-se “até que a morte nos separe”, mas devia ser até que o fim do
amor nos separe. Pois o casamento devia ser uma celebração de amor.
Mas, embora eu não veja sentido
nisso, se calhar há mulheres que aceitam o apelido dele, como uma prova de
amor. Mas enfim…o próprio conceito de casamento para mim é muito quadrado, e eu
vejo de outra maneira. E para mim cada vez vejo menos sentido no contrato. O
amor é que devia ser valorizado.

















