Aqui vai um texto que partilharam comigo. E por conseguinte vou partilhar com vocês.
SONHO ERÓTICO
(Relato verídico)
— anoitece
— vou na rua e começa a chover. Uma chuva miudinha. E eu
estou sem guarda-chuva
— chove cada vez mais intensamente
— procuro um sítio onde me abrigar
— há um prédio solitário e abrigo-me na empena do prédio
— espero que pare de chover
— chove cada vez mais
— o vestido molhado cola-se ao corpo
— um automóvel pára na estrada na minha frente
— por gestos convida-me a entrar no carro
— recuso com um sorriso
— ele sai do carro e vem ter comigo
— insiste para me abrigar no carro
— delicadamente agarra a minha mão e leva-me para o carro
— eu deixo-me ir sem opor qualquer resistência
— coloca o braço por cima do meu ombro protegendo-me da
chuva com a gabardina
— abre a porta do carro e eu entro
— liga o ar condicionado, arranca e pára pouco à frente num beco sem saída. Diz
para aguardarmos ali até que deixe de chover
— oferece-me um cigarro. Aceito e agradeço
— sinto-o a olhar-me
— o olhar dele é cada vez mais insistente e insinuante
— fico constrangida
— olha para as minhas pernas, para o vestido todo colado ao
corpo
— põe uma mão nos meus joelhos e, veladamente, tenta separá-los
— tiro a mão dele de cima
dos meus joelhos
— insiste e volta a insistir
— passa a outra mão pelo meu pescoço
— puxa-me pelos cabelos para trás e beija-me
— vai descendo com a boca até aos meus seios, por cima do
vestido colado ao corpo
— morde-me os mamilos erectos do frio
— com a outra mão continua a acariciar-me as coxas
— toca-me no sexo por cima das cuecas
— fecho os olhos e deixo de resistir. Sinto os joelhos
quentes e a tremer. Uma onda de calor trepa pelas coxas e penetra nas minhas
entranhas
— puxa o vestido para cima, deixando-me exposta
— mete a mão pelo
decote do vestido dentro do sutiã
— a outra mão
continua no meu sexo
— com a minha mão procuro o sexo dele
— sinto-o por cima das calças, está duro
— puxa-me pelos cabelos até ao colo
— e esfrega a minha cara no seu sexo
— tira o sexo para fora e ordena: «chupa-o!»
— obedeço
— reclina o banco para trás e fica deitado no banco
— continuo a chupá-lo
— mas, quando menos espera, sento-me por cima e enterro-me
toda nele
— cavalgo-o até nos virmos os dois
— abro a porta do carro, saio e vou-me embora
— parou de chover
— um refrescante cheiro a terra húmida paira no ar.
(JT - all rights reserved)








Adorei. Até levanta as pedras da calçada este sonho erótico.
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