quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Prova de Amor

É relativamente fácil dizermos que amamos alguém, mas até que ponto esse amor pode aguentar tudo, ou quase tudo? Quando somos novos e apaixonados tudo é maravilhoso, mas quando por exemplo o outro fica doente, até que ponto o outro que está saudável não pensa que poderia estar com outro alguém?

Já ouvi falar de um caso, entre muitos casos semelhantes, de uma jovem mulher que teve que ficar com o que eu chamo o "saquinho", o saco junto ao estoma (colostomia). Ela era casada e com um filho, mas depois disto o marido se separou. Será que ele alguma vez a amou de verdade? Ou será que o amor dele não era capaz de superar este obstáculo? Será que ele não pensava que um dia também lhe pode acontecer o mesmo?

Gostamos muito de pensar que os males só acontecem aos outros, e que nós estamos sempre bem, mas isso não é verdade. A verdade é que as doenças ou acidentes podem acontecer a qualquer um de nós, por mais cuidados que tenhamos. E por vezes o que nos resta é a esperança, e o amor.

Quando acontece alguma coisa a um familiar nosso não deixamos de gostar dele certo! mas e com a/o companheira/o já é diferente? Mas porquê?! Por causa do visual não ser atraente? Por causa do sexo?

Eu acho que quando se ama aguenta-se muita coisa, e acredito que o amor verdadeiro não desaparece assim sem mais nem menos. Amor que desaparece assim é porque era só físico ou então feito por interesses.




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Por ti, esperarei a eternidade, de Maria Rita

"Por ti, esperarei a eternidade
e mais um dia, se for preciso,
para conhecer aquela felicidade
que se ganha, perdendo o juízo!

Por um beijo e por um abraço,
onde afago da alma a dor,
poderei perder-me no espaço,
até encontrar o teu amor

Por ti, deus desta saudade,
que o peito quase dilacera,
poderei recuperar a liberdade,
para melhor realizar a quimera

Que à minha vida dá sustento
e ao amor devolve o sorriso,
porque até ao último alento,
tu serás sempre o meu paraíso

Por ti apenas, serei mulher coragem,
continuarei a lutar e a sonhar,
fazendo desta vida a viagem
que ao teu amor me irá levar"

Escrito por Maria Rita





Mais ou menos

Hoje o dia correu mais ou menos bem. Não fosse eu portuguesa, para vir com esta do "mais ou menos". No trabalho foi o normal. Acerca dele fiquei a saber que a operação pelos vistos correu bem. Se bem que as 48 horas são decisivas. Mas eu acredito que esteja tudo bem, ou melhor que tudo vá ficar bem.

Este blog é o meu cantinho, onde escrevo o que quero, o que por vezes sinto vontade de deitar para fora. E acho que me ajuda. E sei que algures há-de haver sempre alguém que lê o que escrevemos e que nos compreende. Mesmo que não comente, saber que temos alguém que perde tempo a ler o que escrevemos já sabe bem. E sabem que mais! é engraçado depois ler o que escrevemos há um ano atrás ou mais.

"Você não pode evitar que a dificuldade bata à tua porta, mas não há necessidade de oferecer-lhe uma cadeira." (Joseph Joubert)


domingo, 20 de novembro de 2011

Nunca podemos perder a esperança

Por vezes é difícil não perder a cabeça e, acabamos por dizer coisas que magoam porque estamos com as ideias a ferver. Nesses momentos parece que ninguém nos compreende, e só nos apetece é gritar. Gritar alivia, mas não resolve nada. Mas vale nos conformarmos com o que temos, mesmo com as coisas menos boas. Pois temos que ter esperança que tudo se revolva. E a esperança reconfortará nosso coração em águas calmas.

Amanhã só desejo que os anjos te guardem, pois vai ser um dia importante. Tens tido uma paciência de anjo comigo, por isso só mereces que os outros anjos te protejam. Espero ter mais calma desta vez, e sei que cada momento difícil que passamos dá mais valor a tudo. No coração sinto um certo aperto do medo, mas sei que tenho que pensar nos momentos bons que virão.



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Confidência Íntima

Só perdi a virgindade aos 27 anos, mas mesmo assim tenho dias que penso que devia ter sido mais tarde. Mas a vida é assim, por vezes a pressa é inimiga da perfeição. Claro que na vida também temos que arriscar, mas eu confesso que foi um pouco ingénua demais. Ainda hoje deixo-me levar pelas emoções e perco-me da realidade. Enfim...ainda tenho muito que crescer e aprender. É que existem sempre pessoas que se querem aproveitar de nós, ou mesmo que são mal intencionadas. Existem umas que podem não ter más intenções, mas deixam-nos com o coração partido e a auto-estima de rastos. Dizem que de boas intenções está o inferno cheio e, se calhar é verdade.

Mas continuando....hoje estou com alguém que me faz feliz, que é compatível comigo, e nem sabem o que isso me faz bem. Continuo com problemas, mas hão-de se resolver. Só sei que contigo o sexo é maravilhoso. Sim! Porque como eu sempre pensei, quando as pessoas se gostam de verdade, quando existe um diálogo verdadeiro, o sexo é bom. E porquê?! Porque não existe essa cena de tentar adivinhar o que o outro pensa ou quer, mas simplesmente diz-se o que quer sem complexos. Existe uma vontade de descoberta a dois, o que torna a coisa fantástica. E nem sempre estou certa é verdade, mas desta vez posso dizer com gosto que estou.

E quando estou contigo não consigo resistir porque tu és bom demais, e porque francamente, e tu sabes, também sou um pouco carente. Mas estamos numa etapa em que passamos bem sem sexo também. Embora seja melhor quando existe. Ai ai


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O amor é viver um projecto em conjunto

“O amor caracteriza-se também por ter reconhecido naquela pessoa a compatibilidade de um projecto em conjunto. Mesmo que cada um tenha os seus projectos próprios, reconhecer a possibilidade de criar um projecto mais amplo a realizar pelos dois.”
(página 143, do livro de Quintino Aires, o amor é uma carta fechada)

O namoro caracteriza-se pelo tempo para conhecer a outra pessoa, e não a preparação do casamento, segundo Quintino. Ou seja aquela pessoa tem que produzir em nós tranquilidade e não ansiedade. Num relacionamento o mais importante, entre muitas coisas, é a confiança. Aliás, a confiança é a base tanto do amor, como de uma amizade. Como saber que podemos confiar no outro/outra? Como fazer com que confiem em nós?

Para mim a felicidade e o amor, que estão ligados (Quando falo agora em amor, falo em termos gerais, e não amor entre homem-mulher.), não depende da sorte ou azar, mas sim do que fazemos para lá chegar. Ok! Isto é relativo. Imaginem uma pessoa que está num país em guerra, será feliz?! O que fez ela mal?! Nada. Mas enfim…foi envolvida num filme que não sabe como começou nem se irá acabar. Por isso pessoas como nós, devíamos darmo-nos por felizes, pois temos muita sorte. Assim se já temos sorte, o que nos falta nós?! Liberdade?! Humm talvez. Mas podemos não ter tudo na nossa mão, mas temos a maioria, ou seja temos o poder de sermos melhores.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Pode o amor perdoar tudo?

Hoje vou escrever sobre um assunto que no outro dia falava com um colega. Eu falava com ele sobre o rapaz que matou brutalmente a ex-namorada à facada. Para quem não se lembra, o que é normal, deixo aqui o link da notícia. O crime ocorreu há um ano, e ao que parece ele ainda não foi julgado, contudo está preso para nosso bem. Mas o tema da nossa discussão foi o perdão. Será possível perdoar alguém que matou outra pessoa? Poderão os pais perdoar um filho que matou outra pessoa inocente, e que até nem mostra assim tanto arrependimento?

Eu sou de opinião que não. O amor não pode perdoar tudo, mesmo sendo meu filho, sangue do meu sangue, por mais amor que lhe tenha, não foi para isso que o eduquei. Se a ideia de que façam mal a um filho meu é insuportável, então não posso esperar alguma vez que perdoem um filho meu que matou outro ser humano por capricho e um sentimento de possessão. E eu não o posso perdoar, a não ser que ele se arrependesse com o coração. Sim! Porque as palavras são apenas palavras e nada significam sem acções. Mas mesmo que ele mostrasse arrependimento, tinha que se esforçar muito para eu o perdoar. Mas enfim…só vivendo para saber. Se bem que o meu colega disse logo que se tivesse um filho que matasse o perdoaria.

Quando uma criança faz algo mal, nós damos um raspanete, ou um castigo, afim de ele aprender que está errado e, depois poder agir correctamente. Sim! Porque temos que ter regras para poder estar em sociedade. Nunca podemos fazer o que nos dá na real gana, certo!. Se não gostamos de ser maltratados, então não devemos maltratar os nossos semelhantes. Aqui somos todos irmãos, pelo menos é isso que aprendi, independentemente da nossa cor, religião, cultura, etc, devemos respeitar o próximo, e não pensarmos que só nós temos o direito de estar aqui; todos nós temos o direito à vida. E sim! Temos o direito ao perdão.

Mas quando alguém matou outra pessoa, então não a perdoo, nem lhe deu uma chance, certo! Porque vamos nós dar o perdão a uma pessoa que não sabe perdoar? Ou melhor, porque vamos perdoar um acto destes, para depois esse filho pensar que vai sempre perdoado, e que não faz mal ser mimado e fazer tudo o que quer, mesmo que seja matar alguém. Todos temos direito à vida, e acho que quem faz tal crime merece sentir na pele a dor, o sofrimento para saber estava errando. E sou de opinião que os meus filhos não têm mais direitos que os outros. Se matassem um filho meu, queria que o culpado fosse julgado, então se fosse um filho meu a cometer o crime também tem que ser julgado.

Eu estou com esta conversa, mas ainda nem tenho filhos, quanto mais viver uma situação destas. Mas penso, tento imaginar.



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