sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Poema: Sou apenas, de João Carlos Aleixo


Sou apenas

Sou apenas a onda que banha a tua alma
A brisa que transporta as minhas palavras
O aroma que traz o meu beijo
O fascínio que traz a minha voz
Sou apenas a onda que banha a tua alma
Que reflecte o teu brilho, como o por do sol
O dia que acabara, a noite que começa
O desejo que desperta, és o luar, as estrelas
Eu sou o mar, as ondas, o aroma
O fascínio de uma noite à beira-mar
Sou apenas a onda que te adormece
Te atordoa, te fascina, que te faz viajar
Sou o teu desejo de um banho ao luar
Sou a onda que te embala no desejo
Despida de preconceitos de tabus
Mergulhas no meu devaneio
Na minha loucura te entregas
A tua vontade satisfaz
Sou apenas a onda que banha a tua alma
Sou apenas fruto da tua imaginação


João Carlos Aleixo
Em “Devaneios”


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

50 Sombras de Grey



Poderá o livro 50 sombras de Grey ter alguma influência na violência doméstica?
Será BDSM uma forma de violência?
Será que as mulheres agora sonham em ser submissas?

Como este livro teve muito êxito, é normal que se fale sobre este assunto, visto que o livro fala sobre BDSM (Bondage, Dominação, Sado, Masoquismo). A meu ver BDSM, nada tem a ver com violência, embora haja quem pense que sim, devido a certas práticas que implicam dor. Contudo quem prática é com consentimento de ambas as partes, e existem regras a cumprir.

Vivemos num país que tem muita violência doméstica, no que diz respeito à vertente de o homem maltratar a mulher, tanto de forma psicológica como física. Talvez o Quintino Aires tenha razão, e fosse boa ideia se os meninos brincassem com bonecas, pois iria fazer com que fossem mais gentis com as mulheres.

O facto de no livro a mulher ser inexperiente, com baixa auto estima, até certo ponto vulnerável perto de um homem rico, poderoso, confiante, lindo, e se tornar sua submissa, pode representar para algumas mulheres o retrocesso da liberdade da mulher. Durante muito tempo a mulher tem sido rebaixada perante o homem. Aqui em Portugal no Salazarismo, a mulher era vista como a dona de casa, e o homem nada fazia em casa e trabalhava. Contudo, como todos sabemos a maioria dessas mulheres trabalhavam ao mesmo tempo que faziam a lida doméstica, ao passo que o homem pouco ou nada fazia em casa.

A violência está inerente a nós, no nosso âmago. Durante milhares de anos fomos selvagens, predadores, e por tal é normal que o espirito de competição e violência esteja ainda connosco. Por mais moralistas que queiramos ser, nem todas as pessoas conseguem ser civilizados. Por vezes são as pessoas que achamos serem normais, que são mais violentas, devido a várias razões. Mas não creio que as pessoas se tornem violentas por lerem um livro destes.

Não considero a prática de BDSM violência. Porque vejamos, não podemos nem de longe comparar, uma relação onde não existe amor verdadeiro, e onde o homem passa-se da cabeça com a mulher e lhe maltrata, onde pode inclusive bater, ou mesmo matar por ciúmes, por machismo, egoísmo, enfim, com uma relação onde existe amor, e onde têm uma prática diferente de sexo, tudo consentido, em que um é dominador e outro é submisso. Vejo como um jogo de poder sexual, e não como violência, onde existe o medo.

Anastasia na sua inocência, como amava Grey, o queria mudar, e por isso aguentava aquilo tudo, até que ele lhe bateu (com consentimento dela) e ela não aguentou e saiu da vida dele. (Fim do primeiro livro) Contudo ela podia ter falado as palavras de segurança e não fez, porque queria provar algo a ela mesma, e não conseguiu. Tudo isto faz lembrar muitas mulheres que continuam com homens que não as merecem, e que elas por amor continuam com eles, na esperança que eles mudem, aturando muita coisa que não deviam.


Acho que para lermos este género de livro é preciso alguma maturidade, para não pensarmos que tudo o que está ali escrito é verdade, e sabermos distinguir fantasia da realidade. Certas partes estão carregadas de romantismo, o que é bom num livro, mas que nem sempre acontece na realidade. Porque o facto de muitas mulheres gostarem do livro não significa que haja muitas mulheres que queiram ser submissas, apenas, a meu ver, que algumas não se importavam de apimentar um pouco suas relações, e que talvez gostassem de ter um homem que soubesse o que faz. Sim, porque Grey pensa em tudo.

Muitas mulheres são emancipadas, multifacetadas. Têm um emprego como o homem, mas depois acumulam funções, como cuidar da casa, dos filhos, e outras acções e decisões. E por vezes o campo sexual é um pouco esquecido, e existe por vezes devido a vários problemas, falta de vontade de fazer sexo. Mas nesta história, existe sempre uma vontade muito grande de ambas as partes de estar sempre a fazer sexo, e talvez seja mais essa a ideia que fascine mais as mulheres, digo eu.

Cada pessoa interpreta o livro conforma suas vivências, e tira o que achar melhor do livro. O livro embora tenha mais público feminino, existem homens que gostam de livro também. E em parte talvez o facto de a Anastasia querer agradar sempre Grey, e como uma cena do livro que me lembro, que estavam no banho, e ela lhe faz sexo oral, e num golpe de sorte de precipitante engole o esperma, de certa forma é mais uma fantasia masculina. Existem mulheres que não fazem isso, nem sexo oral quanto mais, nem toda a gente tem assim tanta abertura no sexo. Ou melhor por vezes as pessoas não querem fazer algo diferente para agradar o parceiro/a, e ficam ali parados sexualmente. Depois admiram-se quando são traídos. Embora muitas traições não se devam pela falta de sexo, mas existem pessoas que traem pela falta de sexo ou pela pouca variedade. Digo isto por desabafos anónimos que me contaram. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Poema de João Carlos Aleixo


Embarco nas tuas loucuras
Aceito os teus devaneios
Aceito as tuas regras
Sedento por ti
Desejoso de te ver
Desejoso de gemer contigo
Vagueio no meu dia a dia
Sonhando,quando e como serás minha
Como te vou possuir,como te irei amar
Quero ver-te,quero sentir-te
Quero que sejas minha
Que te entregues
Mas não,tu dominas,tu controlas
Farei sempre tudo o que pedes
Apenas para saborear
O teu mais delicioso néctar

João Carlos Aleixo
em "Devaneios"

Continuação do conto - Serviço de hotel 5 estrelas


V

Entraram, o restaurante era muito acolhedor, e pouco após se terem sentado chegou o empregado de mesa para entregar o menu.
Depois de terem feito o pedido, ficaram a conversar:
 - Não me digas que estás nervosa?
 - Um pouco…
 - Não estejas, prometo que não te vou fazer nenhum mal – Enquanto disse isso pegou na mão esquerda dela, que tocava carinhosamente.
 - Fala-me um pouco de ti? – Continuou ele.
 - Não existe muito a dizer sobre mim. Tenho uma vida bastante pacata. Vim para Lisboa há dois anos. Gostava de ter outro emprego, de ter estudado mais, mas foi isto que consegui…
 Ele interrompeu – Nunca sintas vergonha disso.
 - Ah pois, é fácil para ti, és rico, com um carro daqueles, agora eu nem carro tenho.
 - E depois?!
 - Depois que tu és rico.
 - Mas isso não faz de mim melhor pessoa, pois não?! Deixa-te disso, tu és quem és, e não é um trabalho que te vai definir.
 - Eu sei, mas gostava que as coisas fossem diferentes.
 - Eu sei Sofia. Mas acredita que isso tudo faz com que os teus olhos sejam mais belos, porque és uma lutadora, e isso nota-se quando olho para ti.
Ela suspirou e ficou com um ligeiro sorriso na cara, antes de começar a corar, e ele disse-lhe:
 - É verdade, sei que te chamas Sofia, mas ainda não sei a tua idade por exemplo.
 - 27. E tu?
 - 30.
 - O que fazes da vida?
 - Escrevo histórias sobre mulheres como tu. – Sorrindo – Não é bem isso, mas sou escritor.
 - Mas isso não dá muito dinheiro!
 - Pois não. Os meus pais é que têm um negócio no Porto.
 - Mas és do Porto?
 - Sou. Embora não pareça, pois não tenho sotaque. Estudei aqui em Lisboa, e tenho família da parte da minha mãe aqui em Lisboa também.
 -Ok. 

O ambiente estava agradável, e a conversa ia fluindo. Comeram como entrada pão torrado com manteiga de alho, seguindo de pizza com um vinho branco, e por fim para finalizar um tiramisu. No centro da mesa estava uma vela, que no meio de um ambiente um pouco escurecido, realçava o sorriso de Jorge, e o brilho dos olhos de Sofia. Ambos estavam cada vez mais encantados um pelo outro, embora mal se conhecessem. Mas havia ali uma certa magia no ar, onde eles se deixavam levar, como se fossem pétalas de flor de amendoeira a voar pelo céu. O medo que ela poderia sentir por estar com alguém que mal conhecia, depressa se dissipava pela sensação calorosa que seu bater de coração lhe dava. 


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sonho Erótico, de JT


Aqui vai um texto que partilharam comigo. E por conseguinte vou partilhar com vocês.  

SONHO ERÓTICO
(Relato verídico)

— anoitece
— vou na rua e começa a chover. Uma chuva miudinha. E eu estou sem guarda-chuva
— chove cada vez mais intensamente
— procuro um sítio onde me abrigar
— há um prédio solitário e abrigo-me na empena do prédio
— espero que pare de chover
— chove cada vez mais
— o vestido molhado cola-se ao corpo
— um automóvel pára na estrada na minha frente
— por gestos convida-me a entrar no carro
— recuso com um sorriso
— ele sai do carro e vem ter comigo
— insiste para me abrigar no carro
— delicadamente agarra a minha mão e leva-me para o carro
— eu deixo-me ir sem opor qualquer resistência
— coloca o braço por cima do meu ombro protegendo-me da chuva com a gabardina
— abre a porta do carro e eu entro
— liga o ar condicionado, arranca  e pára pouco à frente num beco sem saída. Diz para aguardarmos ali até que deixe de chover
— oferece-me um cigarro. Aceito e agradeço
— sinto-o a olhar-me
— o olhar dele é cada vez mais insistente e insinuante
— fico constrangida
— olha para as minhas pernas, para o vestido todo colado ao corpo
— põe uma mão nos meus joelhos e, veladamente, tenta  separá-los
— tiro a mão dele de cima  dos meus joelhos
— insiste  e  volta a insistir
— passa a outra mão pelo meu pescoço
— puxa-me pelos cabelos para trás e beija-me
— vai descendo com a boca até aos meus seios, por cima do vestido colado ao corpo
— morde-me os mamilos erectos do frio
— com a outra mão continua a acariciar-me as coxas
— toca-me no sexo por cima das cuecas
— fecho os olhos e deixo de resistir. Sinto os joelhos quentes e a tremer. Uma onda de calor trepa pelas coxas e penetra nas minhas entranhas
— puxa o vestido para cima, deixando-me exposta
— mete a mão  pelo decote do vestido dentro do sutiã
— a outra mão  continua no meu sexo
— com a minha mão procuro o sexo dele
— sinto-o por cima das calças, está duro
— puxa-me pelos cabelos até ao colo
— e esfrega a minha cara no seu sexo
— tira o sexo para fora e ordena: «chupa-o!»
— obedeço
— reclina o banco para trás e fica deitado no banco
— continuo a chupá-lo
— mas, quando menos espera, sento-me por cima e enterro-me toda nele
— cavalgo-o até nos virmos os dois
— abro a porta do carro, saio e vou-me embora
— parou de chover
— um refrescante cheiro a terra húmida paira no ar.

(JT - all rights reserved)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Conto Erótico - Serviço de hotel 5 estrelas - continuação


IV


No metro de volta a casa, não parava de pensar em tudo o que lhe tinha acontecido. Questionava-se se tudo aquilo não tinha sido apenas um sonho, e como tinha tido sorte em se escapar das represálias da governanta. Um sorriso teimava em aparecer nos seus lábios.

Como sempre o metro estava cheio de pessoas, e ela estava de pé perto da porta, chegando a Chelas, sai e caminha com destino à sua casa. Na realidade era somente um quarto que ela tinha alugado, sendo que a cozinha e casa de banho eram partilhados com mais duas raparigas, Joana e Carla. Após uns 15 minutos a andar coloca a mão na sua mala castanha, da mesma cor que as suas sapatilhas, e tira a chave para entrar no prédio. Entra no apartamento e vai para o seu quarto, onde coloca a mala no cabide perto da porta, e se joga na cama de barriga para cima. Não conseguia parar de pensar nele, na intensidade com que tudo tinha acontecido, naqueles olhos que a faziam vibrar por dentro.

O coração dela ainda estava eufórico, e os poros dela ainda transpiravam desejo.
Levanta-se e vai buscar algo para comer à cozinha, mas antes, tira o telemóvel da mala, e para sua alegria, estava duas mensagens e uma chamada não atendida de um número desconhecido. Só podia ser dele. 
Começa a ler:

“Adorei cada segundo que estivemos juntos, és maravilhosa. Não vejo a hora de estar outra vez contigo. Quero entrar dentro de ti. Jorge”

Ela ficou meio corada, mas ria. Era uma mistura de sensações e sentimentos a nascer dentro dela, ao mesmo tempo que a parte mais íntima se contraia com sofreguidão.
A segunda mensagem dizia: "Estás bem?"



Ela estava a pensar em como ele era tão carinhoso e ao mesmo tempo muito atrevido, e que gostava muito disso. Também não via o momento em estar outra vez com ele, era tudo tão bom demais para ser verdade, mas era verdade, e o corpo dela ainda sentia as doces vibrações de prazer.


Nisto ele liga para ela, outra vez, e ela atende.
- Estou
- Sofia ainda bem que atendes, já estava preocupado. Está tudo bem contigo?
- Sim…não precisas de ficar preocupado
- É natural que me preocupe contigo, és importante para mim. Olha, quero-te convidar para jantar, e não aceito um não. Aceitas?
- Pois…como não tenho opção de escolha a resposta é sim! – Rindo-se
- Diz-me onde moras que eu vou aí ter. – Num tom sereno, mas que parecia divertido.

Ela explicou tudo, e depois se despediram. Ela por momentos ficou ali parada a sorrir sozinha, mas depois pensou…o que vou vestir. Lá vasculhou o guarda fato e encontrou um vestido, era simples, deve servir.
Pegou numa lingerie preta arrendada, da mesma cor que o vestido e pensou que era ideal. Fez uma trança para o lado direito para a frente, com uns brincos e pulseira prateado, e pegou numa pequena mala preta. Ela queria ser simples, mas ao mesmo tempo o surpreender. Colocou sombras nos olhos, rímel nas pestanas, e batom rosa nos lábios, e quando estava ao espelho a ver se estava tudo em ordem, toca o telemóvel. Era ele. Ficou tão entusiasmada, borboletas pareciam voar dentro de si, dançado ao som de uma música suave e ao mesmo tempo cheia de paixão. Calçou umas sabrinas pretas, com uns brilhantes na frente, e lá foi ela ter com o homem que mal conhecera, mas parecia já fazia parte da sua vida há muito tempo.

Quando ela chegou lá em baixo, ele já estava perto da porta do prédio. Ele olhou para ela, muito satisfeito, com um leve sorriso radiante. Ela olhou para ele e achou ainda mais lindo. Ele estava com uma camisa branca de linho, umas calças de ganga azuis, e umas sapatinhas brancas. O cabelo tinha um ligeiro ondular selvagem. Ela só lhe apetecia agarrar naquele cabelo e beijá-lo como louca, mas controlava-se. Ficaram segundos olhando um para o outro, e depois ele veio dar um beijo nela, e disse-lhe:
- Simples, mas linda. Mas acho que ficavas melhor com saltos altos – rindo-se
- Estás a gozar comigo! – Ela intrigada
- Não, estou-me a meter contigo, para ver como reagias – com um sorriso escancarado.

Ela só pensava como ele ficava tão lindo a rir assim daquela maneira, parecia que estar a andar sobre nuvens, tão maravilhoso que era aquela sensação, que as borboletas saíram de dentro de si, e voaram pela atmosfera acima.



- Vem comigo, vamos para um restaurante italiano. Gostas?
- Sim! Mas e se não gostasse?
- Íamos para outro. Mas eu já sabia que ias gostar.

Chegaram perto do carro dele, ela ficou com os olhos abertos e só não abriu a boca para manter a postura. Era um carro lindo, como o dono, pensava ela. Era um mercedes SL, Class Roadster, com pintura metalizada castanho dolomite. Mal entram no carro, sendo que ele lhe abriu a porta para ela se sentar, como bom cavalheiro, ele pergunta a ela:
- Amanhã trabalhas?
Ela toda feliz lhe responde – Não!
- Perfeito –Com um sorriso malandro, mas sério.
- Tens planos?
- E tu não tens? – Sorrindo para ela

Foram conversando com o rádio ligado, e quando apareceu uma música de Bruno Mars, locked out of heaven, ela lhe diz que gosta mesmo da música, ao que ele lhe responde:
- Já imaginava que gostasses. É isso que me fazes sentir, como se estivesse no paraíso, contigo.
Ela muito atrevida colocou a mão dela perto do joelho dele, e foi subindo lentamente, olhando em frente. Ela de vez em quando olhava de lado para ela, e sorria.
- Se continuas assim, vou ter que parar antes de irmos comer.
- Sabes que estou cheia de fome.
- Eu sei qual é a tua fome, e tenho o remédio para isso.
- Comida italiana! - disse ela muito alegre
- És muito engraçada Sofia – Pegou na mão dela e põe em cima da sua erecção – Vês é assim que me deixas.

Ela estava muito excitada, e o sangue subia-lhe para a cabeça, não a deixando pensar, e concentrava-se abaixo do ventre, onde se contraia deliciosamente.
Ele estava louco por ela, mas ao mesmo tempo que estava ansioso por a ter, também estava bastante calmo e sereno, pois sabia que ela era especial.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal

                                             

FELIZ NATAL PARA TODOS VOCÊS
Nem sei bem o que dizer, por isso, sem muita imaginação, desejo muita saúde para todos e muito, muito amor. Isso! pratiquem o amor, pratilhem o amor, e façam amor. lol Amor é bom em todos os sentidos.




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