sábado, 27 de fevereiro de 2010

Sem medo de mudar

Sentada, virada para o espelho. Já tinha tomado a decisão, isto porque era algo necessário, ou talvez só mesmo para ver se o pensamento funciona melhor. Um novo começo, força e perseverança. Sei que a lua está praticamente cheia, o que é ideal para o que me preparo fazer, ou melhor deixar fazer. Foi cortar o cabelo. lol

A cabeleireira disse-me - tem a certeza que quer cortar o cabelo? Eu disse sim!!! Já era para o ter feito à algum tempo. Virada para o espelho, já sem o cabelo comprido, oiço algo. Oiço o comboio, e lembro-me de quando costumava vir aqui para embarcar ou para vir ter com ele. Nostalgia.

Mudanças. Por vezes as pessoas têm medo ou receio de mudar, e não falo em mudar de penteado lol, mas sim em coisas mais sérias como mudar de emprego, isto quando não se está satisfeito. As pessoas apegam-se e mudar para elas é algo difícil. Ok! Quando mudamos nunca sabemos se vai ser para melhor ou para pior, né! Para isso tínhamos que ser bruxos. No outro dia ouvia na rádio, na antena 3, algo sobre o desemprego, e o não ter medo da mudança. Achei interessante, embora não tenha ouvido tudo, só de raspão.

Encarar as coisas de forma positiva é o que nos falta. Por vezes o desemprego pode ser algo positivo, basta olhar com atenção. Uma oportunidade para mudar, ou então para ganhar mais tempo para nós mesmos, e para os nossos. Que cena! Porque somos tão negativos, falando de mim também?! É sempre mais fácil ir pelo mal, porque isso não requer esforço de nossa parte.

Há momentos em que nos temos de conformar com os factos da vida e simplesmente viver; mas outros em que temos de ser fortes e lutar, lutar pelo que se quer. Claro! Que tendo alguém que nos dá força, e coisa e tal é muito mais fácil, do que quando não temos ninguém. Os tais ciclos viciosos. Se nos dizem que não valemos nada temos tendência em acreditar e deixarmo-nos ir por isso. Acredito que podemos ser muito melhores; lá porque os outros não são não significa que vamos ser todos egoístas por exemplo, né!.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Poema - A Saga

Na planície do teu peito,
Nas encostas das tuas ancas
Eu deslizo como uma garça.
Engraçada pelo teu olhar,
Encantada pelo toque suave
Das tuas mãos na minha pele.
Na secreta floresta
Através da copa das árvores,
A luz do sol atravessa
Aquecendo-me o coração
Espalhando a tentação,
Na cumplicidade da tua fala.
Junto à tua respiração,
Junto à minha salvação,
Na terra fértil
Tu espalhas o teu aroma.
É a saga!
A chuva chega e rega
O nosso manto de prazer,
Sem pressa,
Sem desespero
Torna acesa a projecção,
Torna fácil a combustão.
Vem,
Afaga-me,
Perde-te nas colinas sem demora,
Espalha o desejo,
Espalhando eu em ti a provocação.
De novo!
Cataratas sem destino ou direcção,
A certeza de um supremo gozo.
Poso a cabeça no teu peito,
Tal e qual o meu jeito,
Sem pressa,
Sem demora,
Fico contigo nessa planície,
Sem fala ou direcção.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Nós nascemos sementes, e podemo-nos tornar ou não em flores

Isto é algo que li, numa das vezes que ia ter com o meu namorado, ou melhor ex. Numa das vezes que ia de comboio, e para aproveitar o tempo lia o livro O livro da mulher, de Osho. Atenção isto já tinha publicado no outro blog. Assim o tema é: nós nascemos sementes, e podemo-nos tornar ou não em flores.

Poucas são as pessoas que dão logo tudo delas, sem receio, sem medo. Não digo dar dinheiro, nem nada assim, mas dar de si próprias, dar de alma e coração como se costuma dizer. Costumamos ter sempre o pé atrás, e cada vez que nos acontece algo de mal, mais atrás colocamos o nosso pé. Porquê?! Com medo, receio de sofrer.

Ser uma semente significa estar seguro, ao passo que ser flor é algo muito frágil. As sementes está seguras, ao passo que as flores estão expostas ao meio envolvente, qualquer vento forte, e ela pode ficar destruída. Qualquer coisa pode acontecer à flor, porque se mostra, se revela, vive; e a semente?! Essa fica ali fechada, na reserva, mas segura de todo o mal no mundo.

Nunca sabemos como é a outra pessoa, por tal ficamos com o pé atrás, não mostramos toda a nossa nudez, a nossa fealdade, o nosso vazio. Mas acabamos não vivendo em pleno, mas isso são escolhas. Por tal muitas pessoas continuam a ser sementes, e não flores. Decidem não crescer, continuando a ser possibilidades.

“O relacionamento só é possível entre duas pessoas realizadas.” Enquanto formos sementes isso não é possível, ou seja não é possível relacionarmo-nos. “O relacionamento é uma das melhores coisas da vida; significa amor, significa partilhar. Mas antes de poder partilhar é preciso ter.”

A desconfiança por vezes é um impeditivo para avançar, de mostrarmos tudo o que somos. Por vezes esperamos que sejam os outros a tomar essa iniciativa, de confiar em nós. Temos medo que usem as nossas fraquezas, e fiquemos sem nada, fracos, vulneráveis, por tal ficamos em forma de semente, protegidos.

Ninguém possui ninguém. Possuir não é relacionar-se. De facto o relacionamento nada tem haver com relação. Relação é algo que chegou ao fim, uma coisa parada, o relacionamento é algo em construção. Para nos relacionarmos primeiro temos de ser, e depois o resto aparece. Quando falo em relacionamento não é só nos tradicionais entre homem e mulher, mas sim em relacionamentos na sua amplitude.

“O amor é muito raro. Para conhecer o âmago de uma pessoa é preciso que nós próprios atravessemos uma revolução, porque é preciso que nós próprios atravessemos uma revolução, porque é preciso permitir que essa pessoa também alcance o nosso âmago.”

Relativamente à segurança, muitos buscam isso num relacionamento, mas isso não é possível. Um relacionamento é algo inseguro, uma vez que as pessoas nunca são totalmente previsíveis, sendo que são vivas. Viver significa ser espontâneo, natural, e por tal imprevisível. Se vermos bem, a morte é segurança, ao passo que a vida é insegurança. Por tal quando vivemos corremos riscos.

Uma flor é feliz, transpira alegria, amor, e por tal consegue-se relacionar. Antes de nos relacionarmos com os outros, temos de nos relacionar connosco primeiro. Primeiro temos de ser, e o resto aparece por acréscimo.

“Dois amantes suportam algo invisível e algo imensamente valiosa: uma certa poesia do ser, uma certa música ouvida nos recantos mais profundos da sua existência. Ambos o suportam, suportam a mesma harmonia, mas continuam a ser independentes. Podem expor-se ao outro, porque não há medo. Eles sabem que são. Eles conhecem a sua beleza interior, conhecem o seu perfume interior; não há medo.”


Nunca se pode desistir

Já nem sei se tenho a mente aberta ou mesmo uma mente depravada?! Já nem sei sou mesmo retrógrada ou conservadora?! Há tanta coisa que agora em arrependo, coisas das tais me sinto mal, imunda. Porquê?!?!?! Porque não posso ter eu valor?! Porque não posso ser especial para ninguém?! Talvez esteja a ser muito dramática.

Anteontem tive outro dia mau, irritante. Então ainda não recebi nada do seguro de saúde do trabalho, e já estou lá à 3 meses. Não é culpa do patrão, mas sim da porcaria da seguradora. Telefonei para lá e dizem que não está feito, perguntei porquê? Dizem que não sabem. Irrita-me estas pessoas, e depois cínica no fim disse algo patético como estarei sempre disponível espero que tenha sido útil, etc etc. Ela até pode não ter culpa, mas podia ser mais humilde, podia-se colocar no meu lugar, né! Que merda! Por isso é que eu também sou uma merda, porque era estúpida o suficiente para pedir desculpas aos clientes, até ao dia me deram cabo da cabeça. Farta! Mas foi logo dizer ao patrão, e este telefonou na minha frente que se não tratarem disso muda de seguro. Acho bem! Very piss off. Nesse dia estava mesmo mal, mas hoje estou bem melhor.

Hoje foi almoçar com colegas do anterior trabalho. Foi muito bom =) Lá contei novidades, e não sei porquê, se pela companhia ou por eu estar mesmo bem, a tarde correu bem no trabalho. Até vi um dos patrões deste trabalho, o bonzinho como eu costumo chamar. Tão giro que ele é, com aquele sorriso que ilumina. Quando temos um coração bom, isso transparece para fora, queiramos ou não. =) Penso que seja o caso. Mas é verdade nesse escritório o ambiente era bom, nunca tive queixas nesse aspecto, ainda bem. Não foi como no primeiro. Claro! É como tudo na vida, existem sempre coisas boas e más, temos é de olhar ou melhor ficar com as boas e esquecer as más.

Por exemplo, até podemos pensar - ah mas ninguém se lembra de mim; mas e eu lembro-me?! Assim por estas e por outras não podemos estar à espera sempre que sejam os outros a tomar a iniciativa, por tal temos de ser nós, né. Por isso hoje me lembrei de ir almoçar com elas, isto porque também é o mesmo horário de almoço o que é bom. Há que variar. Às vezes também sabe bem estar sozinho.

Acerca disso de eu ter valor ou não. Hoje estava eu a pensar, que perda de tempo a minha. Porque não posso eu estar bem, e ver as coisas pela positiva, né!. Quais problemas, quais quê! Se eu pensar neles eles resolvem-se? Não. Então porque penso, para quê ficar mal. Tenho é de ser optimista. Estas minhas colegas estavam-me a dizer - assim é que tu estás bem! Isto relativamente ao facto de já não ter namorado. Agora resta-me apreciar as coisas boas, e mais nada. Pelo menos tive um namorado, sonhei e sorri muitas vezes com ele. Tenho é de voltar ao step. =)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Para mudar é preciso ganhar consciência

Há tanta coisa que me irrita, tanta coisa que me deixa indisposta, como a injustiça. Será que sou eu que ando com os olhos abertos, ou será que sou eu com os olhos fechados?!?! Juro que certas coisas não compreendo, e não percebo porque existe tanta maldade neste mundo. Porque temos de ser assim?! Porque temos nós de ser tão egoístas?!

A droga por mim não existia. Era acabarem com as plantações. Mas não! Isso ao que parece é legal ou sei lá o quê!. Um jogo de dinheiro e poder nisto tudo, e para quê?! Sim! Para quê?! Nada é nosso, tudo é efémero, então porquê estragar a vida dos outros!?, para quê causar tanto sofrimento?!. No fundo isto até é fácil se todos colaborassem, mas a verdade é que não. São esquemas tão elaborados como as ligações do nosso cérebro.

O tabaco por mim, um exemplo, ou terminava (já que faz mal), ou então era aumentar muito afim de aumentar as receitas do estado. Em virtude disso favorecia-se quem precisava, e apostava-se na saúde e educação que é o mais importante. (Aproveitava-se e aumentava-se certos ordenados.) Acho que a palavra chave é consciência. Sim! Consciência. Muitas pessoas não têm consciência das coisas. A consciência vai para além do pensamento. Nós podemos saber que o tabaco faz mal, mas não termos consciência; se tivéssemos não fumávamos. Parece complicado mas não.

Uso o exemplo do tabaco porque é fácil de perceber a meu ver. Por exemplo eu fumo (o que é mentira, porque posso dizer que nunca experimentei tabaco, a não ser passivamente), e sei que faz mal, mas fumo porque quero, porque até me dá um certo grau de prazer ou were ever, mas certo dia tenho um familiar que teve uma fatalidade, morreu de cancro dos pulmões provocado pelo tabaco. Ora! Eu ao ver aquilo tudo, todo aquele sofrimento, começo a aperceber-me do mal mesmo que o tabaco faz, e começo a ter consciência, e decido parar. Atenção esta situação podia-se passar e eu continuar sem ter consciência disso, ou até nem precisava de passar por isso para tal.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

História Inventada - Mãos sem vergonha





                                                        MÃOS SEM VERGONHA



Olho pela janela. Luzes amarelas que ofuscam o meu pensar, que iluminam a escura noite. Estou no quarto. No quarto acompanhada.
Despimo-nos. Toco na sua pele, tão suave, tão delicada. As suas mãos apresadas percorrem o meu corpo, e puxam para baixo o fio dental rosa escuro que ainda não tinha tirado.
Estávamos ali, perto da janela, sem preocupação aparente se alguém nos via. Estamos no 9º andar do prédio da velha cidade.
As duas, de pé, frente a frente, no quarto pouco iluminado. Toquei nela como se estivesse a tocar em mim. Passeio as mãos pelos seus seios, pequenos, mas lindos, parecidos com os meus. Adoro o seu riso estonteante, e como ela geme de prazer. Adoro como ela está sempre pronta, sempre com vontade de estar comigo.
Sussurro ao seu ouvido, numa voz baixinha, e digo-lhe que o que quero fazer. Ela mostra-me a língua, de uma maneira muito safada, tal e qual como eu gosto.
Fomos para o banho, no chuveiro. A água a cair em cima de nós, nossos corpos muito perto um do outro. Tocamo-nos, deslizando as mãos. Ela vem, e beija-me. Um beijo longo e saboroso, em que as nossas línguas se enroscam, num desatino total. Ela, com as suas mãos no meu rosto, e eu com as minhas na sua bunda gostosa. Amo o seu rabo, redondo, e rijo, onde por vezes os meus lábios se perdem. Apalpo-o suavemente, mas com firmeza.
As mãos que não têm controlo, marotas, que vão para tudo o que é lugar. Os dedos vão e vêem. As línguas escorregam e contorcem-se.
Saímos do banho, secamo-nos na toalha. De seguida fomos outra vez para o quarto. Para a cama, para debaixo dos lençóis. Por momentos ficamos ali agarradas, juntinhas. Ela vai e diz que tem uma supressa para mim, algo que vou gostar muito. Vai e coloca-me uma venda nos olhos, e diz para eu ficar ali deitada na cama.
Ela fica junto de mim, mas um pouco afastada. Quando de repente sinto a presença de outro alguém. Umas mãos desavergonhadas, que me tocam de uma maneira que só me dá vontade de gritar. Vejo que não são mãos de mulher, mas de homem. Ele vem que coloca seu corpo sobre o meu, roça-o. Eu, sem me conseguir controlar mais, não solto gemidos, mas sim gritos, de libertação, de prazer.
Sinto as mãos dela no meu corpo, ao mesmo tempo que as dele também me tocam. Como doidas, as minhas percorrem o seu corpo, o seu peito cabeludo. Ele deita-se ali ao meu lado, e eu mesmo sem ver, agarro-me a ele com tanta vontade. Sinto o seu membro, toco nele.
E sem conseguir resistir, tiro a venda. E ficamos ali os três, na cama, no quarto, num prédio da velha cidade. Com a vontade, com o desejo, que no faz perder os sentidos. Com nossas mãos e línguas desavergonhadas a contorcerem-se de prazer. Mãos sem vergonha que vão para tudo o que é lugar.

Nota: Esta história era do outro blog, mas olhem...não sei porque cargas de água, mas decidi publicar aqui também. Se acham mal, azar! Porque isto é literatura, e penso que as pessoas tenham que ter mente aberta.

Quando menos esperamos

Hoje estive outra vez naqueles dias maus, que estava em frente ao PC no trabalho e até lágrimas me caiam pela cara. Acho que ninguém viu, ainda bem. Não gosto de estar sempre a mostrar o meu lado fraco, porque já sei que depois abusam, aproveitam-se disso e nos manobram.
Também ontem estive o dia quase todo mal do estômago. Ainda hoje não comi muito, porque senão ainda me dava algo e vomitava. Mais vale pouco que nada :P.

Um daqueles dias que parecia ter 18 ou 20 anos, com o dinheiro contado no bolso, melhor! Na carteira. Não é que não tenha dinheiro, mas não tenho cartão de débito a algum tempo. Felizmente hoje, agora quando cheguei a casa já o tenho aqui. É que ele já caducou no início de Janeiro. Ainda por cima tenho que ir ao banco para activar o cartão. Sabem quanto tinha que pagar no banco por levantar dinheiro, 4,50€. Por isso esperei até agora pelo cartão. Também dá para activar por telefone, mas o telemóvel está sem saldo. :P

Falando em telemóvel, recebi hoje uma mensagem que até sorri. =) Já há algum tempo que não vou ao step, e a minha professora mandou-me uma mensagem. Eu passo a reproduzir a mensagem que achei muito fofinha. “Então, gata, não voltas para farra? Tenho saudades tuas. Mtos bjinhos.”. Gosto mesmo dela. =)

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