SERVIÇO DE HOTEL 5 ESTRELAS
I
Mais um dia como tantos outros,
onde Sofia apanha o metro para ir para trabalhar. Não era o que ela tinha
sonhado, pois sabia que merecia bem melhor. Mas entre o ter e o merecer ainda existe uma certa distância, e tendo em conta a conjuntura dos tempos actuais não
se pode desperdiçar uma oportunidade mesmo que não seja a que desejamos. Era a
única portuguesa a trabalhar nos andares com o ensino secundário concluído.
Tinha, como costume, levar sempre com ela um livro. Hoje tinha, As cinquenta
sombras de Grey, e à medida que lia as primeiras páginas ficava cada vez mais
cativada com a história assim como com as personagens, onde em certa parte
imaginava como seria estar no lugar da Anastasia.
Nos últimos dias tinha reparado
num cliente do hotel. Pela informação que tinha nas folhas da recepção ele iria
sair dentro de dois dias. Chamava-se Jorge, e não sabendo bem o porquê, aqueles
olhos exerciam nela um grande fascínio, assim como a voz dele que lhe provocava
um acelerar de pulsação.
II
Nascido num berço de oiro, sem
nunca ter passado alguma dificuldade no seu trajecto de vida, Jorge dedicava-se
em exclusivo à escrita. Uma paixão que ele tinha, sendo que já tinha conseguido
publicar um livro, e agora andava à procura de uma nova inspiração para um novo
projecto. Com trinta anos, ele era bastante atraente, com um corpo definido e,
com cabelo e olhos castanhos. Apesar da cor ser tão vulgar, o olhar dele era
tudo menos isso, além de transmitir uma grande confiança, era um olhar
penetrante, que já tinha despertado o desejo em Sofia, mesmo sem ela ter total
consciência.
Mesmo sem ela saber, já tinha
despertado a curiosidade nele. Apesar de ser tão tímida e recatada, tinha um
jeito de ser particular, e uns olhos azuis que pareciam brilhar para ele. Era
ela que estava incumbida de fazer a diária no quarto dele, que era sempre feito
na parte da tarde.
III
Lá estava ele sentado de frente
para o portátil a tentar escrever, mas não parava de pensar nela, naquele jeito
certinho dela, mas que no fundo desconfiava que dentro disso estava uma mulher
cheia de desejo e esperando alguém que a liberte. Talvez fosse ela a inspiração
que ele tanto procurava, ou talvez fosse ela a tal que lhe poderia conquistar o
coração. Já eram 16:34 minutos e ela ainda não tinha aparecido, devia estar
atrasada no trabalho. Decidiu ir tomar um duche para acalmar o calor que seu
corpo emanava.
16:37 e toca a campainha, mas ele
nem ouviu pois estava concentrado em seus pensamentos, enquanto a água caia
sobre seu corpo moreno. Ela entra com o seu cartão e começa a fazer a limpeza
no quarto. Repara que ele está na casa de banho, pois ouve o chuveiro. Não
consegue evitar e começa a imaginar-se com ele, parece que o cérebro pára por
momentos e só desejava que seu sonho se tornasse realidade, e que ele fosse tão
bom como ela imaginava. Em cima da cama estava a roupa dele. Ela não resiste e
cheira o pólo, sendo que em seguida imagina como seria se tivesse entrado há
uns minutos atrás, e o tivesse encontrado ali nu no quarto. Não conseguia
evitar o sorriso que tinha no rosto, mas ao mesmo tempo pensava que não devia
ter tais pensamentos a flutuar em sua mente.
Com o cabelo castanho apanhado
para o lado direito com um elástico, uns brincos muito discretos, tinha uma
farda com saia cinza, e com um avental pequeno branco na sua fina cintura;
assim como gola e nas mangas uma faixa branca também, começou a fazer o
serviço, pois ela estava ali mesmo para isso, e não para fantasiar com um homem
que mal conhecia. Começa a fazer a cama, quando de repente pára a ouvir o
duche, e seu pequeno coração acelera, e a parte mais íntima dela ficava cada
vez mais desejosa. Tenta-se focar no que está a fazer, quando sem ela dar por
isso, ouve a voz dele. Ele já estava perto dela, mesmo atrás, e cada palavra
que ele dizia ecoava em seu coração. Ela ainda tentou responder ao cumprimento,
mas ficou petrificada e o embaraço era muito.
Nisto, sente que ele já não está
ali atrás dela, por um lado sente um alívio, mas por outro nem sabe o que
pensar. Ouve a porta se fechar, olha para trás, em direcção a esta e ele vem em
sua direcção. Nisto ele lhe diz:
- Não posso mais esconder o que
sinto por si, já não somos crianças sabe, e digo-lhe que sinto-me bastante
atraído por si, e sei que você sente algo por mim também.
Ela fica ali parada a olhar para
ele, com a respiração a acelerar, e sem saber o que dizer, pois tudo parecia
tão irreal. E ele continua:
- Sei que por detrás desse jeito
frágil está uma mulher muito forte, uma sonhadora que sonha em estar comigo.
- Lamento informar, mas não sinto
nada por si, estou apenas a fazer o meu serviço.
- Sabe a sua boca diz uma coisa,
mas o seu olhar diz outra – diz ele com um sorriso de satisfação e de que sabe
bem o que está a dizer e fazer.
Ela fica novamente sem fala, e as
pernas começam a fraquejar. Ele aproxima-se e mete as mãos nos ombros dela de
uma forma carinhosa. Olha nos olhos dela, ela tenta os desviar, mas ele segura
na face dela e faz com que fiquem ali a olhar um no outro. Nisto, ele beija-a.
Ela após isso ficou totalmente rendida, e o que era realidade, ou o que devia
ser, deixou de fazer sentido para ela, passando a estar no sonho que tanto
queria do fundo do seu peito. Com os olhos fechados, beijaram-se como se não
houvesse amanhã, as mãos dele não paravam de lhe tocar. Ela perdeu a timidez e
também tocava naquele corpo que tinha passado horas a imaginar como seria. Era
bem melhor do que ela tinha imaginado.
O corpo dele junto do dela, ele
solta-lhe o cabelo e fica a olhar para ela, quando depois começa a desabotoar a
blusa dela. Era uma pele tão sedosa, em que ele beijava delicadamente. Ela já
tinha perdido o medo e pensava que não queria sair mais daquele sonho, tudo o
resto tinha parado para ela, e só aquele momento interessava. Ele pensava que
não queria perder aquela ocasião para ter aquela mulher só para ele, e com ela
entrar num mundo de luxuria que tanto adorava, sem regras, sem preconceitos,
somente o prazer era ali importante.
Ele ainda estava com a toalha à
cintura e com o cabelo molhado. Tinha uns pêlos no peito que lhe dava um ar
mais másculo, onde Sofia passava a mão direita, embalada por suspiros de
satisfação. Jorge tirou a blusa dela, assim como a saia docemente, e para
surpresa dele, ela tinha um conjunto cor de rosa arrendado.
O quarto era espaçoso, digno de
um 5 estrelas, o chão alcatifado, com uma janela ampla e uma vista magnífica.
Mas quem é que queria saber da vista, quando cada um deles tinha à sua frente o
poder realizar uma fantasia.
A forma como ele lhe tocava
deixava-a fora de controlo, com vontade de mais e mais. Havia cumplicidade e
muita química entre ambos. Ele sussurra-lhe ao ouvido:
- Quero-te muito...
- Também te quero muito.
Entre muitos beijos, línguas que
anseiam algo mais, e se enroscam numa sinfonia que deixa seus corpos ardendo de
tesão, ele põe suas mãos nas costas dela e lhe tira o soutien. Eram pequenos e
redondos, perfeitos para ele. Colocou as mãos nos seios dela, e fez uma
expressão de contentamento, em que mordia ao de leve o lábio inferior. Ela
revirara os olhos de alegria, e não se conseguindo controlar, tirou-lhe a
toalha. Lá estava aquele membro lindo ao dispor dela. Ele olhou para ela com um
sorriso, e ela estava concentrada a olhar a acariciar seu pénis com aquelas
graciosas mãos. A pele dela era mais clara que a dele, e o odor que ela emanava
era delicioso para ele.
Sofia olha para ele, e em seguida
se ajoelha, com as mãos a tocar nas pernas dele, que depois lhe apalpam as
nádegas. Mais uma vez olha para cima e ele toca levemente na cabeça dela. Após
esses segundos, ela começa por tocar com sua língua na glande, como se fosse
comer um gelado, mas muito devagarinho. A pouco e pouco varia com mais
intensidade no toque, até que o mete na boca e delicia-se como nunca antes
tinha feito. Ele segurava-lhe o cabelo, pois ela tinha um cabelo comprido,
enquanto ela deixa-o louco de prazer, sobretudo quando ela tira-o da boca e
passa com a sua língua nos testículos, voltando depois a chupá-lo de forma
voraz, com aqueles lábios quentes e aquela boca molhada.
Ele vendo o que ia dar, puxa-a
para cima, afim de aproveitar o tempo, e deitou-a na cama, ficando ele por
cima. Novamente se beijaram, mais pareciam que se queiram devorar um ao outro.
Ele com as mãos e a boca percorre-lhe o corpo de cima para baixo, sendo que
depois puxa-lhe as calcinhas para baixo. Ele estava maravilhado, afastou-lhe as
pernas, e retribui-lhe da mesma moeda.
Lá fora estavam 27 graus de
temperatura, mas dentro daquele quarto de hotel, onde dois corpos se
descobriam, a temperatura era muito superior, causando juntamente com o fogo de
seus corações, que ambos os corpos estivessem em brasa.
Os lábios dele situam-se no
ventre de Sofia, e esta estava ansiosa, com seu corpo a se controlar de prazer.
Há muitos meses que não estava com nenhum homem, logo a carência era grande que
sentia não só em seu corpo, mas na sua alma também. O desejo de ser desejada.
Jorge sempre muito carinhoso e
fazendo com que ela cada vez mais ficasse com mais desejo e vontade. Começou por
lhe soprar suavemente para a parte mais secreta dela, passando depois a língua
pelos grandes lábios, como se fosse uma flor. Ela agarrava-se aos lençóis, pois
estava excitadíssima e a qualquer momento parecia querer explodir. As mãos dele
também tocavam, fazendo com que o momento de libertação estivesse perto de
acontecer; já se ouviam gemidos.
Ora com a língua ora com os
lábios estimulava a íntima essência dela. Na maré do capricho ele sussurra-lhe:
- Quero te levar ao paraíso….quero ser o teu
raio de sol.
Após isso ele continuou e após
alguns minutos passou a língua no botão daquela flor. Sofia já gritava de tanto
prazer que sentia, pois tinha chegado ao auge. Ele como sempre afectuoso
terminou tudo com beijos meigos pelo seu pescoço e lábios.
A noção do tempo do espaço tinha-se desvanecido; Sofia tinha-se esquecido que ainda tinha diárias para fazer, e que podia ser despedida por aquele acto inreflectido de se entregar a uma fantasia no seu local de trabalho.
Jorge deitou-se ao lado dela, sempre com o olhar naquele corpo ainda sensível ao toque, assim como no rosto dela que deslumbrava satisfação e alegria. por momentos Sofia tinha-se deixado elevar como uma estrela no céu, embrenhar num mundo estranho mas ao mesmo tempo tremendamente delicioso.
Passando a mão no face dela, lhe diz:
- Acho que nos entusiasmo-nos demais, e nem demos por o tempo passar, será melhor te vestires e voltares ao trabalho.
Ela ficou a pensar se ele estaria mesmo a dizer aquilo, afinal o que significava ela para ele. Ela também não queria sair do pé dele, e ainda estava com desejo por mais. Franziu os sobrolhos em sinal de resignação e ficou em silêncio a olhar para ele; ao que ele continua:
- Sofia não fiques assim, e não te preocupes que podemos continuar noutro dia, mas noutro sítio. Não quero que tenhas problemas no teu trabalho. Deixa-me é o teu contacto.
Ela receava voltar à realidade, preferia quantas vezes aquele sonho, mas lá se recompôs e voltou ao seu serviço. Antes de ela sair do quarto, deram um beijo ternurento de amantes. Ela já estava vestida, e ele ainda estava nú.
Mal saiu do quarto, uma colega a encontra e pergunta-lhe o que se tinha passado. Ao que ela meio embaraçada, lhe diz:
- Ah...pois....sabes...senti-me mal, nem sei o que me deu e desmaei. Mas agora já estou bem.
- Realmente parece que estás diferente. Tens que te cuidar, e comer melhor.
- Pois tens razão.