sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Poema de João Carlos Aleixo


Embarco nas tuas loucuras
Aceito os teus devaneios
Aceito as tuas regras
Sedento por ti
Desejoso de te ver
Desejoso de gemer contigo
Vagueio no meu dia a dia
Sonhando,quando e como serás minha
Como te vou possuir,como te irei amar
Quero ver-te,quero sentir-te
Quero que sejas minha
Que te entregues
Mas não,tu dominas,tu controlas
Farei sempre tudo o que pedes
Apenas para saborear
O teu mais delicioso néctar

João Carlos Aleixo
em "Devaneios"

Continuação do conto - Serviço de hotel 5 estrelas


V

Entraram, o restaurante era muito acolhedor, e pouco após se terem sentado chegou o empregado de mesa para entregar o menu.
Depois de terem feito o pedido, ficaram a conversar:
 - Não me digas que estás nervosa?
 - Um pouco…
 - Não estejas, prometo que não te vou fazer nenhum mal – Enquanto disse isso pegou na mão esquerda dela, que tocava carinhosamente.
 - Fala-me um pouco de ti? – Continuou ele.
 - Não existe muito a dizer sobre mim. Tenho uma vida bastante pacata. Vim para Lisboa há dois anos. Gostava de ter outro emprego, de ter estudado mais, mas foi isto que consegui…
 Ele interrompeu – Nunca sintas vergonha disso.
 - Ah pois, é fácil para ti, és rico, com um carro daqueles, agora eu nem carro tenho.
 - E depois?!
 - Depois que tu és rico.
 - Mas isso não faz de mim melhor pessoa, pois não?! Deixa-te disso, tu és quem és, e não é um trabalho que te vai definir.
 - Eu sei, mas gostava que as coisas fossem diferentes.
 - Eu sei Sofia. Mas acredita que isso tudo faz com que os teus olhos sejam mais belos, porque és uma lutadora, e isso nota-se quando olho para ti.
Ela suspirou e ficou com um ligeiro sorriso na cara, antes de começar a corar, e ele disse-lhe:
 - É verdade, sei que te chamas Sofia, mas ainda não sei a tua idade por exemplo.
 - 27. E tu?
 - 30.
 - O que fazes da vida?
 - Escrevo histórias sobre mulheres como tu. – Sorrindo – Não é bem isso, mas sou escritor.
 - Mas isso não dá muito dinheiro!
 - Pois não. Os meus pais é que têm um negócio no Porto.
 - Mas és do Porto?
 - Sou. Embora não pareça, pois não tenho sotaque. Estudei aqui em Lisboa, e tenho família da parte da minha mãe aqui em Lisboa também.
 -Ok. 

O ambiente estava agradável, e a conversa ia fluindo. Comeram como entrada pão torrado com manteiga de alho, seguindo de pizza com um vinho branco, e por fim para finalizar um tiramisu. No centro da mesa estava uma vela, que no meio de um ambiente um pouco escurecido, realçava o sorriso de Jorge, e o brilho dos olhos de Sofia. Ambos estavam cada vez mais encantados um pelo outro, embora mal se conhecessem. Mas havia ali uma certa magia no ar, onde eles se deixavam levar, como se fossem pétalas de flor de amendoeira a voar pelo céu. O medo que ela poderia sentir por estar com alguém que mal conhecia, depressa se dissipava pela sensação calorosa que seu bater de coração lhe dava. 


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Sonho Erótico, de JT


Aqui vai um texto que partilharam comigo. E por conseguinte vou partilhar com vocês.  

SONHO ERÓTICO
(Relato verídico)

— anoitece
— vou na rua e começa a chover. Uma chuva miudinha. E eu estou sem guarda-chuva
— chove cada vez mais intensamente
— procuro um sítio onde me abrigar
— há um prédio solitário e abrigo-me na empena do prédio
— espero que pare de chover
— chove cada vez mais
— o vestido molhado cola-se ao corpo
— um automóvel pára na estrada na minha frente
— por gestos convida-me a entrar no carro
— recuso com um sorriso
— ele sai do carro e vem ter comigo
— insiste para me abrigar no carro
— delicadamente agarra a minha mão e leva-me para o carro
— eu deixo-me ir sem opor qualquer resistência
— coloca o braço por cima do meu ombro protegendo-me da chuva com a gabardina
— abre a porta do carro e eu entro
— liga o ar condicionado, arranca  e pára pouco à frente num beco sem saída. Diz para aguardarmos ali até que deixe de chover
— oferece-me um cigarro. Aceito e agradeço
— sinto-o a olhar-me
— o olhar dele é cada vez mais insistente e insinuante
— fico constrangida
— olha para as minhas pernas, para o vestido todo colado ao corpo
— põe uma mão nos meus joelhos e, veladamente, tenta  separá-los
— tiro a mão dele de cima  dos meus joelhos
— insiste  e  volta a insistir
— passa a outra mão pelo meu pescoço
— puxa-me pelos cabelos para trás e beija-me
— vai descendo com a boca até aos meus seios, por cima do vestido colado ao corpo
— morde-me os mamilos erectos do frio
— com a outra mão continua a acariciar-me as coxas
— toca-me no sexo por cima das cuecas
— fecho os olhos e deixo de resistir. Sinto os joelhos quentes e a tremer. Uma onda de calor trepa pelas coxas e penetra nas minhas entranhas
— puxa o vestido para cima, deixando-me exposta
— mete a mão  pelo decote do vestido dentro do sutiã
— a outra mão  continua no meu sexo
— com a minha mão procuro o sexo dele
— sinto-o por cima das calças, está duro
— puxa-me pelos cabelos até ao colo
— e esfrega a minha cara no seu sexo
— tira o sexo para fora e ordena: «chupa-o!»
— obedeço
— reclina o banco para trás e fica deitado no banco
— continuo a chupá-lo
— mas, quando menos espera, sento-me por cima e enterro-me toda nele
— cavalgo-o até nos virmos os dois
— abro a porta do carro, saio e vou-me embora
— parou de chover
— um refrescante cheiro a terra húmida paira no ar.

(JT - all rights reserved)


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Conto Erótico - Serviço de hotel 5 estrelas - continuação


IV


No metro de volta a casa, não parava de pensar em tudo o que lhe tinha acontecido. Questionava-se se tudo aquilo não tinha sido apenas um sonho, e como tinha tido sorte em se escapar das represálias da governanta. Um sorriso teimava em aparecer nos seus lábios.

Como sempre o metro estava cheio de pessoas, e ela estava de pé perto da porta, chegando a Chelas, sai e caminha com destino à sua casa. Na realidade era somente um quarto que ela tinha alugado, sendo que a cozinha e casa de banho eram partilhados com mais duas raparigas, Joana e Carla. Após uns 15 minutos a andar coloca a mão na sua mala castanha, da mesma cor que as suas sapatilhas, e tira a chave para entrar no prédio. Entra no apartamento e vai para o seu quarto, onde coloca a mala no cabide perto da porta, e se joga na cama de barriga para cima. Não conseguia parar de pensar nele, na intensidade com que tudo tinha acontecido, naqueles olhos que a faziam vibrar por dentro.

O coração dela ainda estava eufórico, e os poros dela ainda transpiravam desejo.
Levanta-se e vai buscar algo para comer à cozinha, mas antes, tira o telemóvel da mala, e para sua alegria, estava duas mensagens e uma chamada não atendida de um número desconhecido. Só podia ser dele. 
Começa a ler:

“Adorei cada segundo que estivemos juntos, és maravilhosa. Não vejo a hora de estar outra vez contigo. Quero entrar dentro de ti. Jorge”

Ela ficou meio corada, mas ria. Era uma mistura de sensações e sentimentos a nascer dentro dela, ao mesmo tempo que a parte mais íntima se contraia com sofreguidão.
A segunda mensagem dizia: "Estás bem?"



Ela estava a pensar em como ele era tão carinhoso e ao mesmo tempo muito atrevido, e que gostava muito disso. Também não via o momento em estar outra vez com ele, era tudo tão bom demais para ser verdade, mas era verdade, e o corpo dela ainda sentia as doces vibrações de prazer.


Nisto ele liga para ela, outra vez, e ela atende.
- Estou
- Sofia ainda bem que atendes, já estava preocupado. Está tudo bem contigo?
- Sim…não precisas de ficar preocupado
- É natural que me preocupe contigo, és importante para mim. Olha, quero-te convidar para jantar, e não aceito um não. Aceitas?
- Pois…como não tenho opção de escolha a resposta é sim! – Rindo-se
- Diz-me onde moras que eu vou aí ter. – Num tom sereno, mas que parecia divertido.

Ela explicou tudo, e depois se despediram. Ela por momentos ficou ali parada a sorrir sozinha, mas depois pensou…o que vou vestir. Lá vasculhou o guarda fato e encontrou um vestido, era simples, deve servir.
Pegou numa lingerie preta arrendada, da mesma cor que o vestido e pensou que era ideal. Fez uma trança para o lado direito para a frente, com uns brincos e pulseira prateado, e pegou numa pequena mala preta. Ela queria ser simples, mas ao mesmo tempo o surpreender. Colocou sombras nos olhos, rímel nas pestanas, e batom rosa nos lábios, e quando estava ao espelho a ver se estava tudo em ordem, toca o telemóvel. Era ele. Ficou tão entusiasmada, borboletas pareciam voar dentro de si, dançado ao som de uma música suave e ao mesmo tempo cheia de paixão. Calçou umas sabrinas pretas, com uns brilhantes na frente, e lá foi ela ter com o homem que mal conhecera, mas parecia já fazia parte da sua vida há muito tempo.

Quando ela chegou lá em baixo, ele já estava perto da porta do prédio. Ele olhou para ela, muito satisfeito, com um leve sorriso radiante. Ela olhou para ele e achou ainda mais lindo. Ele estava com uma camisa branca de linho, umas calças de ganga azuis, e umas sapatinhas brancas. O cabelo tinha um ligeiro ondular selvagem. Ela só lhe apetecia agarrar naquele cabelo e beijá-lo como louca, mas controlava-se. Ficaram segundos olhando um para o outro, e depois ele veio dar um beijo nela, e disse-lhe:
- Simples, mas linda. Mas acho que ficavas melhor com saltos altos – rindo-se
- Estás a gozar comigo! – Ela intrigada
- Não, estou-me a meter contigo, para ver como reagias – com um sorriso escancarado.

Ela só pensava como ele ficava tão lindo a rir assim daquela maneira, parecia que estar a andar sobre nuvens, tão maravilhoso que era aquela sensação, que as borboletas saíram de dentro de si, e voaram pela atmosfera acima.



- Vem comigo, vamos para um restaurante italiano. Gostas?
- Sim! Mas e se não gostasse?
- Íamos para outro. Mas eu já sabia que ias gostar.

Chegaram perto do carro dele, ela ficou com os olhos abertos e só não abriu a boca para manter a postura. Era um carro lindo, como o dono, pensava ela. Era um mercedes SL, Class Roadster, com pintura metalizada castanho dolomite. Mal entram no carro, sendo que ele lhe abriu a porta para ela se sentar, como bom cavalheiro, ele pergunta a ela:
- Amanhã trabalhas?
Ela toda feliz lhe responde – Não!
- Perfeito –Com um sorriso malandro, mas sério.
- Tens planos?
- E tu não tens? – Sorrindo para ela

Foram conversando com o rádio ligado, e quando apareceu uma música de Bruno Mars, locked out of heaven, ela lhe diz que gosta mesmo da música, ao que ele lhe responde:
- Já imaginava que gostasses. É isso que me fazes sentir, como se estivesse no paraíso, contigo.
Ela muito atrevida colocou a mão dela perto do joelho dele, e foi subindo lentamente, olhando em frente. Ela de vez em quando olhava de lado para ela, e sorria.
- Se continuas assim, vou ter que parar antes de irmos comer.
- Sabes que estou cheia de fome.
- Eu sei qual é a tua fome, e tenho o remédio para isso.
- Comida italiana! - disse ela muito alegre
- És muito engraçada Sofia – Pegou na mão dela e põe em cima da sua erecção – Vês é assim que me deixas.

Ela estava muito excitada, e o sangue subia-lhe para a cabeça, não a deixando pensar, e concentrava-se abaixo do ventre, onde se contraia deliciosamente.
Ele estava louco por ela, mas ao mesmo tempo que estava ansioso por a ter, também estava bastante calmo e sereno, pois sabia que ela era especial.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Natal

                                             

FELIZ NATAL PARA TODOS VOCÊS
Nem sei bem o que dizer, por isso, sem muita imaginação, desejo muita saúde para todos e muito, muito amor. Isso! pratiquem o amor, pratilhem o amor, e façam amor. lol Amor é bom em todos os sentidos.




sábado, 15 de dezembro de 2012

Desabafo

Às vezes parece que vivo numa prisão. Tenho um pai ditador, que até quer mandar no dinheiro que não é dele. Aprisiona minha mãe, e de certa forma a escraviza. Incrível como certos homens gostam de fazer uso da força para exercer poder sobre a mulher, como se fossem seres superiores. Durante gerações algumas mulheres têm sido aprisionadas, a algumas lhes é retirado a oportunidade de liberdade ou mesmo de ter prazer. Afinal que mundo é este?!

Às vezes penso, mais valia não ter nenhum pai, era bem mais feliz. Hoje sou o que sou por causa dele também, no sentido negativo. Pois sinto um medo dele muito grande. Quando uma pessoa vê coisas que nunca imagina tudo perde o sentido, e coisas ridículas de que nos queixávamos passa a não ser absolutamente nada em comparação ao ódio que seus olhos lançam sobre nós. 
Tem pessoas que se queixam dos seus pai protectores, mas o meu pai sei que não gosta de mim, quanto mais me amar. Ele só gosta dele mesmo, e mesmo dele nem sei. Mas sei que ele pensa que é um homem justo, mas no fundo é um homem egoísta. 

É um desabafo, e sei que aqui ninguém me pode ajudar. De facto para me ajudar no sentido irónico tenho a minha avó paterna que ainda mete mais lenha na fogueira para piorar a nossa situação. Mas às vezes escrever o que se passa ajuda-me um pouco, e infelizmente sei que existem muitos outros casos noutras famílias. A maioria permanece no silêncio, pelo medo, pela vergonha. Enfim...nem todos têm o que merecem neste mundo. E nem sempre as coisas más nos fazem mais fortes, pois eu sinto-me cada vez mais fraca. 


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Conto Erótico - Serviço de hotel 5 estrelas


SERVIÇO DE HOTEL 5 ESTRELAS




I
Mais um dia como tantos outros, onde Sofia apanha o metro para ir para trabalhar. Não era o que ela tinha sonhado, pois sabia que merecia bem melhor. Mas entre o ter e o merecer ainda existe uma certa distância, e tendo em conta a conjuntura dos tempos actuais não se pode desperdiçar uma oportunidade mesmo que não seja a que desejamos. Era a única portuguesa a trabalhar nos andares com o ensino secundário concluído. Tinha, como costume, levar sempre com ela um livro. Hoje tinha, As cinquenta sombras de Grey, e à medida que lia as primeiras páginas ficava cada vez mais cativada com a história assim como com as personagens, onde em certa parte imaginava como seria estar no lugar da Anastasia.

Nos últimos dias tinha reparado num cliente do hotel. Pela informação que tinha nas folhas da recepção ele iria sair dentro de dois dias. Chamava-se Jorge, e não sabendo bem o porquê, aqueles olhos exerciam nela um grande fascínio, assim como a voz dele que lhe provocava um acelerar de pulsação.

II

Nascido num berço de oiro, sem nunca ter passado alguma dificuldade no seu trajecto de vida, Jorge dedicava-se em exclusivo à escrita. Uma paixão que ele tinha, sendo que já tinha conseguido publicar um livro, e agora andava à procura de uma nova inspiração para um novo projecto. Com trinta anos, ele era bastante atraente, com um corpo definido e, com cabelo e olhos castanhos. Apesar da cor ser tão vulgar, o olhar dele era tudo menos isso, além de transmitir uma grande confiança, era um olhar penetrante, que já tinha despertado o desejo em Sofia, mesmo sem ela ter total consciência.

Mesmo sem ela saber, já tinha despertado a curiosidade nele. Apesar de ser tão tímida e recatada, tinha um jeito de ser particular, e uns olhos azuis que pareciam brilhar para ele. Era ela que estava incumbida de fazer a diária no quarto dele, que era sempre feito na parte da tarde.

III

Lá estava ele sentado de frente para o portátil a tentar escrever, mas não parava de pensar nela, naquele jeito certinho dela, mas que no fundo desconfiava que dentro disso estava uma mulher cheia de desejo e esperando alguém que a liberte. Talvez fosse ela a inspiração que ele tanto procurava, ou talvez fosse ela a tal que lhe poderia conquistar o coração. Já eram 16:34 minutos e ela ainda não tinha aparecido, devia estar atrasada no trabalho. Decidiu ir tomar um duche para acalmar o calor que seu corpo emanava.


16:37 e toca a campainha, mas ele nem ouviu pois estava concentrado em seus pensamentos, enquanto a água caia sobre seu corpo moreno. Ela entra com o seu cartão e começa a fazer a limpeza no quarto. Repara que ele está na casa de banho, pois ouve o chuveiro. Não consegue evitar e começa a imaginar-se com ele, parece que o cérebro pára por momentos e só desejava que seu sonho se tornasse realidade, e que ele fosse tão bom como ela imaginava. Em cima da cama estava a roupa dele. Ela não resiste e cheira o pólo, sendo que em seguida imagina como seria se tivesse entrado há uns minutos atrás, e o tivesse encontrado ali nu no quarto. Não conseguia evitar o sorriso que tinha no rosto, mas ao mesmo tempo pensava que não devia ter tais pensamentos a flutuar em sua mente.

Com o cabelo castanho apanhado para o lado direito com um elástico, uns brincos muito discretos, tinha uma farda com saia cinza, e com um avental pequeno branco na sua fina cintura; assim como gola e nas mangas uma faixa branca também, começou a fazer o serviço, pois ela estava ali mesmo para isso, e não para fantasiar com um homem que mal conhecia. Começa a fazer a cama, quando de repente pára a ouvir o duche, e seu pequeno coração acelera, e a parte mais íntima dela ficava cada vez mais desejosa. Tenta-se focar no que está a fazer, quando sem ela dar por isso, ouve a voz dele. Ele já estava perto dela, mesmo atrás, e cada palavra que ele dizia ecoava em seu coração. Ela ainda tentou responder ao cumprimento, mas ficou petrificada e o embaraço era muito.

Nisto, sente que ele já não está ali atrás dela, por um lado sente um alívio, mas por outro nem sabe o que pensar. Ouve a porta se fechar, olha para trás, em direcção a esta e ele vem em sua direcção. Nisto ele lhe diz:
- Não posso mais esconder o que sinto por si, já não somos crianças sabe, e digo-lhe que sinto-me bastante atraído por si, e sei que você sente algo por mim também.
Ela fica ali parada a olhar para ele, com a respiração a acelerar, e sem saber o que dizer, pois tudo parecia tão irreal. E ele continua:
- Sei que por detrás desse jeito frágil está uma mulher muito forte, uma sonhadora que sonha em estar comigo.
- Lamento informar, mas não sinto nada por si, estou apenas a fazer o meu serviço.
- Sabe a sua boca diz uma coisa, mas o seu olhar diz outra – diz ele com um sorriso de satisfação e de que sabe bem o que está a dizer e fazer.
Ela fica novamente sem fala, e as pernas começam a fraquejar. Ele aproxima-se e mete as mãos nos ombros dela de uma forma carinhosa. Olha nos olhos dela, ela tenta os desviar, mas ele segura na face dela e faz com que fiquem ali a olhar um no outro. Nisto, ele beija-a. Ela após isso ficou totalmente rendida, e o que era realidade, ou o que devia ser, deixou de fazer sentido para ela, passando a estar no sonho que tanto queria do fundo do seu peito. Com os olhos fechados, beijaram-se como se não houvesse amanhã, as mãos dele não paravam de lhe tocar. Ela perdeu a timidez e também tocava naquele corpo que tinha passado horas a imaginar como seria. Era bem melhor do que ela tinha imaginado.

O corpo dele junto do dela, ele solta-lhe o cabelo e fica a olhar para ela, quando depois começa a desabotoar a blusa dela. Era uma pele tão sedosa, em que ele beijava delicadamente. Ela já tinha perdido o medo e pensava que não queria sair mais daquele sonho, tudo o resto tinha parado para ela, e só aquele momento interessava. Ele pensava que não queria perder aquela ocasião para ter aquela mulher só para ele, e com ela entrar num mundo de luxuria que tanto adorava, sem regras, sem preconceitos, somente o prazer era ali importante.

Ele ainda estava com a toalha à cintura e com o cabelo molhado. Tinha uns pêlos no peito que lhe dava um ar mais másculo, onde Sofia passava a mão direita, embalada por suspiros de satisfação. Jorge tirou a blusa dela, assim como a saia docemente, e para surpresa dele, ela tinha um conjunto cor de rosa arrendado.

O quarto era espaçoso, digno de um 5 estrelas, o chão alcatifado, com uma janela ampla e uma vista magnífica. Mas quem é que queria saber da vista, quando cada um deles tinha à sua frente o poder realizar uma fantasia.

A forma como ele lhe tocava deixava-a fora de controlo, com vontade de mais e mais. Havia cumplicidade e muita química entre ambos. Ele sussurra-lhe ao ouvido:
- Quero-te muito...
- Também te quero muito.
Entre muitos beijos, línguas que anseiam algo mais, e se enroscam numa sinfonia que deixa seus corpos ardendo de tesão, ele põe suas mãos nas costas dela e lhe tira o soutien. Eram pequenos e redondos, perfeitos para ele. Colocou as mãos nos seios dela, e fez uma expressão de contentamento, em que mordia ao de leve o lábio inferior. Ela revirara os olhos de alegria, e não se conseguindo controlar, tirou-lhe a toalha. Lá estava aquele membro lindo ao dispor dela. Ele olhou para ela com um sorriso, e ela estava concentrada a olhar a acariciar seu pénis com aquelas graciosas mãos. A pele dela era mais clara que a dele, e o odor que ela emanava era delicioso para ele.

Sofia olha para ele, e em seguida se ajoelha, com as mãos a tocar nas pernas dele, que depois lhe apalpam as nádegas. Mais uma vez olha para cima e ele toca levemente na cabeça dela. Após esses segundos, ela começa por tocar com sua língua na glande, como se fosse comer um gelado, mas muito devagarinho. A pouco e pouco varia com mais intensidade no toque, até que o mete na boca e delicia-se como nunca antes tinha feito. Ele segurava-lhe o cabelo, pois ela tinha um cabelo comprido, enquanto ela deixa-o louco de prazer, sobretudo quando ela tira-o da boca e passa com a sua língua nos testículos, voltando depois a chupá-lo de forma voraz, com aqueles lábios quentes e aquela boca molhada.

Ele vendo o que ia dar, puxa-a para cima, afim de aproveitar o tempo, e deitou-a na cama, ficando ele por cima. Novamente se beijaram, mais pareciam que se queiram devorar um ao outro. Ele com as mãos e a boca percorre-lhe o corpo de cima para baixo, sendo que depois puxa-lhe as calcinhas para baixo. Ele estava maravilhado, afastou-lhe as pernas, e retribui-lhe da mesma moeda.

 Lá fora estavam 27 graus de temperatura, mas dentro daquele quarto de hotel, onde dois corpos se descobriam, a temperatura era muito superior, causando juntamente com o fogo de seus corações, que ambos os corpos estivessem em brasa.
Os lábios dele situam-se no ventre de Sofia, e esta estava ansiosa, com seu corpo a se controlar de prazer. Há muitos meses que não estava com nenhum homem, logo a carência era grande que sentia não só em seu corpo, mas na sua alma também. O desejo de ser desejada.

 Jorge sempre muito carinhoso e fazendo com que ela cada vez mais ficasse com mais desejo e vontade. Começou por lhe soprar suavemente para a parte mais secreta dela, passando depois a língua pelos grandes lábios, como se fosse uma flor. Ela agarrava-se aos lençóis, pois estava excitadíssima e a qualquer momento parecia querer explodir. As mãos dele também tocavam, fazendo com que o momento de libertação estivesse perto de acontecer; já se ouviam gemidos.

Ora com a língua ora com os lábios estimulava a íntima essência dela. Na maré do capricho ele sussurra-lhe:
 - Quero te levar ao paraíso….quero ser o teu raio de sol.
Após isso ele continuou e após alguns minutos passou a língua no botão daquela flor. Sofia já gritava de tanto prazer que sentia, pois tinha chegado ao auge. Ele como sempre afectuoso terminou tudo com beijos meigos pelo seu pescoço e lábios.

A noção do tempo do espaço tinha-se desvanecido; Sofia tinha-se esquecido que ainda tinha diárias para fazer, e que podia ser despedida por aquele acto inreflectido de se entregar a uma fantasia no seu local de trabalho.
Jorge deitou-se ao lado dela, sempre com o olhar naquele corpo ainda sensível ao toque, assim como no rosto dela que deslumbrava satisfação e alegria. por momentos Sofia tinha-se deixado elevar como uma estrela no céu, embrenhar num mundo estranho mas ao mesmo tempo tremendamente delicioso.
Passando a mão no face dela, lhe diz:
- Acho que nos entusiasmo-nos demais, e nem demos por o tempo passar, será melhor te vestires e voltares ao trabalho.
Ela ficou a pensar se ele estaria mesmo a dizer aquilo, afinal o que significava ela para ele. Ela também não queria sair do pé dele, e ainda estava com desejo por mais. Franziu os sobrolhos em sinal de resignação e ficou em silêncio a olhar para ele; ao que ele continua:
- Sofia não fiques assim, e não te preocupes que podemos continuar noutro dia, mas noutro sítio. Não quero que tenhas problemas no teu trabalho. Deixa-me é o teu contacto.
Ela receava voltar à realidade, preferia quantas vezes aquele sonho, mas lá se recompôs e voltou ao seu serviço. Antes de ela sair do quarto, deram um beijo ternurento de amantes. Ela já estava vestida, e ele ainda estava nú.

Mal saiu do quarto, uma colega a encontra e pergunta-lhe o que se tinha passado. Ao que ela meio embaraçada, lhe diz:
- Ah...pois....sabes...senti-me mal, nem sei o que me deu e desmaei. Mas agora já estou bem.
- Realmente parece que estás diferente. Tens que te cuidar, e comer melhor.
- Pois tens razão.



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