
CARTAS AMARGURADAS (4)
Parece que estou sendo ingrata contigo, mas enganaste o que quero simplesmente é que me compreendas. Tanto, mas tanto que eu gostaria que esta família muda-se. Não gostarias? Sabes, o mundo só muda quando nós humanos começarmos a mudar individualmente. Se cada um pensar que não vai servir para nada, o mundo nunca vai melhorar. Há que ter coragem e força e não ter medo. Eu sei, eu tenho medo, mas só é que tu podes entrar. Tenta compreender-me por favor. Mas para me conheceres realmente, tens de te conhecer a ti primeiro, de saber o que és. Quando condenamos ou nos identificamos com determinada pessoa, deixamos de compreender a felicidade. O que eu gostaria era de ser feliz, mas parece-me que está longe de mim.
O que queria era ser amada, mas parece que rejeitas a minha existência. Nem sei! Se calhar devias-te abrir comigo. Tu fazes com que eu seja ainda mais louca, não tens no mínimo pena de mim. É que eu sofro, pode para os teus olhos não parecer, mas sofro muito. Sinto que a minha cabeça se vai enchendo de um veneno, ódio, e que vai destruindo todo o meu corpo. Mas um dia, tudo isto pode parar, se tu fizeres por isso. Sei que te aborreço, mas não foi eu que tomei a decisão de ter um filho. Se tudo fosse diferente á tua volta, tu serias diferente, serias feliz, coisa que não és. Se tivesses um marido que te amasse, que realmente gostasse de ti pelo que és, e não só por ter. Ele até pode ter razoes para ser revoltado, mas isso não lhe dá o direito de fazer a vida dos outros outro inferno também. Por isso tinha momentos que deseja que vocês se separassem, mas não a acomodação e o que a sociedade acha certa é mais forte, para além da questão monetária. Bem, vou parar de escrever. Tenta ver para além dos olhos, é só isso que te peço.
O que queria era ser amada, mas parece que rejeitas a minha existência. Nem sei! Se calhar devias-te abrir comigo. Tu fazes com que eu seja ainda mais louca, não tens no mínimo pena de mim. É que eu sofro, pode para os teus olhos não parecer, mas sofro muito. Sinto que a minha cabeça se vai enchendo de um veneno, ódio, e que vai destruindo todo o meu corpo. Mas um dia, tudo isto pode parar, se tu fizeres por isso. Sei que te aborreço, mas não foi eu que tomei a decisão de ter um filho. Se tudo fosse diferente á tua volta, tu serias diferente, serias feliz, coisa que não és. Se tivesses um marido que te amasse, que realmente gostasse de ti pelo que és, e não só por ter. Ele até pode ter razoes para ser revoltado, mas isso não lhe dá o direito de fazer a vida dos outros outro inferno também. Por isso tinha momentos que deseja que vocês se separassem, mas não a acomodação e o que a sociedade acha certa é mais forte, para além da questão monetária. Bem, vou parar de escrever. Tenta ver para além dos olhos, é só isso que te peço.











