segunda-feira, 5 de abril de 2010

História Inventada - Cartas amarguradas (4)








CARTAS AMARGURADAS (4)



Parece que estou sendo ingrata contigo, mas enganaste o que quero simplesmente é que me compreendas. Tanto, mas tanto que eu gostaria que esta família muda-se. Não gostarias? Sabes, o mundo só muda quando nós humanos começarmos a mudar individualmente. Se cada um pensar que não vai servir para nada, o mundo nunca vai melhorar. Há que ter coragem e força e não ter medo. Eu sei, eu tenho medo, mas só é que tu podes entrar. Tenta compreender-me por favor. Mas para me conheceres realmente, tens de te conhecer a ti primeiro, de saber o que és. Quando condenamos ou nos identificamos com determinada pessoa, deixamos de compreender a felicidade. O que eu gostaria era de ser feliz, mas parece-me que está longe de mim.
O que queria era ser amada, mas parece que rejeitas a minha existência. Nem sei! Se calhar devias-te abrir comigo. Tu fazes com que eu seja ainda mais louca, não tens no mínimo pena de mim. É que eu sofro, pode para os teus olhos não parecer, mas sofro muito. Sinto que a minha cabeça se vai enchendo de um veneno, ódio, e que vai destruindo todo o meu corpo. Mas um dia, tudo isto pode parar, se tu fizeres por isso. Sei que te aborreço, mas não foi eu que tomei a decisão de ter um filho. Se tudo fosse diferente á tua volta, tu serias diferente, serias feliz, coisa que não és. Se tivesses um marido que te amasse, que realmente gostasse de ti pelo que és, e não só por ter. Ele até pode ter razoes para ser revoltado, mas isso não lhe dá o direito de fazer a vida dos outros outro inferno também. Por isso tinha momentos que deseja que vocês se separassem, mas não a acomodação e o que a sociedade acha certa é mais forte, para além da questão monetária. Bem, vou parar de escrever. Tenta ver para além dos olhos, é só isso que te peço.

sábado, 3 de abril de 2010

História Inventada - Cartas amarguradas (3)







CARTAS AMARGURADAS (3)





Estou-te a escrever porque assim penso que seja mais fácil. Como vejo que não andas bem, quero dar uma pequena ajuda. Bem sei que pode não servir de nada, mas tentar não custa.
Vejo que és muito exigente contigo mesma, daí estares como estás. É bem visível que não andas bem, e se continuas podes chegar a um caminho sem retorno. À custa de problemas psicológicos estragas também a saúde, pois toda a gente vê como andas mais magra, até pressuponho que já tenhas perdido a menstruação e tudo.
Por favor não se sintas desiludida pelo que és ou pelo que não és. Não te chateies com a vida. Não te podes sentir exaltada, perturbada, nervosa ou impulsiva. Tens de controlar o choro. Às vezes chorar é bom, alivia. Nem deves sentir culpa. Eu sei que falar é fácil, e que fazer é mais difícil, mas temos de ser persistentes.
Deves te estar a perguntar o que esta gaja está aqui a fazer, a dizer-me estas coisas, pois! Mas eu acho que é importante. E embora tu digas que está tudo bem, que não é nada, eu vejo que algo não está, e por isso não posso ficar parada. Tenho de ajudar. Ao ajudar, acredita que também me ajudo.
És minha colega, por isso tenho de intervir, de tentar te ajudar. Sabes não devemos julgar os outros, mas entendê-los. Devemos partilhar o de bom em nós.
Às vezes não temos o que queremos, mas não podemos chatear com isso, é inútil, é revoltante, mas é assim. Não podemos fazer sofrer o nosso corpo à custa disso. Temos de arranjar motivos para ser feliz. Nem nos podemos sentir resignados. Temos de nos mostrar fortes, e não é assim que vamos mostrar que somos bons. Não podes ter pressa, devagar é que se vai ao longe. Quem muito espera muito alcança.
Há que ver os nosso desejos, medos e anseios que estão na nossa alma, para melhor compreendermos, para irmos ao fundo da questão. Mais uma vez te digo que não podes ser tão exigente contigo mesma. Quem queres impressionar! Ser feliz é que é importante, e é isso que eu desejo para ti, que tenhas mais calma e vais ver que tudo consegues. Por vezes certas coisas que pensamos ser necessárias, na verdade não são assim tão necessárias para sermos felizes é nisso que tens que pensar.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

História inventada - Cartas Amarguradas (2)






CARTAS AMARGURADAS (2)


Sabes que mais, eu não tenho nada que te pedir desculpas. Porque no fundo não fiz por mal, a não ser andar a nutrir um sentimento que não deveria. Mas também acredita que não estou chateada contigo. Há que andar para a frente. No fundo acredito que tu és boa pessoa, e que não me escrevias porque não me querias magoar. Olha! Entretanto foste inspiração para coisas que escrevi ou pintei. Um artista precisa sempre de inspiração. E depois o que é o mundo sem o amor?! Por isso não podemos pensar só com a cabeça , mas com o coração também. E às vezes as decisões da cabeça quente até são boas.
Bem sei que prometi que nunca mais te chateava; mas o que é a minha palavra comparado com a tua cobardia. Era tão difícil dizeres que namoras, que és comprometido!? E pelos vistos já namoravas há muito tempo. Que ódio! És tão frio, tão insensível, gostas de fazer os outros sofrer.
Sei que não serve de nada escrever-te, mas tenho que mostrar a minha revolta.
A sério que não te compreendo. Se eu estivesse no teu lugar, tinha dito algo do género como “não percas tempo comigo, porque sou comprometido”. Mas não!

Nota - Cartas Amarguradas

NOTA referente à história inventada de Cartas Amarguradas:

São cartas escritas por uma rapariga/mulher, ao longo da sua vida, cada uma dirigida a alguém, ou seja a alguém se se cruzou pelo seu caminho, ou no seu coração. Cartas ou mensagens que foram entregues à pessoa em questão. Assim para não ficar confuso fica explicado que cada carta é para alguém em especifico num tempo em específico, ou seja alternadas. Pode ocorrer que haja mais que uma dirigida à mesma pessoa, mas aqui a questão é que são escritas pela mesma rapariga que ao longo do tempo tem amores não correspondidos, tentativas de ajudar alguém, ou somente confusões lamentáveis. Ela lamenta-se dos erros, mas ao mesmo tempo vai avançado no tempo tentado aperceber-se do que fez de mal. E por isso ela escreve para tentar perceber algo sobre a vida, ou então apenas para tirar para fora algo que sente.

História Inventada - Cartas amarguradas






CARTAS AMARGURADAS




Nem sei porque te escrevo, talvez seja mesmo doida, ou talvez por não conseguir esquecer o que se passou entre nós. Sinto-me culpada, culpada por não ter juízo. Parece que atraio uma onda de incerteza para a minha vida, o que a torna mais complicada e confusa. Sei que também estás confuso, e que para ti foi apenas mais uma razão para teres mais problemas, como se já não bastasse os que já tinhas. Gostava de pedir perdão, mas de nada serve, pois os erros já foram cometidos. Porque as palavras têm que ser tão confusas e baralhar o sistema tudo, porquê que certas coisas não podem ser apenas vistas como um sonho somente?! Não queria que levasses a mal, queria só passar uma borracha.
Sabes o que se passa, é esta minha mania de sonhar, sonhar acordada, e depois isso se realizar, quando no inicio foram simples brincadeiras com o meu imaginário, simples fantasias que não eram para terem saído da mente. Mas não! Eu que nem sei porque buraco me ponho, deixo-me arrastar pela corrente do prazer. Porquê?! Ficaste magoado comigo, até ofendido, por mais tarde fingir que nada tinha acontecido. Até me perguntaste se eu pensava que eras burro, ou até quando é que ias ficar cego e não saber o que se tinha passado. Mas não foi por mal, mas a verdade é que não tenho maturidade suficiente para certas coisas da vida. Se calhar sou uma mulher por fora, com vontades, que depois tenho outro alguém que condena isso tudo. Condeno-me a mim mesma, e por tal arrependo-me de muita coisa, como se tivesse sido usada. Se calhar pensas que eu te usei, mas não. A intenção não seria essa, mas talvez sem pensar tentar-te conquistar, ou então cometer o mesmo erro de sempre.
Ficas logo chateado quando alguém tenta dar-te conselhos, que devias de ter mais auto-estima, que pelo contrário tu pensas muito como os outros te avaliam. Mesmo tu, mo dissestes que dizes certas coisas só com o objectivo de te avaliarem. Mas que sentido faz isso?! Cá para mim usas uma carapaça, e escondeste lá dentro, caso contrário não terias dias maus, caso contrário não usarias certas substâncias para fazer esquecer por momentos os problemas, nem nunca terias pensado em terminar com a tua vida.
Recusas-te a mudar, porque dizes que têm que gostar de ti como és, contudo estás só. E apelas que certas mulheres com quem já tiveste, e mesmo aquelas que já te traíram, quiseram voltar para ti. Mas que sentido faz isso? Se gostas delas volta tu para elas. Ou justificaste com os outros, com as atitudes dos outros para contigo! Para depois pensares para ti mesmo, que pelos menos em certas coisas eras bom, e que só eu foi a parva que disse que não queria mais. Que eu é que estou errada, que devia estar contente e satisfeita com tudo, como se me tivesses feito um favor, é isso?!
Ficaste super magoado comigo, porque conversa menos conversa, entendeste que tu para mim não valias nada, quando isso é mentira, quando para mim tu vales mais, pois é a tua amizade que quero somente.
O teu mal como o meu é pensar demais, é tentar perceber o que não é para perceber. Queres que seja sempre sincera, mas não vês que isso também não é possível, quando tu mesmo também não o és comigo. Achas que a razão pela qual me sinto culpada, que quero esquecer, é mal teu, ou então mal meu mesmo. Também não te compreendo, só sei que não temos futuro, e que para mim basta a tua amizade, quando nem sei o que tu queres.
Culpas-me pois dizes que já há muito tempo mostro que te quero, mas não queria assim. Não tenho culpa do meu pensamento desvairar de repente em sonhos que nem entendo, quando o quero no fundo é segurança.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Passado um ano

Vou transcrever algo que tinha escrito a algum tempo atrás (decidi não mudar nada do que tinha escrito, foi mesmo transcrever), mais propriamente mais ou menos há 1 ano. É assim que vejo o quão parva sou, ou sei lá o quê! Também vejo que quase nada tenho mudado, nem sei! Mas sei que desde lá muita coisa aconteceu na vida, como ter um namorado que foi muito importante para mim. Aqui fica um desabafo escrito por mim, só para recordação.

Inevitavelmente o tempo passa. Ontem fiz 27 anos e, pergunto-me o que fiz eu com 27 anos?! Quem sou eu? Novamente preciso de estar sozinha, de chegar a alguma conclusão. Estou farta de dizer parvoíces, de ser idiota, uma estúpida. Enfim, nem sei bem o que pensar. Sinto-me confusa e começo a achar que se algo de bom não me acontecer é porque nada fiz para merecer tal, ou sei lá o quê?! Nem dou pelo tempo a passar. Pergunto-me, sou feliz? A verdade é que não sou feliz. Quer dizer tenho momentos em que vivo um estado de alegria, mas não é isso. A felicidade é um estádio de permanecia, é eu gostar de mim mesma, estar bem comigo mesma e com o resto do mundo. Compreender que o bem e o mal estão ligados, e que eu sou quem sou. Sei lá! Só sei que nem sei se gosto de mim,. Gostava de encontrar um amor, uma paixão arrebatadora. Mas nem sei bem o que isso é! Parece-me ser tudo uma ilusão do nosso pensamento, pois no fundo ando obstruída pelo desejo de ter algo, pela insatisfação de não ter algo (o que é praticamente o mesmo). E infelizmente ainda não me consegui libertar desses condicionalismos que me atrofiam, que me invalidam. Quero ser alguém com valor, confiança, alegre. Tenho de ganhar força, de respirar fundo e encontrar a resposta no meu interior. Que sou eu? Alguém teimosa, mas também dedicada, distraída, infantil, curiosa. Gosto de ouvir as verdades, mas depois me apercebo que é melhor não saber nada disso. Sou fechada, introvertida, tímida, mas maluquinha, e por vezes gosto muito do silêncio.

Está tudo maluco!

Hoje sai outra vez de casa; ando muito vadia :P Desta vez foi com o pessoal aqui de casa. Cheguei a casa com uma moleza :P, como aqueles gatinhos que se espreguiçam cheios de soninho lol. Bem ainda estive um pouco ao sol, com os olhos fechados, naquele leve sono.

Como a minha vida não tem nada de especial, além de ter o dom de fazer com que fiquem chateados comigo. Nem sei como o faço, mas quando falo muito ou quando escrevo muito tenho esse dom, e depois talvez os maus entendidos no meio também. Mas nem vale a pena falar disso aqui. O que vou falar é sobre uma coisa, é sobre pedofilia.

Estava aqui na net a ler uns artigos de noticias sobre o tema da pedofilia, neste caso com os padres. É assim para mim é mais grave a pedofilia feita por padres do que por outros homens. Isto porque alguém que vai dedicar a sua vida para o bem, depois comete pecados desta dimensão. Uma coisa é um padre ter um deslize com uma mulher, outra coisa é fazer abusar de uma criança. A Igreja Católica para mim nunca funcionou muito bem, tantas regras para depois na escuridão haver pecados do mais sujo que há.

Segundo o que li aqui em Portugal existem suspeitos em Lisboa, Porto e Madeira. É provável que haja mais. Isto agora leva a que haja desconfiança por parte de nós relativamente aos padres, mas se quem cometesse o mal fosse castigado era bem melhor, mas não! Há casos que não são resolvidos por falta de provas. Na Suíça o presidente Doris Leuthard quer fazer uma lista negra com os nomes do pedófilos padres, assim como já tivera sido feito com os professores. Eu acho bem que seja publicado, assim de as pessoas ficarem prevenidas.

Houve quem comentasse num dos artigos que deveria ser possível os padres se casarem. Também acho. Mas também penso, porque só os homens podem ser padres?! Então as mulheres não podem porquê?! Será que os homens são mais santos que as mulheres?! Hum cá para mim se houvesse mais mulheres padres haveria menos pedofilia por exemplo neste meio. E se fossem casados, haveria menos pecado. Porque convínhamos já aconteceu padres terem muitos filhos por aí. Mesmo não muito longe donde eu vivo um padre, andou com muitas mulheres casadas e outras que até não eram. Ou seja algumas crianças ficaram como sendo filhos dos maridos, quando não eram, ou então não tinham pais. Só que em tempos atrás era tudo calado, tudo reprimido, mas contudo era feito. Falam de agora, mas antes já havia coisas mal, só que feitas entre quatro paredes.

Qual o mal nos padres serem casados?! Haverá pecado nisso?! Pecado é a falta de respeito pelos direitos dos outros, é o abusar, é enganar, violar, mentir, etc etc. Mas quando um homem está com uma mulher com amor, com respeito qual é o pecado mesmo?! Penso que nenhum. Também ainda não percebi qual o mal nos preservativos.



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