quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O primeiro olhar

Teu olhar despertou-me a atenção
Imediatamente senti a tensão,
O coração a bater,
Por segundos fiquei sem fala
Por momentos ausentei-me da sala.

Um estranho pensamento
Apoderou-se de mim,
Um curioso sentimento
Entranhou-se na minha pele.

Teu olhar seduziu-me sem pedir
Como um raio de luz que faz sorrir,
Fiquei parada,
Com um sorriso estampado na cara
Com uma vontade de te seduzir.

Mas o medo foi maior,
De perder-me, de sofrer,
E então em vez de prosseguir
Fiquei submersa sem entender.

Teu olhar nunca o compreendi,
E no volteio dos sentidos,
Quis enfim que fosses o meu sol,
Quis perder-me no teu corpo,
Quis enfim que te perdesses no meu.



Sinto-me impotente

Sinto-me impotente, perante este império de maldade, esta indústria maliciosa, este consumismo e um viver à base da aparências.
Sinto-me impotente e fraca sem nada poder fazer perante guerras, mortes, violações, esturpos, torturas, tanta mentira cheia de veneno.
Sinto-me impotente perante explorações de pessoas, de animais, buscas de prazer em vez da busca pela felicidade.
Quê do Amor?! Será que ele existe, ou hibernou?! Onde existe guerra não existe amor nas mãos de quem segura armas e atira para defender uma pátria. Que pátria, que poder?! O que é que vale mais que a vida de uma pessoa?
Sinto-me impotente perante tanta devastação, poluição e corrupção. Parece que a natureza já não importa, mas sim satisfazer nossos caprichos, nossa ânsia de ter, de usar, de parecer.
Sinto-me impotente perante drogas, prostituição, venda de pessoas como mercadoria, fome, miséria.
Sinto-me impotente perante injustiças, senhores da guerra a governar, roubos, crimes horrendos contra a vida humana. Onde está a liberdade?! Talvez agora seja tudo sem limites.


Poema: Se amas pela beleza, então não me ames, de Friedrich Rückert



Se amas pela beleza
Oh, então não me ames!
Ama o sol
Que tem cabelo dourado!

Se amas pela juventude
Oh, então não me ames!
Ama a primavera
Que jovem é todos os anos!

Se amas pela riqueza
Oh, então não me ames
Ama a sereia
Que tem muitas pérolas claras!

Se amas pelo amor,
Oh então sim, ama-me
Ama-me sempre,
Amar-te-ei sempre mais.

Original de Friedrich Rückert

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Poema: Lembranças, de Maria Amelia

A maciez dos lençóis da cama
Onde eu ti amava, ficaram guardados...
Na textura sensual de minha pele.
O perfume que do seu corpo exalava,
Foi penetrando lentamente em meus poros...
...Que quando umedecido pela saudade de você
Transforma-se em essência outra vez.
O batom vermelho que adocicava a sua boca
Ficou levemente tatuado em meu pescoço,
O sorriso malicioso estampado no seu rosto
Contrastava com o meu olhar meigo e maroto
Apreciando seus mamilos suculentos como dois tremoços.
Assim a noite vai passando e em minha mente só recordação,
Um tremor súbito toma de assalto o meu sofrido coração,
E na penumbra solitária do meu quarto,
Sinto o calor do seu corpo e uma gostosa sensação
Que traz a tona em minhas lembranças
Aqueles momentos de muito amor e paixão!!!!!!!!.

Escrito por Maria Amelia
http://www.facebook.com/profile.php?id=100001276471253


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Poema: O cântico do silêncio, de Dina Ventura

Na calmaria do lago
Ouço o som do silêncio
Alcança-me, embala-me
E abraça-me.
Entrego-me a ele
E ouço-o sussurrar
Pois é no silêncio
Que a alma encontra
O verbo falar.
E sem pressas ou obrigações
Coloco os sentidos a funcionar
Misturam-se num som único
Enquanto os ouço cantar:
Vida
És o que muitos não sabem
Querem mas não dão
Fechando-se no que recebem
Enquanto estendem a mão
Vida
Um reflexo apenas
De uma luz perdida
Que é preciso encontrar.
E na sua simplicidade
O silêncio que a encontrou
Continua a cantar.

Escrito por Dina Ventura
http://www.facebook.com/?sk=messages&tid=1532097594200#!/profile.php?id=1741677416




Óleo sobre tela de Dina Ventura

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Poema: O meu momento de prazer

Começa com um pensamento
Enclausurado na minha memória,
Brotando,
Transportando.
Começa com uma vontade
De fundir meu corpo no teu,
Movimentado,
Deslocando.
Desloco as mãos no meu corpo,
Quente, excitado.
Meus dedos deslizam,
Meu corpo se contrai de prazer.
Começa contigo no meu pensamento,
O cavaleiro que me vai libertar,
Aquecendo,
Emudecendo.
Começa com uma vontade de ser tua,
De te encher de amor,
Suspirando,
Passeando.
Passeio os dedos pelos lábios,
Molhados, inchados.
Meus dedos circulam,
E o ponto de prazer fica elevado.
Começa com um pensamento,
Entrelinha-se o prazer,
Explosões de energia,
E termina contigo sempre no meu pensamento.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Poema: Que Será?

Que será isto que estou sentido?
Será o meu enlouquecer a surgir?
Eu já nada sei, apenas vou vestindo
Os fatos de sentimento ocultos sem sair
Sem poder sorrir pelas ruas vistosas.
Não consigo entender o que pressinto,
Tento, mas é em vão, são plenas palavras
Gastas e com desgosto que tenho dito.
Tenho afirmado que nada sou sem amor,
Que tolice! Amor, nem sei se o sinto,
E vou esperando sem nada ter feito,
Sento-me a olhar o passado,
Nem penso no futuro; para quê?
Se nem sei o que sinto no corpo,
Se arde de saudade, de solidão
Ou apenas de tão vazio o coração.
Peço, suplico que me digam algo,
Uma expressão amigável sem rancor
Para que eu possa ao mesmo sorrir
E assim poderia ser que fosse maior
O lugar de haver ar para poder vir
A abrir o coração e entrasse amor.
Larga imaginação que tenho!
Breve fantasia do desconhecido.
tanta palestra sem nada dizer
O que sinto em meu corpo.
Doí-me a mente de tanta aflição
Se razão de algum valor.
Mas não hei-de de desistir, hei-de saber
O que pressinto e aí finalmente poderei ver
E entender melhor o que sou sem fatos
Planeados dum viver escondido
Entre as sombras da dor.

[Escrito em 1997]


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