quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

História Inventada - O feitiço de Jada (3)




O FEITIÇO DE JADA (3)







A praça estava cheia de gente, olhares indiscretos começaram a fazer flecha em Jada. Uma mãe que estava lá, disse em voz baixinha para a sua filha – “não olhes para aquela rapariga, deve ser bruxa.”. A filha para a mãe – “o que são bruxas mãe?” A mãe - “são criaturas do mal, minha querida, que servem Satanás”. Jada, apercebeu-se da coscuvilhice que ali estava a ocorrer, só lhe apetecia dizer a verdade. De facto ela era uma bruxa, mas não podia contar isso, caso contrário seria queimada. Uma lufada de ar quente se instalou e, ela foi dar um passeio na vila, naquelas ruelas pintadas de branco. De repente olhou em redor, e viu dois gatos à luta por restos de peixe, achou tão cómico, que começou-se a rir sem conseguir parar. Até que alguém lhe tocou no ombro, ela virou-se, pensando que seria Jorge, mas para desilusão dela, era um simples pescador. Este disse-lhe - “ nada que faças vai fazer mudar o teu destino”. Jada pensou “o que sabe ele de mim?”. Não ligou e continuou o passeio. Passado uns minutos, para grande espanto seu, viu Jorge. Ele vestia um fato domingueiro, azul escuro, e vinha acompanhado de uma rapariga linda, ela tinha um vestido rosa clarinho, um laçinho na cabeça, assim como um guarda sol a combinar. Jorge nem olhou para Jada, e esta ficou cheia de ciúmes, crescia nela uma amargura, uma raiva. Afinal ele tinha um segredo, tinha alguém. Mas ela também tinha um segredo.
Jada seguiu em direcção ao seu acampamento, e pelo caminho mais a raiva lhe consumia, tinha inveja de Margarida, da sua beleza. Ela tinha os olhos azuis, cabelo castanho com saca rolhas, a pele clara, parecia um anjo, enquanto Jada, tinha os olhos castanhos, e na face algumas imperfeições. Margarida era filha de uma família abastada, que tinha vários terrenos, com vinha, amendoeiras, figueiras e alfarrobeiras. Ela pintava, cozinhava, era uma rapariga dedicada e bondosa. Mas para Jada nada disso lhe interessava, ela já estava consumida pelo ódio, pela sofrimento de não poder ter Jorge para si. De modo que chegou a passar pela mente dela matar Margarida. Mas, no seu íntimo não era isso que queria, ela só queria ser amada. E assim deixou passar algum tempo.
À luz das estrelas e da lua quarto crescente, numa sexta-feira, debaixo de uma alfarrobeira, Jada lançou um feitiço, invocou o espírito da lua, a grande caçadora, e implorou pelo amor de Jorge. Mas ela estava a ser dominada pelo desgosto, pela inveja maligna que ela sempre foi contra. Não obstante ela ter feito um juramento à sua mãe de como nunca usaria a sua magia para fazer o mal, ou por razões que não fossem do bem, ela fez o feitiço. A amargura desgastava-a, e chorava desconsoladamente, e ali mesmo debaixo da alfarrobeira deixou-se dormir. Nos seus sonhos, Isabel, sua mãe apareceu, parecia ser tão real o sonho. Isabel dizia – “Se teres no pensamento ódio, esse ódio recairá sobre ti. Lembra-te que o espírito, corpo e mente são um todo.”. Jada dizia – “ mas eu amo-o tanto, eu sei que sim!” Isabel: “ se o amasses assim tanto, quererias a sua felicidade, mesmo que para isso estivesses longe dele.”. Mas para Jada, Jorge tinha de ser dela, para ela a felicidade era ao seu lado.

Continua.....

História Inventada - O feitiço de Jada (2)





O FEITIÇO DE JADA (2)






O sol nasceu, e ao longe ouvia-se um galo a cantar, já todos estavam acordados. Jada a mais rebelde, foi dar um passeio pela praia. Adorava o mar, por vezes parecia que sentia o chamamento dele. Vestia uma saia azul marinho, uma camisola rosa, com lenços amarelos pendurados. Estava descalça com as sandálias nas mãos, adorava sentir a areia nos pés. “Onde estás tu pai? Estarás a navegar em busca do desconhecido, ou a abandonar alguém conhecido?” – dizia Jada no seu pensamento. Nunca conheceu o seu pai, ela foi fruto de uma aventura, entre um pescador e sua mãe. Era verão e, fazia tanto calor, que ela decidiu dar um mergulho. Adorava desafiar as regras, mas apesar disso era fiel às suas origens. Quando saiu da água, deparou-se com um rapaz, pouco mais velho que ela. Ela ficou hipnotizada a olhar para ele, apenas sorria. “Tens um olhar tão lindo, tão sedutor, que me enfeitiça...” – pensou ela. Ele também ficou parado a olhar para ela; não era todos os dias que se via uma mulher de combinação, toda molhada. Os seus longos cabelos castanhos escuros, e o seu esbelto corpo moreno atraíram a atenção dele. Passados minutos, o rapaz, virou costas e foi-se embora, mas ela nunca mais esqueceu aquele olhar, e o sorriso que ele tentou esconder. A partir daí começou a crescer um sentimento tórrido em volta desse olhar sedutor.
Dia 16 de Setembro de 1872, era dia de festa, até as cigarras pareciam celebrar, e cantar a música favorita de Jada. Esta celebrava o seu aniversário, 22 anos. Houve uma grande festa, com muita comida, e música. Jada bebeu e dançou freneticamente, como se não houvesse um amanhã. O seu corpo mexia-se ao ritmo dos tambores, numa perpétua demonstração de alegria. Continuava a pensar naquele olhar sedutor, de quando voltaria a vê-lo. Mas ela que era dotada de características fora do comum, sabia do fundo de si, que o iria ver em breve.
No dia seguinte Jada encontrou-se com o rapaz da praia, e perguntou como se chamava ele. Com as mãos nos bolsos, respondeu que o seu nome era Jorge. Ela espontânea como sempre, disse: “Escusas de estar tão nervoso, não te vou fazer mal.”. Ele sorriu, um sorriso tão maravilhoso, que Jada não se controlou e deu-lhe um beijo. O coração de Jorge começou a bater mais forte, e ele também não conseguia esconder que se sentia atraído por ela. Mas a verdade é que Jorge já era comprometido, e Jada não sabia. Mas também era verdade que Jorge não sabia que Jada tinha poderes especiais. Depois do beijo, Jorge disse que tinha que ir embora, e perguntou quando se podiam encontrar outra vez. Jada achou estranho, mas marcaram novo encontro.

Continua....

Descobri há mesmo pouco tempo esta cantora, e estou adorando ouvir as músicas dela.





Adoro esta música. É mesmo linda, tão pacífica. =) De facto eu adoro muitos estilos de música. lol



Nem sabem as vezes que já ouvi esta música. Já a conheço há muito tempo, para mim é mesmo linda.



Adoro mesmo esta música. E consigo me identificar com a letra também.
A boa nova é que o meu Primo já tem emprego. Finalmente. Mas também uma hora de entrevista era provável que ficasse. Pelo menos alguém já trabalha. eheh



Gosto desta música há muito tempo mesmo. De certa forma identifico-me um pouco, talvez por no vídeo estar uma rapariga que também se sente deslocada, e desenha :P Não sei...mas a música é boa, pelo menos para mim eheheh





Para ti :P



Há coisas que nunca se esquecem. Acho que as coisas boas devemos sempre guardar, pois são essas que dão sentido à vida.




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

História Inventada - O Feitiço de Jada





O FEITIÇO DE JADA







Miúdos brincavam no chão batido de terra, com carrinhos que eles próprios tinham construído. A pouca distância estavam duas raparigas, que com ar envergonhado sorriam para eles. Estes nem repararam, mas assim que os cães começaram a ladrar tomaram atenção. Curiosos correram para saber de que se tratava, quem estava a chegar. Ouvia-se o chocalho dos guizos e o galope dos cavalos, as suas ferraduras a bater na calçada, na estrada principal que ia para a vila de Lagos. Atrás das carroças vinham cães e dois cavalos e um poldro vinham presos com arreatas na carroça. Eram viajantes, pessoas sem lugar certo para viver. Atravessando a vila, foram acampar num terreno. A praia ficava a poucos metros, e não muito longe havia um moinho de vento, assim como uma nora onde podiam ir buscar água.
Acampados, montaram as tendas, deram de beber e comer aos cavalos. Depressa se fez noite, e a pequena comunidade, que eram cerca de uma dúzia, fez uma fogueira, onde se reuniram em volta para comer. Pedro que era o mais velho, começou a contar uma história para os mais novos, enquanto Jada se entretinha com uma harmónica, esta abstraída do que em seu redor se passava, começou a cantarolar e a dançar. Todos se pareciam divertir; o céu estava estrelado, gerando uma agradável sensação, como se nas estrelas estivesse guardado o segredo de todas as fantasias. E assim, depressa, a noite embrulhou todos eles com sonhos que só a lua poderá revelar.

NOTA: Esta história escrevi para um mini cursinho que fiz de escrita criativa. Ainda não recebi nenhuma resposta ou comentário sobre a história. Mas era baseado em 4 factores, sendo estes:
Personagens: Bruxa e Alfarrobeira
Espaço: Algarve - Lagos
Tempo: Num passado distante
Tema: Inveja

E vai ter continuação a história. =)

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Já terminei de ler o livro "Paula"

Finalmente! Finalmente cheguei ao fim do livro a “Paula”, de Isabel Allende. Já algum tempo que o livro me acompanha e, ainda me lembro de quando o comprei. Adorei o livro, embora tenha ficado um pouco triste pela morte de Paula. No fundo esperava que ela recuperasse, mas afinal não. E é engraçado como ela morreu com a idade que tenho agora, 28 anos. Para quem não leu, aconselho, está muito bem escrito, para além de ser verdade o que está escrito, o que se traduz numa leitura mais apetecível, por assim dizer. Neste livros existem partes mesmo íntimas da escritora reveladas, o que também revela a meu ver o quanto a escrita pode ser terapêutica. E também que a escritora é uma corajosa.

Lembro-me que a primeira coisa que me cativou no livro foi a capa. Foi a imagem de Paula, o seu sorriso sincero e genuíno. Também tem um olhar cativante. Depois li o resume do livro, e pensei que havia de ser bom livro, e comprei. Não ia com o propósito de comprar um livro, mas acabei encontrando e na escolha escolhi algo com qualidade. Podia ter errado, mas não. Lembro-me quando estava na registadora, uma senhora com idade de ser minha avó, me dizer que o livro era bom, que o lido e gostado muito. Achei piada. Faz-me lembrar quando comprei o cavalete para pintar a tela, que um senhor quando me viu na rua com o cavalete, me desejou boa sorte para a pintura ou algo assim.

Custa sempre a morte, sobretudo em idades mais novas. Uma mãe ver o filho ou filha morrer é algo que nem consigo imaginar, porque também não é algo que a nós seja natural. A morte é o fim, de uma caminhada aqui na terra. No fundo nada é nosso, mas apesar disso iludimo-nos e pensamos que sim. Quando vemos a morte por perto é que pensamos na importância da vida. Nos parvos que somos por vezes, teimosos e egoístas. Nestes momentos em que nos lembramos de quanto gostamos de certas pessoas, e nem demonstramos isso. Enfim…pensamos em muita coisa. Por vezes é preciso um choque como este para acordarmos. Outras vezes é algo que só nos deita a baixo. Temos é de ser fortes.

Agora mesmo estava pensando, uma coisa boa para aproveitar a vida é viajar, com boa companhia claro! Conhecer novos sítios, novas culturas, abrir a mente, e sair deste buraquinho. looool Mas para isso também preciso de férias, né!!!


A primeira vez que me mascarei

Oiço as rãs, devem estar adorando este tempo de chuva. Também já oiço um galo a cantar. São perto de 6 horas da manhã, e só agora chego a casa. Entro, tentado não fazer barulho, mas acho que o meu pai já deu por mim. Sem ter certezas meto-me no quarto e preparo-me para dormir, descansar após um longo dia.

Continuo a mal falar com o meu pai. Agora já nem sou filha dele, sou apenas filha da minha mãe. É assim que fala de mim à minha mãe - a tua filha. Por mais que me esforce nunca consigo agradar os outros. Até parece que sair á noite implica que algo de mal aconteça, mas não.

A noite até correu bem, foi a primeira vez que me mascarei. lool Nem quando era pequenina me tinha mascarado. Ainda me lembro, que quando tinha uns 8 anos para aí, queria era vestir-me de princesa. Poderá!, era uma menina, e era isso que quase qualquer menina queria ser. Pode ser que um dia eu ainda possa ser a princesa de alguém. =)

Éramos seis raparigas, e foi bastante divertido. Engraçado como agora não consigo estar em certos sítios sem me lembrar de alguém. Se calhar devia-o esquecer, mas como?! Continuando…foi bom sair. Por vezes nem são os sítios onde vamos que são especiais, mas sim a companhia, saber que temos ali amigos. Neste caso amigas, que me animam com a sua força de viver.

Por vezes fico sem saber o que são amigos. No fundo tenho poucos, poucos em quem posso mesmo confiar. Houve quem eu pensasse mesmo que era minha amiga, e depois afinal a distância venceu. Ainda há não muito tempo fiquei sabendo que mais duas amigas da universidade casaram. Ya! E depois ainda vinham com conversas comigo, de quando é que eu me ia casar. looool se eu não tinha ninguém, como podia pensar em casar!!! Mas enfim..brincadeiras à parte, não quiseram partilhar essa informação comigo. Será que sou eu que não sou boa amiga?! Também já me disseram que se calhar as pessoas estavam comigo por pena. Talvez essa pessoa que me disse isso também fosse assim, enfim…Mas também há não muito tempo vi uma amiga, e ex-colega de trabalho. E vi mesmo que ela ficou contente por me ver, assim como eu fiquei por vê-la. Já falei dela no outro blog, baptizei de Gata. Isto porque me ofereceu no natal um cartão com um gatinho. Como ela sabia que eu gosto de animais. Uma vez ofereci-lhe para ela um desenho a lápis de uma chita mãe e o seu rebento. Não sou convencida, mas até estava giro. Acho que apesar das diferenças, sou muito parecida com ela, daí com tão poucas palavras ela me compreender. Às vezes penso nela como um exemplo a seguir.


O trabalho que já satura

Ontem não foi um dia bom no trabalho, tribulado. Sabem aqueles dias em que por mais que nos esforcemos não dá. É a saturação. Saturada de não poder fazer as coisas à minha maneira. Não é que queria mudar tudo, mas gostava de introduzir coisas que sei de outros sítios, para melhorar. Mas não querem, porque enfim…já trabalham assim há x anos, e não é agora que vão mudar. Resumindo sou eu que me tenho de adaptar e não resmungar. Só que há coisas que me confundem, e depois fico sem saber bem o que fazer. E depois também não tenho Internet, ora tenho que estar dependente dos outros. :P Ora vai chegar a uma altura que vai ser caótica. Mas então o patrão tem medo que percamos tempo na Internet. Até parece, com o trabalho que temos, que o vamos fazer.

Mas ontem até foi melhor que sexta. Na sexta tive momentos que até me apetecia chorar, mas claro que não chorei no trabalho. Saturação. Chega a um momento que já nem sei o que faço aqui, tenho um trabalho que no fundo não gosto. Mas como não tenho mais nenhuns estudos, nem experiência é o que se arranja. Se começar de novo, ganharia muito pouco, e isso também não é nada motivante. Pois! Motivação, precisava disso. Se por exemplo ganhasse bem, já era alguma coisa. Mas hoje vejo bem, que mais vale não ganhar bem e fazer o que se gosta, do que ganhar muito e não se gostar do que se faz. E também o ambiente de trabalho influencia muito.

Mas é difícil, novamente sou a que não tem ninguém, a que ninguém quer. Eu sei, estou armada em coitadinha, mas custa! Quer dizer tudo de uma só vez. Problemas com o dinheiro, problemas com a vida sentimental. Férias! Sim era isso que queria. E custa, ter alguém, e depois passamos a não ter significado nenhum. Juro que não compreendo. Não consigo compreender. Só sei que tudo o que queria era a minha história, a minha fantasia tornada realidade. E para tal, bastava-me ter alguém que gostasse de mim de verdade, e eu dele. Bastava que fossemos fieis, amigos, confidentes, etc. Eu sei estou a bater no ceginho. Mas custa tanto. Já sei o que é estar sozinha. As pessoas falam falam, mas não as vejo sozinhas, por vezes até preferem ter um relacionamento que não está a dar certo, do que ficar sozinhas. Enfim…tenho é de me deixar de lamúrias.


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