terça-feira, 18 de setembro de 2012

Passeio em Monchique e na Praia da Arrifana

Muita coisa se passou, mas hoje vou decidir falar sobre um passeio muito bom que tive com o meu namorado. Para dizer a verdade, por muito que me custe já não é meu namorado. Custa muito pensar que aguentei tudo, e agora de repente é como se fosse um vazio. Mas não dava, a mãe dele acusava-me de ser culpada pelo estado dele, para ser sincera a mãe dele é doente mentalmente, e pensa que só ela sabe a verdade. E ele custa-lhe ver que não gosto da mãe dele, mas como posso gostar de alguém que afinal foi falso comigo, e agora me acusa e não quer o namoro. Enfim....é bué complicado, e aguentei demais. E depois quando eu mais precisei dele, ele não conseguiu vir ter comigo, mas ir ter com a mãe para onde ela queria já conseguiu, e isso me revoltou muito, para além de outras mentiras que tive que enfrentar. Custa muito sobretudo porque eu sempre foi muito sincera com ele. Acho de facto que mais sincera e espontânea que eu é complicado encontrar. Enfim...Mas continuamos amigos. 

Mas como ia eu dizendo vou falar de um passeio que tivemos muito lindo mesmo. Basicamente fomos a Monchique, o ponto mais alto do Algarve, e à praia da Arrifana. Eu volto a frisar que em Portugal come-se muito bem mesmo, temos uma boa qualidade de comida que noutros países não se constata. Somos nesse aspecto sortudos, e o governo se soubesse ver isso exportávamos muito mais, e éramos mais ricos. Mas o governo é parvo e importamos mais do que exportamos. Temos produtos que poucos outros países têm, como a alfarroba por exemplo, e não divulgamos isso. 

Ficamos na estalagem do Abrigo da Montanha, que fica a uns 200m da vila de Monchique. De noite fomos à vila e havia festa, o que foi muito bom. Fomos às caldas de Monchique, onde comemos um queijo curado e chouriça assada com pão. Divinal. Eu bebi uma imperial e ele bebeu um sumo. Mas a sério estes petiscos são mesmo bons. Fomos à Fóia, que é o ponto mais alto, onde vimos ciclistas lá no topo.
Jantamos num restaurante chamado Luar da Fóia, e come-se bem lá. Logo no início servem presunto e queijo curado.

Caldas de Monchique


Fóia



De Monchique partimos para a praia da Arrifana, almoçamos no restaurante da praia, e come-se bem. Um bom ambiente, calmo, mesmo perto da praia. Lá existe um serviço de um jipe que nos dá boleia para cima ou para baixo grátis o que é muito bom, visto que a caminhada é alguma. Claro que convém dar uma gorjeta, visto que eles também gastam combustível e estão nos a prestar um serviço. Os carros só podem descer caso seja para descarregar passageiros ou mercadoria, mas não pode ficar lá em baixo estacionado.
A praia é linda, calma, e gostei bastante de estar lá. Até vimos cães lá, o que é fixe.
Praia da Arrifana



sábado, 11 de agosto de 2012

Confusões minhas

Lembram-se de eu ter dito que ele não ia ler aquilo que tinha escrito, pois bem...infelizmente estava certa. Tive de eu dizer, para ele entrar no blog. É nestas coisas que penso que não presto, nem me sei valorizar, pois se me soubessem valorizar como outras mulheres já não estava com ele, e ele nem sentia a minha falta. Agora escrevo, mas acho que ele também não vai ler. Não sei o que fazer, ele nem percebo que sofro, que apostei numa relação a sério. Mas se calhar é tempo gasto em vão. Não é que tudo o que tenhamos passado juntos tenha sido em vão, pois bons momentos, mas também tantos foram os momentos de sofrimento, que podiam ter sido vividos mais tarde e não passados somente 3 meses de namoro. Já namoro há 2 anos e quase 3 meses. Para mim é um record, só tinha tido um namoro de 4 meses. Para mim as coisas são simples e têm que ser rápidas, pois quando o sentimento é verdadeiro não há porque avaliar muito as coisas ou ter medo de avançar. O amor tem que ser a palavra mais importante de todas, e se houver amor, mesmo sem dinheiro tudo se resolve. É nisso que eu acredito. 
Eu não penso muito no que escrevo, escrevo com o meu pensamento, e por tal escrevo o que sinto no momento. E para mim alivia-me um pouco o meu pobre coração. Pobre porque já nem sei o que é o amor. Porque se isto tudo que tenho aguentado não é amor, não sei o que é. Se ainda tenho que dar mais, e esperar sem respostas, então o que sou?! Não sou mãe, uma mãe ama mesmo quando o filho não gosta dela, mas e eu posso amar quem não me ama?! Ou quem ama, basta dizer que ama?! 


Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.”

sábado, 4 de agosto de 2012

Viva a vida rural!

Hoje dou muito mais valor ao campo do que quando era mais nova. Não creio que seja por ser agora mais madura, mas sim por ter vivido mais experiências, e visitado mais sítios. Mas acho que o que é nosso tem sempre um sabor especial, e isso sentimos sobretudo quando vamos para outro país. Acredito mesmo que em termos de alimentação nós, Portugal, somos muito bons mesmo. Não é só uma questão de pratos, mas sim de qualidade dos alimentos também. 

Existem coisas que só quem vive no campo pode ter, e isso é uma mais valia na nossa qualidade de vida. Agora na minha casa temos um cão, que é mais um diabo (no bom sentido), que pelos vistos é traçado de cão de água. E vocês nem imaginam o quanto ele adora água :) O pior é quando ele se molha e a seguir vai se esponjar na terra e fica todo sujo. Enfim...Mas ele parece feliz, pelo menos é muito mais feliz do que eu, mesmo com carrapatos. Que isto de estar no campo não é o mesmo que viver numa cidade. 

Acho que quem vive na cidade, num apartamento, apenas com uma pequena varanda, é um pouco uma prisão. Pelo menos para mim é isso que sinto. Conseguia viver uns tempos assim, mas depois ia sentir muita saudade de viver no campo, onde ao fim ao cabo tenho mais liberdade e mais espaço. Nem todas as pessoas sabem o que isso é, nem espero que saibam, pois somos todos diferentes.

Claro que existem pessoas que vivem na cidade, mas adoravam viver no campo, ou melhor, com mais espaço, mas por falta de dinheiro não podem. Existe de tudo neste mundo, mas também existem pessoas que gostam mais de viver na cidade, e o campo é só mesmo para férias. É um bocado como o Algarve que só é bom para férias e desvalorizam o melhor que o Algarve tem. De facto existem pessoas que vão de férias para Algarve já stressadas e ainda dizem que se não fosses eles os algarvios não tinham emprego. Cenas assim enfim.

O que sei é que se ganhasse algum dinheiro bom no euro milhões, fazia o meu negócio que era turismo rural. E dedicava-me à aquilo a sério, porque acho a ideia boa. Criar um sítio maravilhoso para as minhas crianças. Ainda não tenho mas já penso neles. A idade também já vai apertando, e começo a pensar que idade vou ter quando eles vão ter 20 anos. Enfim...Acho que hoje em dia as coisas foram tornadas por nós complicadas e por isso os filhos ficam para segundo plano em alguns casos. 


sexta-feira, 27 de julho de 2012

"Quando as coisas não funcionam" de José Eduardo

Aqui vai um texto que o meu amigo José escreveu. Não o conheço pessoalmente, mas considero amigo, pois preocupa-se comigo. Obrigada Zé.

"A dinâmica de um casal é algo complexo. Não se pense que dois seres humanos encaixam um no outro apenas e só por se amarem. Embora seja o "cimento" que os une, o Amor, por si só, não garante nem é suficiente para que a relação funcione. Tal como já ouvi dizer de uma das pessoas mais importantes da minha vida, "não basta gostar". O Amor surge mas há mais dois aspectos muito importantes que têm obrigatoriamente de haver sem os quais tudo o resto que surge na relação como o companheirismo e a intimidade não são possíveis de construir e os bocadinhos que se podem desfrutar a 2 como o sexo não têm sabor: sentir entusiasmo pelas qualidades do outro e não sentir que os defeitos do outro sejam insuportáveis.
Aqui reside o ponto fulcral. Todos os seres humanos são imperfeitos, faz parte da nossa natureza. Todos temos qualidades e defeitos. Apaixonarmo-nos e entusiasmarmo-nos pelas qualidades do outro é muito simples, quase automático e instantâneo; agora, o verdadeiro desafio está em aceitar os defeitos do outro.Ponto acente: não podemos viver à espera que o outro mude e muito menos viver a tentar mudar o outro. Usando uma expressão usualmente usada quando compramos casas, numa relação "não há acabamentos, há apenas o produto final". Deste modo, a forma como encaramos o futuro da relação está relacionada com a forma como lidamos, ou não, com os defeitos do outro. E aqui, não há muito por onde escolher. Se um dos pilares duma relação é a honestidade, com o outro e connosco, só há duas opções possíveis: ou sentimos que os defeitos do outro não são insuportáveis para nós, não são contrários à nossa personalidade e aos nossos valores, não são obstáculos ao projecto de vida que temos para nós e para o caminho a 2 que queremos viver e saborear e, assim sendo, aceitamos esses defeitos, aceitamos o outro tal e qual como ele é, aprendemos a lidar com esses defeitos e seguimos os 2 juntos ou, se sentirmos que esses defeitos são insopurtáveis, que são obstáculos ao nosso caminho, ao nosso projecto de vida a 2 que queremos, que são contrários aos nossos princípios pessoais então só há uma solução, pôr um ponto final na relação e cada um segue o seu caminho. Amigo não empata amigo e ter a coragem de compreender isto, mesmo quando o outro não se apercebe do que está a passar e, aparentemente, está tudo bem para ele mesmo que não esteja para nós, é a forma de reestabelecermos o equilíbrio mental que necessitamos e merecemos e que a relação não nos está a dar e que temos a obrigação de lutar para conseguir. Ninguém é obrigado a manter uma relação só porque sim, só porque tem medo de não ter mais ninguém. Há coisas que não têm valor como a dignidade pessoal e o respeito próprio e isso começa na forma como alimentamos uma relação que nos preenche por dentro, que nos complementa enquanto seres vivos em comparação com uma relação totalmente oposta. Para quê alimentar uma relação que não nos traz prazer, apenas desgasta e magoa? Não merecemos todos uma relação que nos proporcione o melhor da Vida?"


terça-feira, 17 de julho de 2012

...


Hoje mandei uma mensagem talvez um pouco dura para ele. Até agora não me disse nada, por isso deve estar a sofrer, penso eu. Ou então a tentar ignorar-me. Já ando tão confusa, que acredito mesmo que esteja a ficar maluca. Por isso acho que o mais sensato é não lhe telefonar, visto que ultimamente temos discutido, e talvez a culpa seja em grande parte minha, não sei. Mas também sinto como se não fosse assim tão importante para ele, como eu pensava ser. Tenho 30 anos e acho perfeitamente normal querer me juntar e ter filhos. Já não tenho 20 anos, e por isso acho um pouco ridículo andarmos com desculpas para não nos juntarmos. Sobertudo quando a maior desculpa não é o facto de ele ainda estar a recuperar de saúde, mas sim por não ter emprego. Enfim...Talvez ele ao ler isto fique chateado, mas pensado bem acho que ele não leu o que escrevi ontem, por isso se eu não dizer nada ele não há ir ao blog. Não queria que ele sofresse tanto, gostava de o poder ajudar, mas sinto que não consigo, e que só lhe dificulto a vida ainda mais pelas minhas exigências. Apesar de em comparação com outras mulheres achar que nem sou assim tão exigente, mas talvez tenha uma maneira diferente de ver o amor, e por tal exigir o que eu era capaz de lhe dar também.  


segunda-feira, 16 de julho de 2012

Um poema que não é poema

Já não sei bem quem sou,
Nem o que quero da vida.
Cada dia que passa estou mais confusa.
Será normal eu sofrer assim?!
Será normal não me darem valor?!

Sempre pensei que o amor superasse tudo (ou quase tudo),
Que o amor fosse ainda mais lindo que a poesia,
Que o amor derrubasse o ódio,
Que o dinheiro não fosse obstáculo
Perante a luz graciosa do amor.

Ai! mas pelos vistos ando enganada.
Sempre sonhei em ter um homem para mim,
Um homem que fosse meu amigo, amante e futuro pai dos meus filhos,
E quando já pensava que o tinha encontrado
Apesar de tantas dificuldades no meio,
Acho que estava enganada,
Pois esse homem nunca pode ser meu.

E mesmo sabendo que ele vai ler isto, eu escrevo,
Escrevo porque isto é quem eu sou,
E escrevo o que penso e sinto dentro do meu coração.
Eu sou uma pincelada numa tela.
Por isso perdoa-me pois não é minha intenção magoar-te,
Era sim minha intenção ter-te para mim.




Ouvindo: Adele - Love Song

Reabertura do blog Na Secreta Floresta

Hoje decidi abrir o meu antigo blog, ou seja eu tinha o bloqueado para que mais ninguém o lesse, mas hoje achei por bem torná-lo público outra vez. Um dia, quiça, me arrependo e o bloqueio de novo, mas acho que não tem assim tanto mal. Eu sou eu, sou o que fui, e o que aconteceu é importante para o que amanhã farei. Assim para quem não conhecia, aqui está o primeiro blog da Anónima. 

http://naflorestasecreta.blogspot.pt/


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São as letras que dão azo a que hajam palavras, progressivamente frases com algum ou sem nenhum sentido. Francamente não sei se o que escrevo faz ou deixa de fazer algum sentido, mas enfim... Assim o que escrevo aqui é o que me vai na alma, ou no pensamento. Desabafos, poesia, histórias inventadas ou alguma pesquisa referente a algum assunto. Enfim...o que me apeceter escrever naquele momento, e partilhar com todos vós.

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