domingo, 10 de outubro de 2010

Poesia - parte de mim

A certa altura pensei que tinha que mudar a minha forma de escrita. Então em vez de escrever linhas do que a minha alma sentia, passei a escrever o que queria que acontecesse, sonhos de uma mente prestes a explodir de tanto querer viver. Pensei então que ao lerem o que escrevia pensassem que era verdade, e aí meu sonho se realizaria. Em vez da gasta poesia, em que me lamentava de não ter ninguém, teria uma nova poesia cheia de aventura e paixão, cheia de amor. E foi assim que descobri uma nova faceta em mim, foi assim que surgiram poemas como “dás-me tesão meu tigre selvagem, quando me beijas com paixão fico insaciável, ….Quero-te devorar, beijar a ponta do sol, e surfar no teu corpo até ao luar…descontrolada começo a voar, porque tu para mim és tudo o que eu sempre quis”.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Elogio ao Amor, Escrito por Miguel Cardoso

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Escrito por Miguel Esteves Cardoso



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tudo tem um fim...

Uma vez falei aqui de uma cadela que tinha que estava doente. Pois é! Ela á dois dias que se foi para sempre. Também penso, devia sofrer, melhor assim. Era uma galga, e nos últimos tempos andava bastante mal, enfim…Ficaram os dois cães, rafeiros. Um dele é adoptado, ou seja foi abandonado perto da nossa casa, e depois com o tempo e a fome é que ele se foi aproximando de nós. E ficamos com ele. Também os gatos que temos, foram tudo fruto de abandono, de aparecerem aqui, porque não éramos para os ter. Eu pessoalmente gosto mais de cães.

E prontos! a minha vida vai indo. Pelos vistos vou ficar sem o meu rendimento de recibo verde, pois a empresa corre risco de terminar. Tenho que arranjar emprego, mas estou sem pressa para ser sincera. Recebi uma proposta do centro de emprego, mas é para ganhar uma miséria. Ou seja ganho mais no supermercado, do que trabalhar na minha área pelos vistos. Mas ainda não consegui que me atendessem. Mesmo não ganhando nada, dizem que se não responder retiram-me a inscrição.

Cada vez mais sei que na vida certos pormenores não interessam, e certas coisas não passam de aparências, ou seja mariquices. Dinheiro é um bem material, mas se vermos bem, também passamos bem com menos. A saúde sim é muito importante, e é isso que desejo para todos de bom coração. Vejo que certas relações terminam com coisas tão pequenas, que parecem insignificantes. Mas enfim…certas pessoas certamente não sabem bem o que perdem.
Às vezes penso bastava-me uma roulote ou caravana para viver com meu amor. Ai! Que romântica. =)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Que saudades amor

Tenho tantas saudades amor,
Do teu olhar no meu,
Das tuas doces palavras,
Das tuas mãos nas minhas.

Saudades dos nossos momentos,
De cada instante,
De cada toque,
De ti amor que te adoro.


Uma vontade...

O que sinto eu?
A pulsação cada vez mais forte,
Um calor que me consome,
E o pensamento a ficar sem norte.

Que sinto eu?
Uma vontade…
Vontade de te ter nos meus braços,
Teus lábios nos meus,
E seguir os teus passos.

Oh! Meu amor
Como te adoro,
E por tanto te adorar
Esta vontade me devora.

O que está por detrás de uma mente criminosa?!

Fico até chocada com tanta má notícia, filhos que matam mães, e agora ouvi uma notícia que também me chocou. Um jovem matou a ex-namorada à facada. Posso dizer que ouvi dizer que foram 37 facadas. O namoro já tinha terminado há 3 meses, mas o rapaz continuava obsessivo atrás da rapariga, pois para ele, ela era dele. Diz ele que fez uma loucura por amor. E pergunto eu, o que sabe ele de amor?! Nada. Ela já tinha feito queixa dele, mas não serviu de nada. E pior, existem pessoas que parecem que o defendem ainda. Enfim…coisas que não consigo compreender. Vocês podem ver a notícia aqui.

Crimes como estes são complicados de entender. Uma coisa talvez seja dar um tiro, mas matar à facada!, fazer sofrer uma pessoa é pior. Mas o que vai na cabeça destas pessoas?! Será que já nascem com predisposição para se tornarem em assassinos um dia?! Será que está escrito no ADN? Ou será fruto da educação? Será que existe forma de tratamento? O que caracteriza um criminoso?

Existem características comuns em criminosos, e é normal eles aparentarem ter uma vida normal, um comportamento normal, contudo escondem o pior, o pior que ninguém desconfia. Estas pessoas são as mais perigosas, pois aquele que fala fala, e não faz nada, pelo menos estamos com o pé atrás, e ficamos na sorte porque é só bluff, contudo estes são com um cão dócil que de repente sem ninguém ver ataca. Pessoas que comentem crimes como matar, violação ou pedofilia, entre outros, são pessoas que por vezes não sentem culpa, que são manipuladores. Alguns aparentam assim ter uma vida normal, conseguindo ter uma relação estável, contudo por detrás do pano está um mostro.

“Os sociopatas são incapazes de aprender com a punição, e de modificar seus comportamentos. Quando eles descobrem que seu comportamento não é tolerado pela sociedade, eles reagem escondendo-o, mas nunca o suprimindo, e disfarçando de forma inteligente as suas características de personalidade….O indivíduo sociopata geralmente exibe um charme superficial para as outras pessoas e tem uma inteligência normal ou acima da média. Não mostra sintomas de outras doenças mentais, tais como neuroses, alucinações, delírios, irritações ou psicoses. Eles podem ter um comportamento tranquilo no relacionamento social normal e têm uma considerável presença social e boa fluência verbal.” (Rentao M.E. Sabbatini)

Isto mete muito medo, porque nunca sabemos ao certo em quem confiar. E por vezes as aparências enganam muito, por isso devemos tentar ir mais além disso, tentar ver o que se esconde por detrás dos olhos da outra pessoa.

Para verem mais:


domingo, 3 de outubro de 2010

Poema: Não sei..., de Maria Rita

Não sei...
Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

...Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira,
pura...
Enquanto durar...
Ver mais

Escrito por Maria Rita


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