segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Afinal o dinheiro é ou não importante para sermos felizes?

Algumas pessoas dizem que sim, outras que não. Afinal em que ficamos. Quem está certo ou errado não importa, o que importa verdadeiramente é ser feliz.

O que certo é que vivemos cada vez mais nunca sociedade materialista, e por tal vamos dando menos valor a coisas que de facto importam.
O que é mais importante? Eu respondo que é a vida. Mas do que queremos falar é do dinheiro, esse bem que tanto precisamos para viver. Precisamos de dinheiro para comer, vestuário, coisas básicas, e muito mais, como a saúde também. Então assim diríamos que sim, que o dinheiro é importante, mas aqui ele é importante para viver, e não propriamente para ser feliz.

Mas quando falo em comprar coisas que não são básicas, como em vez de ténis baratos, ténis da marca xpto, ou falando de coisas mais caras, em vez de ter um T2, ter uma moradia com piscina. Em vez do Opel Corsa, um BMW Z3. Será que essas diferenças fazem com que sejamos mais ou menos felizes?!

Sabiam que existe um conceito de Felicidade Interna Bruta. Lol Diz ter sido criado nos anos 70, e que se assenta em quatro pilares: “promoção de um desenvolvimento socioeconómico sustentável e igualitário, preservação e promoção dos valores culturais, conservação da natureza e estabelecimento de uma boa governabilidade.”

Existem opiniões para ambas as versões, que para ser feliz é necessário dinheiro, e que pelo contrário não. A meu ver, quando a felicidade depende de algo que mais tarde ou mais cedo pode desaparecer, então não é boa política. Como li algures o poder de sermos felizes depende de nós, e não de algo como o dinheiro. Quando falo aqui em dinheiro, falo quando já temos as nossas necessidades básicas supridas.

Já certamente ouviram aquela expressão do “dinheiro não traz felicidade”, porque associa-se o dinheiro a algo mau, de manipulador, a ganância, exploração, abuso de poder, etc, mas no fundo não é o dinheiro que faz isso às pessoas, mas sim as próprias pessoas. Mesmo pobres, existem pessoas com o nariz empinado, e por outro lado podemos ver pessoas ricas mas simples. Mas onde queremos chegar é se o dinheiro traz ou não felicidade.

Se o dinheiro for ganho com alegria, num trabalho que gostamos, então é normal que isso tenha repercussões positivas na nossa vida. Mas o dinheiro é apenas um símbolo, e não o meio. Penso que a felicidade está também em fazermos as coisas com gosto, com coração.

História Inventada - Perto da Igreja





PERTO DA IGREJA







Tocam os sinos. Os miúdos correm apressados pela rua. Alguém ao longe grita desalmadamente ao longo da escadaria – onde estás tu desavergonhada?. Uma voz de homem, que por ventura perdeu os sentidos, e ficou à nora. Sentada num canto estava uma rapariga adolescente agachada. Parecia estar a chorar. Supôs que talvez fosse esta a rapariga por quem o outro chamava. Pensei em ir ao encontro dela, tentar ampará-la, mas tinha um encontro marcado, por isso continuei o meu percurso, embora levasse comigo uma ligeira dor por não a poder ajudar.
Começa a fazer vento, de tal maneira que o meu vestido quase se levanta. Eu na tentativa de o segurar, ao mesmo tempo que caminhava apressada, tropecei na calçada. Feri o joelho, mas continuei persistente, pois tinha o autocarro para apanhar. Cheguei lá, olho para o relógio, e reparei que ainda faltavam 5 minutos. Sentei-me e não conseguia esquecer aquela rapariga, e tentar perceber a razão pela qual ela estava a chorar.
Respirei fundo, e pensei - que se lixe! Peguei no telemóvel, e expliquei que não seria possível comparecer, pela razão xpto. Lá inventei algo. Odeio mentir, mas às vezes tem de ser, mas não me darem na cabeça. Vou ao encontro dela, e de novo oiço aquela voz alterada. Ele estava ao pé dela, acho que só não lhe batia ali, porque havia mais pessoas.
Parei, e engoli o medo. Fui em direcção a eles, e fiz-me de parva, e fingi que já a conhecia – Olá! À tanto tempo que não te vejo, por onde é que tens andado? Tudo bem? Então pareces triste, o que se passa?. Ele olhou para mim, com cara de poucos amigos, e foi-se embora. Pensei – que sorte a nossa!. Peguei na mão dela, e disse-lhe que só a queria ajudar. Ela agradeceu, e explicou-me que o tal sujeito era seu pai. E que a razão de tanta fúria, era que ela estava grávida, e o namorado ao saber do acontecimento a abandonou. Fiquei sem saber o que dizer, mas agora reparo com alguma atenção, e vejo que já se notava a barriga.
Eu tentei consolá-la, e disse-lhe que agora apesar de tudo, tinha era de ficar feliz, porque tinha ali dentro dela uma vida, que com certeza iria ser uma criança maravilhosa. Não foi fácil convencê-la disso, mas depois de umas graçolas, lá consegui que ela sorrisse. Pensava para mim, que na verdade não a conseguia ajudar muito, mas talvez aquele tempo que passei com ela, já tivesse sido bom. Pelo menos eu sentia-me melhor.
E foi assim que fiz mais uma amizade, uma grande amiga.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hoje é dia 7...

Hoje é dia 7 lol o tal número que gosto. Nem me sinto mal, nem muito bem. É nestas alturas que sinto uma certa nostalgia, se bem que apesar de tudo até estou bem. Também! típica portuguesa nunca pode estar tudo bem. Penso que nisso os portugueses sejam algo pessimistas, do que em relação a outros países como o Brasil por exemplo. Falando do geral neste caso. Eles estão na maioria piores que nós, mas conseguem ter um optimismo que nós não temos. O típico português, diz vai andando, ou mais ou menos. Nem sim nem sopas, por assim dizer. Mas o brasileiro vai sempre tudo bem, mesmo que esteja mal. Estou falando no geral como é óbvio. Mas se vermos bem, eles têm o samba, música alegre, e nós temos o fado, canção de saudade e tristeza por vezes. Não digo que não sejamos lutadores, mas em traços gerais queixamo-nos muito da vida.

Até parece que estou criticando o povo português, mas não! Eu sou portuguesa, e sei, que somos bons lool. Mas agora não falando em diferenças entre países, o que também não acho muito certo dizer, pois assim estou a criar como que uma espécie de estereótipos, o que é mau. E cada pessoa é uma pessoa. Mas vejo que nós devíamos ser mais abertos, mais calorosos, ou carinhosos como vejo os casais estrangeiros velhinhos juntos, de mão dada. Acho uma ternura isso, já velhinhos, e ali juntinhos.

Mas falando em nostalgia, sim! Eu sinto isso. Até com esta coisa dos namorados, ou melhor do dia dos namorados me deixa nostálgica. Vejo os enfeites, as flores e fico assim. Mas eu sei que não tenho que ficar, tenho é de ser forte. E é nisso que vou trabalhar.

Já consegui terminar a história de mulher à janela, e acho que algumas pessoas que começaram a ler nunca pensariam como seria o final. Não é que exista mesmo um final, a vida é uma roda viva, até ao dia que tudo termina. Mas eu mesma também nunca pensei que a história fosse ter esta desenvolvimento por assim dizer. Não é que a história esteja muito bem feita, mas foi o que se arranjou :P. Mas certas coisas até foram escritas na altura para cativar a leitura, dar a entender uma coisa, quando no fundo é outra, isto a meu ver.

Certas coisas na vida não devemos deixar a meio, e outras é melhor deixar mesmo, para não piorar mais. Existe uma frase que diz algo como, quanto mais te mexes na merda pior fica, mais mal cheiras, ou coisa assim. Tipo, as aldrabices, mentiras, quanto mais mentimos pior ficamos, por vezes até dizemos uma mentira para tapar outra, e no fim é um rolo de mentiras, do qual já não conseguimos sair. Depois a tal coisa, a confiança, já ninguém confia em nós. Existem muito exemplos que se pode dar para esta expressão.

Mas acerca do nem me sentir mal nem bem, acho que vai muito pelo que queremos. Se eu quero estar bem, então tenho é de estar, e nada mais, e a tristeza, ou os problemas irão desaparecer. Isto depende dos problemas, como é óbvio.


Amar é...

“Amar é permitir sempre; amar é compreender sempre; amar é deixar que o outro vá — ou que fique, se assim o desejar; amar é respeitar todos os direitos humanos da pessoa amada; amar é jamais ter ciúmes; amar é não ter medo de perder. Amar é não forçar nada — nem sequer um beijo; amar é não fazer perguntas desnecessárias ou indiscretas — muito menos na hora errada. Amar é deixar fluir a relação em todos os sentidos. Amar é incentivar o vôo livre que o outro possa estar querendo, e às vezes até mesmo empurrá-lo com ternura para o abismo gostoso do desconhecido profundo. Amar é respeitar com devoção e aplaudir com entusiasmo o desejo de saltar que o outro às vezes tem. Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas, todas as escolhas — mesmo que algumas eventualmente me excluam.”

(Escrito por Bandys,
no blog http://esconderijodabandys.blogspot.com/)


Copiei isto para aqui, porque achei mesmo lindo. É também o que penso sobre amor. Para mim, e penso não estar enganada que seja o amor a salvação dos nossos corações, que permite ou não que sejamos felizes. E não falo só de amor, homem-mulher, mas sim de amor na sua plenitude. Porque a meu ver o amor é algo que parte de nós. Até parece que sei a receita, mas não, vivendo a aprendendo. Amor é de certo forma, um sentimento altruísta, além de tantas outras coisas.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

História Inventada - Mulher à janela (7)








MULHER À JANELA (7)






O tempo passa sem darmos por ele. E sem darmos por ele, esquecemo-nos de viver, ou vivemos nos queixando da vida, quando existem muitas boas razões, muita bondade por aí, basta querer. E olhando para as crianças é que vemos como o tempo passa depressa. Ainda no outro dia vi uma ex-colega minha, com o seu rebento, tão fofinho!. E vi como ele tinha crescido tanto, enquanto eu continuo praticamente na mesma.
Hoje está um dia lindo, e como ando inspirada, decidi lançar mãos à obra, e fazer um bolo de mandioca. Uma receita que a Tâmara me deu, só espero que saia bem, pois não tenho assim muito jeito para culinária. Acabo de colocar o bolo no forno, quando nisto toca a campainha. Penso logo que é Tâmara, mas quando chego à porta para abrir vejo que estou enganada. De facto fico surpreendida quando vejo que é António. Já me tinha esquecido dele e tudo. Mas junto a ele havia algo mais. Ele cumprimenta-me e diz que tem uma prenda para mim. Eu fico mesmo admirada, pois não estava nada à espera. Quando ele me mostra, eu vejo que é uma das pinturas onde eu estou. Fico contente, e nem sei porquê, mas sinto em mim uma tranquilidade que me espanta. Convido para ele comer do bolo que estou fazendo, e nisto ele com aquele ar, começa a rir. Eu fico com ar meio parvo, a pensar será que ele está gozando comigo, mas também nem quero saber. Eu estou bem, bem comigo e isso é que importa.
A janela da sala está aberta e entra a luz, a luz do sol, o meu grande amigo. Reparo como ele é simpático e sinto-me bem ali com ele, quando nisto sinto algo. Sinto o cheiro a queimado. Vou ver, e já não havia bolo, ficou mesmo todo queimado. Quando abri o forno saiu um fumo tremendo. António veio atrás de mim, e fartava-se de rir, eu sem saber o que fazer, também ri desta situação toda.
Ele ficou ali a conversar, a me contar da vida dele, que tem esta veia artística, que a mulher dele o tem apoiado muito. De facto quando ele falava nela, o olhar até brilhava. Achei lindo um homem falar assim da mulher. Quer dizer, não é que ele falasse muito dela, mas dava para ver que gostava muito dela. Também fiquei a saber que já tem dois filhos. Pergunto se a mulher não sente ciúmes de ele passar horas a olhar para mulheres, mas ele diz que não. Eu acho legal. É sempre bom conhecer pessoas que se dão bem. Mas será que isto não é tudo bom demais, mas que interessa!, se eu estou bem, estou bem, né!
O dia passou bem.
Os dias vão passando, e eu vivendo minha vida bem comigo mesma.

Fim desta história.

História Inventada - Mulher à janela (6)








MULHER À JANELA (6)





Fico ali especada a olhar para os quadros, e admito que ele tem muito jeito. Parece que me vejo como sou mesmo, distraída e com cabeça na lua. Mas continuo a achar muito estranho tudo isto, quase que parece que estou num sonho. De facto até me chego a me beliscar para ter a certeza que de um sonho não se tratava, mas não! era mesmo realidade. A minha colega fartava-se de rir, nem sei porquê, mas penso que deva ter sido pela minha cara de parva. Não sabia o que fazer, mas senti-me tão dispersa e confusa que só me apetecia desaparecer ou então ir para a minha casinha, sítio onde me sinto segura.
A minha colega pergunta-me:

- Então tu não sabias?

Eu respondo que não, e nem sei o que dizer. Decido nem dizer que entretanto tinha conhecido António, pois não via nexo em estar com tanta explicação.
Fomos para o trabalho, e lá fiquei submersa nos problemas por assim dizer laborais e por momentos, esqueci tudo o resto.
No fim do dia consegui entregar a mala à tal senhora, que me agradeceu imenso. Afinal sempre tinha sido roubada.
Indo para casa, decidi antes disso, fazer um desvio, indo para o jardim das conchas, para um cantinho onde costumo repensar na vida sossegada, com a natureza. Por momentos, até me esqueço que estou na cidade.
Penso que coincidências estranhas aconteceram, será o destino?! Humm penso que não. Foi mesmo estranho dar uma chapada na cara de alguém que me pintou. Até isso é super estranho, mas enfim…coisas estranhas existem em todos os sítios. Engraçado como nunca dei pela existência dele ali, mas também porque havia eu de dar! Mas porque ele não me disse nada?! E que coincidência em encontrar aquelas pinturas, mas também vendo bem eu não era a única modelo de pintura, por assim dizer. Não devia fazer mais nada que era pôr-se à janela a espreitar os outros à janela, ou melhor elas à janela. Mas achei piada ao tema da pintura, “Mulher à janela”. às tantas sou eu que sou paranóica que ando aqui com os meus macaquinhos, ele também não me fez nada de mal, né!. Não me posso preocupar tanto. Mas sei lá! sinto-me exposta por um lado, mas também quem é que me vai conhecer na pintura.
Vou para casa, e retorno à vida normal.
Sem dar muito por isso semanas passam.

Nota: continua…

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

História Inventada - Mulher à janela (4)






MULHER À JANELA (4)






Nesta janela, onde o meu olhar se cruza em pensamentos estranhos da minha mente. Na janela do meu quarto, onde tudo é menos cor de rosa, onde me perco na imensidão da minha imaginação, perco o meu tempo a olhar através dela. Decido, para não ficar sem fazer nenhum, ir estender a roupa. Começo a pensar no último namorado, que tive já há algum tempo, um namoro que juro nunca compreendi porque terminou. Para mim, ele era maluco, ou medricas. Os homens são tão complicados, e depois dizem que somos nós que somos. Realmente!

- Upssss…. (digo eu)

No meio dos meus pensamentos deixei cair um vestido amarelo para baixo. Saio porta fora, desço do 8º andar, e vou ter com o tal vestido que uma amiga que ofereceu pelos anos. Nisto…quando regressava a casa, já com o vestido nas mãos, quem vejo eu….Quase que fico de boca aberta com o que vejo. Deparo-me com o tal homem a quem dei a chapada, o António. Ele todo sorridente para mim, e eu meio aparvalhada a olhar para ele. Cumprimenta-me, e pergunta se já estou bem. Eu respondo que está tudo bem. Nisto ele diz:

- Vejo que hoje estamos destinados a nos encontrar.

- Pois…

- Sabe que eu já a conhecia?!

- Como? De onde?

- Eu nem devia dizer isto, mas todos os dias a vejo à janela. De certo vai pensar que sou um doido varrido, um tarado. Mas olhe! Pense o que quiser.

Eu fico a pensar - Oh meu Deus! Este mundo ou é pequeno, ou eu estou metida em alhada. Ele continua a falar;

- Mas sabe! Você por vezes até parece que está lá para mim. Por vezes o seu ar distraído me faz rir. Não leve a mal por eu lhe dizer isto. Mas olhe estou a ser sincero. Mas se quiser deixo de o fazer. Ou pelo menos tentar. Não posso prometer que vou conseguir resistir de olhar para si.

- Pois…

- Mas você só sabe dizer pois. Parece nervosa.

- Ah! Não…que ideia.

- Não me tente enganar. Eu sei que você apesar de ser bruta, impulsiva, e tudo mais, é uma rica pessoa. Eu acho que você é diferente.

- Pois…não seremos todos diferentes!

- Tem razão. Mas você tem algo de especial.

- Se está a tentar-me engatar não vai ter sorte. Aviso já.

- Você deve ter a paranóia que os homens andam atrás de si, não!.

- Você é que tem a paranóia que anda a vigiar-me.

- Não exagere.

Eu meio confusa nos meus pensamentos, não sabia o que pensar, se ele estava no gozo comigo, se estava a ser sincero, ou se era mesmo um tarado. Não tinha cara disso, parecia muito são, de facto apesar de tanta conversa, e tanta espontaneidade, parecia ser um pouco tímido. Mas sem certezas, decidi inventar uma desculpa esfarrapada, afim de me livrar dele.

- Sabe…tenho de ir para casa…é…que tenho …uma panela ao fogão. Sabe como é! (com um riso parvo na cara)

Virei costas e vou para casa. Entro com os pensamentos muito nublados, decido deitar-me no sofá, e tentar dormir, a ver se esquecia este dia, que parecia não terminar.

(Nota: não! ainda não terminou esta história)
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